Charles Leclerc, piloto da Ferrari, conquistou uma pole position surpreendente no GP da Hungria de Fórmula 1, disputado neste sábado, 2 de agosto de 2025, no circuito de Hungaroring, em Budapeste. Com um tempo de 1m15s372, o monegasco superou as McLarens de Oscar Piastri e Lando Norris, que dominaram os treinos livres, mas ficaram em segundo e terceiro, respectivamente. Gabriel Bortoleto, novato brasileiro da Sauber, impressionou ao garantir a sétima posição, à frente do tetracampeão Max Verstappen, da Red Bull, que enfrentou dificuldades e larga em oitavo. A classificação, marcada por mudanças climáticas e ventos fortes, trouxe reviravoltas, com Lewis Hamilton, heptacampeão, enfrentando um qualifying decepcionante, terminando em 12º. O resultado agita a expectativa para a última corrida antes da pausa de verão da F1.
A sessão de classificação foi desafiadora, com condições climáticas instáveis, incluindo chuva leve e ventos que mudaram de direção entre Q2 e Q3, alterando a aderência na pista. Leclerc, que não esperava a pole, destacou a dificuldade de avançar nas sessões iniciais, mas aproveitou as condições no Q3 para cravar o melhor tempo. Enquanto isso, Bortoleto, em sua temporada de estreia, consolidou seu bom momento, alcançando o Q3 pela terceira vez em quatro corridas.
- Destaques da classificação:
- Leclerc superou Piastri por apenas 0s026, com Norris a 0s041.
- Aston Martin surpreendeu com Alonso (5º) e Stroll (6º).
- Verstappen enfrentou problemas de aderência, ficando a 0s356 do líder.
- Hamilton e Antonelli, da Mercedes, foram eliminados no Q2.
Surpresa de Leclerc na pole
A pole de Charles Leclerc foi um marco para a Ferrari, que não largava na primeira posição desde o GP do Azerbaijão de 2024. O monegasco, que admitiu estar incrédulo com o resultado, destacou que o carro teve dificuldades nas sessões iniciais, mas a mudança nas condições climáticas no Q3 permitiu um ajuste fino que resultou em sua volta impecável. “Foi uma das poles mais inesperadas da minha carreira”, disse Leclerc, que soma agora 27 poles na F1. A Ferrari, que vinha sendo ofuscada pela McLaren ao longo do fim de semana, mostrou resiliência, mas terá o desafio de manter a liderança na corrida, já que o circuito de Hungaroring é conhecido por dificultar ultrapassagens.
O desempenho de Leclerc contrastou com o de seu companheiro de equipe, Lewis Hamilton, que enfrentou uma sessão frustrante. Eliminado no Q2, o heptacampeão foi duro consigo mesmo, declarando à Sky Sports que se sentia “absolutamente inútil” e sugerindo que a equipe talvez precisasse “trocar de piloto”. A diferença de desempenho entre os dois pilotos da Ferrari reacende debates sobre a adaptação de Hamilton à nova equipe.
Bortoleto brilha entre os gigantes
Gabriel Bortoleto, em sua temporada de estreia na F1, continua a impressionar. O brasileiro de 20 anos, pilotando pela Sauber, alcançou o sétimo lugar no grid, superando Max Verstappen, atual tetracampeão mundial. Bortoleto, que já havia mostrado consistência ao chegar ao Q3 em três das últimas quatro corridas, aproveitou a instabilidade climática para tirar o máximo de seu carro, que não está entre os mais competitivos do grid. Sua volta no Q1 foi a sexta mais rápida, e no Q2 ele garantiu a décima posição, mostrando maturidade.
- Números de Bortoleto no quali:
- 6º melhor tempo no Q1, a 0s7 do líder.
- 10º no Q2, garantindo vaga no Q3.
- 7º no grid, à frente de Verstappen por 0s003.
- Superou o companheiro Nico Hulkenberg em 8 de 14 classificações.
O desempenho do brasileiro é ainda mais notável considerando que a Sauber luta para pontuar regularmente. Bortoleto, cotado para uma possível vaga na Cadillac, nova equipe da F1 em 2026, está se consolidando como uma promessa do automobilismo brasileiro.
McLaren perde chance de pole
As McLarens de Oscar Piastri e Lando Norris eram as grandes favoritas após dominarem os treinos livres, com Piastri liderando a última sessão por 0s4 sobre o segundo colocado não-McLaren. No entanto, a mudança de vento no Q3, que alterou as condições de aderência, prejudicou a dupla. Piastri, líder do campeonato, ficou a apenas 0s026 de Leclerc, enquanto Norris, 16 pontos atrás no Mundial, terminou a 0s041. Ambos lamentaram a cautela excessiva nas voltas finais, com Norris destacando que Leclerc “arriscou mais” nas condições instáveis.
O chefe da McLaren, Andrea Stella, admitiu que a equipe pagou o preço por ser conservadora. “As condições eram estranhas, e nossos pilotos podem ter sido cuidadosos demais, já que a aderência era imprevisível”, disse. Apesar do revés, a McLaren segue forte para a corrida, com ambos os carros na primeira fila e um histórico de bom ritmo de prova no Hungaroring, onde conquistaram um 1-2 em 2024.
Verstappen e Red Bull em apuros
Max Verstappen, que lidera o Mundial de Construtores com a Red Bull, teve um fim de semana para esquecer. Após problemas de equilíbrio e aderência desde os treinos livres, o holandês não conseguiu ir além do oitavo lugar no grid. “Não temos aderência na frente ou atrás, é difícil explicar”, afirmou Verstappen, que ficou a 0s356 de Leclerc. Seu companheiro, Yuki Tsunoda, teve desempenho ainda pior, sendo eliminado no Q1 e largando em 16º.
A Red Bull, que introduziu novas peças no carro para o GP da Hungria, não encontrou o ritmo esperado. A falta de competitividade em Budapeste, aliada à eliminação precoce de Tsunoda, expõe as dificuldades da equipe em manter a consistência de 2024. Verstappen, no entanto, segue sendo uma ameaça para a corrida, especialmente com sua habilidade em recuperar posições.
- Desafios da Red Bull no quali:
- Verstappen: 11º no Q1, 8º no Q3.
- Tsunoda: eliminado no Q1, a 0s163 de Verstappen.
- Problemas de equilíbrio relatados por ambos os pilotos.
- Pior quali da Red Bull no Hungaroring desde 2020.
Aston Martin ressurge no grid
A Aston Martin surpreendeu ao colocar Fernando Alonso e Lance Stroll em quinto e sexto, respectivamente, após um quali desastroso na Bélgica. Alonso, que correu com dores nas costas, ficou a apenas 0s109 de Leclerc, enquanto Stroll, que teve um tempo deletado por exceder os limites de pista, ainda garantiu um lugar sólido. A equipe introduziu uma nova asa dianteira, que parece ter se adaptado bem ao traçado sinuoso do Hungaroring.
Alonso destacou o progresso: “O carro está melhor que minhas costas”. A performance da Aston Martin reacende esperanças de pódios, algo que a equipe não conseguiu regularmente em 2025. A dupla agora mira capitalizar na corrida, onde a estratégia de pneus será crucial devido às altas temperaturas esperadas.
Expectativa para a corrida
Com Leclerc na pole, a Ferrari tem a chance de conquistar sua primeira vitória de 2025, mas enfrentará forte pressão das McLarens, que têm ritmo de corrida superior. O Hungaroring, com suas curvas apertadas e poucas zonas de ultrapassagem, favorece quem larga na frente, mas a estratégia de pneus e possíveis chuvas podem embaralhar o grid. Bortoleto, em sétimo, tem a oportunidade de pontuar novamente, enquanto Verstappen precisará de uma recuperação agressiva para minimizar perdas no campeonato.
- Fatores que podem definir a corrida:
- Condições climáticas: chuva leve é prevista antes da largada.
- Gestão de pneus: calor pode desgastar os compostos médios e duros.
- Largada: Turno 1 é crucial devido à pista estreita.
- Estratégia: paradas únicas ou duplas dependerão do desgaste.
A corrida, marcada para domingo, 3 de agosto, às 9h30 (horário de Brasília), promete emoção, com pilotos como Leclerc, Piastri e Norris na briga pela vitória e Bortoleto buscando consolidar seu nome na F1. A última prova antes da pausa de verão pode trazer surpresas, especialmente com a imprevisibilidade do clima e a competitividade do grid.
Nomes a observar no domingo
Além de Leclerc e Bortoleto, outros pilotos podem surpreender na corrida. George Russell, em quarto, mostrou consistência com a Mercedes e pode lutar pelo pódio. Liam Lawson e Isack Hadjar, da Racing Bulls, completam o top 10 e têm chances de pontuar, especialmente se houver incidentes. Hamilton, largando em 12º, enfrentará um desafio para recuperar posições em uma pista onde ultrapassar é difícil.
- Pilotos em destaque:
- George Russell: forte quali, pode ameaçar o top 3.
- Liam Lawson: 9º, em ascensão na Racing Bulls.
- Isack Hadjar: 10º, outro novato em alta.
- Oliver Bearman: 11º, busca pontos com a Haas.
A combinação de talento jovem, como Bortoleto e Hadjar, com veteranos como Alonso e Hamilton, promete uma corrida dinâmica, onde a estratégia e a adaptação às condições serão decisivas.

