Flamengo lucra milhões com Pablo Marí anos após sua saída

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Pablo Marí Foto: Pablo Marí - Foto: Instagram

O Flamengo continua colhendo frutos financeiros de negociações passadas, mesmo anos após a saída de jogadores do elenco. O zagueiro espanhol Pablo Marí, peça fundamental na campanha vitoriosa de 2019, ainda rende lucros ao clube carioca. Segundo o balanço financeiro mais recente, o Rubro-Negro tem cerca de R$ 4 milhões a receber pela transferência do jogador ao Monza, da Itália, realizada em 2023. A negociação, que já garantiu R$ 14,6 milhões ao clube, destaca a habilidade da diretoria em estruturar acordos que mantêm o Flamengo beneficiado no longo prazo. Marí, que hoje brilha na Fiorentina, segue valorizado na Europa, com seu passe estimado em R$ 22,4 milhões. Este caso exemplifica como o clube transformou uma aposta em um retorno financeiro expressivo, enquanto a torcida celebra o legado do defensor.

A trajetória de Pablo Marí no Flamengo começou com sua chegada em 2019, contratado por R$ 5,5 milhões junto ao Deportivo La Coruña. Sob o comando de Jorge Jesus, o zagueiro rapidamente se consolidou como titular, contribuindo para as conquistas do Campeonato Brasileiro e da Libertadores. Sua passagem pelo clube foi marcada por atuações sólidas, com 30 jogos disputados e três gols marcados.

  • Contratação inicial: R$ 5,5 milhões pagos ao Deportivo La Coruña.
  • Desempenho em 2019: 30 partidas, três gols e títulos nacionais e continentais.
  • Negociação com o Arsenal: Transferência em 2020 gerou lucros iniciais ao clube.
  • Venda ao Monza: Acordo em 2023 rendeu R$ 14,6 milhões, com R$ 4 milhões ainda pendentes.

Lucro a longo prazo

A estratégia de manter percentuais de direitos econômicos de jogadores negociados tem se mostrado eficaz para o Flamengo. No caso de Pablo Marí, o clube reteve 40% de seus direitos, o que garantiu uma fatia significativa na transferência do jogador do Arsenal para o Monza em 2023. O valor total recebido até o momento, R$ 14,6 milhões, representa um retorno expressivo em relação ao investimento inicial de R$ 5,5 milhões. Além disso, os R$ 4 milhões ainda pendentes, equivalentes a 680 mil euros na cotação atual, reforçam a saúde financeira do clube. Este montante, embora menor, demonstra como negociações bem planejadas continuam rendendo anos após a saída de um atleta. A capacidade do Flamengo de estruturar contratos com cláusulas de participação em vendas futuras é um diferencial no mercado brasileiro.

O sucesso financeiro não se limita ao valor imediato das transferências. A valorização de Marí no mercado europeu, onde seu passe é avaliado em 3,5 milhões de euros (cerca de R$ 22,4 milhões), reflete o impacto de sua passagem pelo Flamengo. A torcida, ativa nas redes sociais, frequentemente destaca o zagueiro como um dos negócios mais rentáveis da história do clube, com comentários que o definem como “o maior custo-benefício” do Rubro-Negro.

Trajetória de Pablo Marí na Europa

Após deixar o Flamengo em 2020, Pablo Marí seguiu uma carreira consistente no futebol europeu. Sua transferência para o Arsenal marcou o início de uma jornada que incluiu empréstimos à Udinese e ao Monza, ambos na Itália. Em 2023, o Monza adquiriu o jogador em definitivo, o que gerou os lucros mencionados para o Flamengo. No início de 2025, Marí foi contratado pela Fiorentina, a pedido do técnico Raffaele Palladino, que o conhecia de sua passagem pelo Monza.

Na Fiorentina, o zagueiro de 31 anos rapidamente se firmou como titular, com 13 partidas disputadas na temporada 2025/26. Sua adaptação ao Campeonato Italiano, um dos mais competitivos da Europa, reforça sua qualidade técnica e explica sua cotação elevada. A trajetória de Marí na Itália inclui:

  • Udinese (2022): Atuações consistentes em empréstimo, com destaque defensivo.
  • Monza (2022-2023): Consolidação como titular, culminando na compra em definitivo.
  • Fiorentina (2025): 13 jogos como titular, reforçando a defesa da equipe.
  • Valor de mercado: Avaliado em 3,5 milhões de euros pelo Transfermarkt.

Impacto na torcida rubro-negra

A torcida do Flamengo mantém uma forte conexão emocional com Pablo Marí, mesmo após sua saída. Nas redes sociais, torcedores relembram sua importância na temporada mágica de 2019, quando o clube conquistou o Brasil e a América do Sul. A notícia dos lucros adicionais com sua transferência reacendeu debates sobre a gestão financeira do clube. Muitos destacam a habilidade da diretoria em maximizar retornos com jogadores que, inicialmente, eram apostas.

Os torcedores também celebram a continuidade do sucesso de Marí na Europa. Comentários como “Pablo Marí rendendo dinheiro infinito” e “lucratividade absurda” refletem o orgulho pela trajetória do jogador e pelos benefícios financeiros que ela ainda proporciona. A relação entre o clube e seus ex-jogadores, mantida por meio de percentuais em transferências futuras, é vista como um modelo a ser seguido no futebol brasileiro.

Gestão financeira do Flamengo

O caso de Pablo Marí é apenas um exemplo da estratégia financeira adotada pelo Flamengo nos últimos anos. A diretoria tem se destacado por negociar jogadores com cláusulas que garantem lucros a longo prazo. Além de Marí, outros atletas, como Matheus França, Vinição, Lázaro e Paquetá, também geram dividendos ao clube por meio de percentuais retidos em transferências. Essa prática tem permitido ao Flamengo manter um fluxo constante de receita, essencial para investimentos em infraestrutura, contratações e pagamento de dívidas.

A gestão financeira do clube é frequentemente elogiada por equilibrar competitividade esportiva e saúde econômica. Em 2025, o Flamengo se prepara para o Mundial de Clubes, onde deve receber US$ 12 milhões (cerca de R$ 65,8 milhões) apenas pela participação. A combinação de receitas de competições e negociações de jogadores fortalece a posição do Rubro-Negro como um dos clubes mais sólidos financeiramente na América do Sul.

  • Negociações recentes: Venda de Matheus França ao Crystal Palace e Vinição ao Sheffield United.
  • Mundial de Clubes: Receita garantida de R$ 65,8 milhões pela participação.
  • Estratégia de longo prazo: Retenção de percentuais em direitos econômicos.
  • Impacto financeiro: Reforço no caixa para contratações e infraestrutura.

Carreira de Marí e legado no Flamengo

A passagem de Pablo Marí pelo Flamengo, embora curta, deixou um legado significativo. Sua chegada em 2019, sob indicação de Jorge Jesus, foi uma aposta que se provou acertada. O zagueiro se destacou pela segurança defensiva e pela capacidade de iniciar jogadas, características que o tornaram peça-chave no esquema tático do treinador português. Seus três gols em 30 partidas, incluindo momentos decisivos, reforçam sua importância na campanha histórica.

Hoje, aos 31 anos, Marí continua em alta na Europa. Sua transferência para a Fiorentina, onde é titular absoluto, demonstra que o jogador mantém um nível competitivo elevado. Para o Flamengo, o zagueiro representa não apenas um sucesso esportivo, mas também um case de gestão financeira. A torcida e a diretoria seguem acompanhando sua carreira, cientes de que ele ainda pode render mais lucros em futuras negociações.

Outros casos de lucro no Flamengo

Além de Pablo Marí, o Flamengo tem se beneficiado de outras negociações envolvendo ex-jogadores. A venda de Willyan Rocha, formado nas categorias de base do clube, ao Al Jazira, dos Emirados Árabes, rendeu R$ 190 mil por meio do mecanismo de solidariedade da FIFA. Da mesma forma, a possível transferência de Natan ao Napoli pode gerar mais de R$ 6 milhões, considerando os 12% dos direitos econômicos retidos pelo clube. Esses exemplos reforçam a estratégia de longo prazo adotada pela diretoria.

A gestão do Flamengo também enfrenta desafios, como a recente denúncia contra Bruno Henrique por manipulação de resultados em 2023. Apesar disso, o foco do clube permanece em maximizar receitas e manter a competitividade. A combinação de uma base sólida e negociações estratégicas posiciona o Flamengo como referência no mercado sul-americano.

  • Willyan Rocha: R$ 190 mil recebidos via mecanismo de solidariedade.
  • Natan: Potencial lucro de R$ 6 milhões em negociação com o Napoli.
  • Gestão de contratos: Cláusulas de percentual em vendas futuras.
  • Mundial de Clubes: Competição como nova fonte de receita em 2025.

Janderson é colaborador da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2024

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