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Santa Catarina enfrenta, nesta terça-feira, 5 de agosto de 2025, uma nova onda de alertas meteorológicos emitidos pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), com destaque para um alerta laranja que aponta tempestades intensas, chuvas volumosas e ventos de até 100 km/h em regiões como Sul, Oeste e Serra. A situação ocorre dias após um ciclone extratropical causar estragos no estado, com impactos severos em cidades litorâneas como Laguna, onde pescadores enfrentaram a força do mar. Os alertas, que incluem dois de nível amarelo, indicam riscos de alagamentos, quedas de árvores, danos em plantações e até granizo, exigindo atenção redobrada da população. A Defesa Civil monitora as condições e recomenda precauções, enquanto o sistema de frente fria começa a se dissipar, mas ainda mantém o estado em alerta.

Os alertas meteorológicos cobrem diferentes áreas de Santa Catarina, com impactos variados. O alerta laranja, de maior gravidade, aponta chuvas entre 30 e 60 mm/h ou até 100 mm por dia, acompanhadas de ventos intensos e possibilidade de granizo. Já os alertas amarelos destacam ventos costeiros e tempestades de menor intensidade, mas com potencial para transtornos. A combinação de fatores climáticos, como a interação de massas de ar quente e frio, intensifica as condições adversas.

Previsao do Tempo SC
Previsao do Tempo SC – Foto: reprodução
  • Regiões afetadas: Sul, Oeste, Serra e áreas litorâneas.
  • Riscos principais: Alagamentos, quedas de árvores, danos à rede elétrica e granizo.
  • Recomendações: Evitar áreas de risco, monitorar atualizações da Defesa Civil e buscar abrigo seguro.

A instabilidade climática reflete um padrão recorrente no Sul do Brasil, especialmente em períodos de transição como o inverno, quando sistemas como frentes frias e ciclones extratropicais ganham força.

Intensidade do alerta laranja

O alerta laranja emitido pelo Inmet é classificado como de “perigo”, indicando condições climáticas severas com potencial para impactos significativos. As chuvas previstas, que podem atingir até 100 mm em 24 horas, representam um risco elevado para áreas urbanas e rurais. Em cidades como Florianópolis, Criciúma e Chapecó, a combinação de chuvas intensas e ventos fortes pode causar alagamentos em pontos críticos, como vias públicas e bairros ribeirinhos. A possibilidade de granizo também preocupa, especialmente em plantações agrícolas, que já sofreram perdas recentes devido a eventos climáticos extremos.

A Defesa Civil de Santa Catarina reforça a importância de medidas preventivas. Em comunicado, o órgão destacou que as condições adversas exigem atenção a sinais de instabilidade, como acúmulo de água em encostas ou rachaduras em estruturas. Além disso, a rede elétrica pode ser afetada, com risco de interrupções no fornecimento de energia, como ocorreu em eventos anteriores, a exemplo de Lages, onde milhares de residências ficaram sem luz em outubro de 2024.

  • Chuvas esperadas: 30 a 60 mm/h ou até 100 mm/dia.
  • Velocidade dos ventos: 60 a 100 km/h em áreas afetadas.
  • Áreas críticas: Regiões Sul, Oeste e Serra com maior risco de alagamentos.
  • Precauções: Evitar deslocamentos desnecessários e monitorar alertas oficiais.

Impactos recentes em Santa Catarina

Os alertas desta terça-feira chegam em um momento de recuperação de estragos causados por um ciclone extratropical que atingiu o estado em 28 de julho de 2025. Em Laguna, no Sul catarinense, a força do mar na Praia do Cardoso obrigou pescadores a tomarem medidas drásticas, como quebrar paredes de ranchos para salvar embarcações. O evento, que registrou ondas de até 6 metros em alto mar, também causou destelhamentos e quedas de árvores em diversas cidades. A memória desses impactos reforça a gravidade dos novos alertas, especialmente em comunidades costeiras.

No Oeste e na Serra, os ventos intensos de eventos anteriores, que chegaram a 132 km/h em Bom Jardim da Serra, deixaram um rastro de danos materiais. A combinação de ventos costeiros e chuvas volumosas também gerou ressacas, impactando atividades como pesca e navegação. A Defesa Civil orienta que atividades marítimas sejam suspensas durante o período de alerta, especialmente nas regiões Sul e Grande Florianópolis, onde o mar permanece agitado.

Previsão para as próximas horas

A frente fria responsável pelos alertas está em processo de dissipação, mas ainda mantém o potencial para chuvas e ventos fortes ao longo desta terça-feira. Segundo o Inmet, as temperaturas em Santa Catarina devem girar em torno de 20°C, com variação entre 15°C nas áreas serranas e 25°C no litoral. A instabilidade deve diminuir gradualmente até a noite, mas áreas como o Oeste e o Sul podem registrar pancadas de chuva isoladas até quarta-feira, 6 de agosto.

A Climatempo, em boletim recente, destaca que a formação de áreas de baixa pressão atmosférica continua a alimentar as condições para temporais. A interação entre massas de ar quente, provenientes do interior do continente, e massas de ar frio, vindas do oceano, cria um ambiente propício para chuvas intensas e rajadas de vento. Embora o risco de tornados seja baixo, a possibilidade de microexplosões em áreas isoladas não está descartada, especialmente em regiões de maior altitude.

  • Tendência climática: Diminuição da instabilidade a partir da noite de terça-feira.
  • Temperaturas: Média de 20°C, com mínimas de 15°C na Serra.
  • Risco adicional: Possibilidade de microexplosões em áreas de maior altitude.

Medidas de prevenção e segurança

A Defesa Civil de Santa Catarina divulgou uma série de orientações para minimizar os riscos associados às tempestades. A população é incentivada a evitar áreas sujeitas a alagamentos, como ruas e pontilhões submersos, e a buscar abrigo em locais seguros durante os temporais. Atividades ao ar livre, como caminhadas em áreas arborizadas ou práticas esportivas, devem ser suspensas.

Em caso de ventos fortes, a recomendação é manter distância de árvores, postes e estruturas que possam ser danificadas. Para os moradores de áreas litorâneas, a atenção deve ser redobrada devido ao risco de ressaca e avanço das ondas sobre calçadas e ciclovias. A Defesa Civil também orienta o cadastro no serviço de alertas por SMS, enviando o CEP da residência para o número 40199, para receber atualizações em tempo real.

  • Evitar áreas de risco: Ruas alagadas, encostas e regiões próximas a rios.
  • Suspender atividades marítimas: Pesca, navegação e esportes náuticos.
  • Monitorar alertas: Acompanhar boletins da Defesa Civil e Inmet.
  • Proteger bens materiais: Reforçar telhados e estruturas vulneráveis.

Histórico de tempestades em Santa Catarina

Santa Catarina tem um histórico de eventos climáticos intensos, especialmente entre os meses de inverno e primavera, quando ciclones extratropicais são mais frequentes. Em junho de 2023, um ciclone provocou chuvas que acumularam mais de 200 mm em 24 horas, causando alagamentos e uma morte no Rio Grande do Sul, com impactos sentidos também em Santa Catarina. Em outubro de 2024, outro evento semelhante deixou mais de 6 mil residências sem energia em Lages, demonstrando a vulnerabilidade do estado a esses fenômenos.

A formação de ciclones extratropicais, como o que precedeu os alertas atuais, ocorre devido ao contraste entre massas de ar quente e frio, comum em regiões de latitudes médias. Esses sistemas, ao interagirem com frentes frias, geram instabilidade que pode se prolongar por dias, afetando não apenas Santa Catarina, mas também estados vizinhos como Paraná e Rio Grande do Sul. A recorrência desses eventos reforça a necessidade de planejamento urbano e medidas preventivas para mitigar danos.

Preparação das autoridades locais

As autoridades catarinenses estão em estado de alerta, com equipes da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros mobilizadas para atender possíveis ocorrências. Em cidades como Florianópolis e Joinville, planos de contingência foram ativados para lidar com alagamentos e quedas de árvores, problemas frequentes em eventos climáticos anteriores. O governo do estado também mantém canais de comunicação abertos para informar a população sobre eventuais interdições de rodovias, como a BR-282, que já foi afetada por quedas de barreiras em eventos passados.

A previsão de ventos costeiros, com intensificação nas regiões litorâneas, levou a Marinha do Brasil a emitir alertas para a suspensão de atividades náuticas. Em Laguna, onde pescadores já enfrentaram prejuízos recentes, a comunidade está em contato com as autoridades para evitar novos danos. A preparação inclui o reforço de estruturas costeiras e a orientação para que moradores evitem a orla durante o período de maior instabilidade.

  • Mobilização: Equipes da Defesa Civil e Bombeiros em prontidão.
  • Comunicação: Alertas por SMS e redes sociais oficiais.
  • Restrições náuticas: Suspensão de atividades no mar até quarta-feira.
  • Monitoramento: Acompanhamento de rodovias e áreas de risco.

Carolina Costa é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2019. Formação: Administração

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