F1: Ecclestone defende Bortoleto como sucessor de Hamilton na Ferrari

Gabriel Bortoleto

Gabriel Bortoleto - Foto: Instagram

Lewis Hamilton enfrenta um dos momentos mais desafiadores de sua carreira na Fórmula 1, com resultados abaixo do esperado em sua primeira temporada pela Ferrari. Após um desempenho frustrante no GP da Hungria, onde terminou em 12º, o heptacampeão mundial foi alvo de críticas e sugestões de aposentadoria por Bernie Ecclestone, ex-chefão da F1. Em entrevista ao Mail Sport, Ecclestone defendeu que Hamilton, aos 40 anos, deveria deixar as pistas para evitar “algo ruim” e indicou o brasileiro Gabriel Bortoleto, da Sauber, como um dos possíveis substitutos na equipe italiana. A declaração reacende debates sobre o futuro do britânico e a ascensão de jovens talentos na categoria. O cenário, agravado por uma temporada sem pódios para Hamilton, levanta questões sobre sua permanência na Ferrari e o potencial de nomes como Bortoleto.

A crise de Hamilton na Ferrari começou a ganhar destaque após uma série de corridas sem brilho. No GP da Hungria, ele não passou do Q2 na classificação, enquanto seu companheiro Charles Leclerc conquistou a pole position. Na corrida, o britânico enfrentou problemas com o ritmo do carro e estratégias da equipe, terminando fora da zona de pontuação. Após o resultado, Hamilton se autoproclamou “inútil” e sugeriu que a Ferrari deveria considerar outro piloto, um desabafo que surpreendeu o paddock.

  • Desempenho de Hamilton: Sem pódios em 14 corridas na temporada de 2025.
  • Comparação com Leclerc: Charles Leclerc conquistou pole e terminou em 4º na Hungria.
  • Contrato com Ferrari: Acordo de três anos, avaliado em £60 milhões por temporada.
  • Declaração de Ecclestone: Sugestão de aposentadoria e indicação de novos talentos.

Ecclestone, que liderou a Fórmula 1 por quatro décadas, foi categórico ao afirmar que Hamilton está “cansado” e precisa de um “reset completo”. Segundo ele, o britânico já conquistou tudo o que podia na categoria, com sete títulos mundiais, e continuar correndo seria “trapacear a si mesmo”.

A visão de Ecclestone sobre Hamilton

Bernie Ecclestone, aos 94 anos, mantém influência no mundo da Fórmula 1, mesmo após deixar o comando da categoria em 2017. Em sua análise, Hamilton enfrenta o desgaste natural de uma carreira longa, com 19 temporadas na F1. “Lewis é muito talentoso, mas, como muitos atletas de elite, após chegar ao topo, o único caminho é para baixo”, afirmou. Ele sugeriu que o piloto negocie com a Ferrari para receber o valor total de seu contrato e abra espaço para novos nomes, evitando riscos desnecessários, como acidentes graves.

O ex-dirigente destacou que Hamilton não está na disputa pelo campeonato de 2025, o que reforça sua visão de que o britânico não tem mais nada a provar. “Ele não precisa correr riscos. Sete títulos são mais que suficientes”, disse Ecclestone. A sugestão de aposentadoria vem em um momento delicado, já que Hamilton assinou com a Ferrari até 2027, com a expectativa de lutar por um oitavo título mundial, superando Michael Schumacher.

Ecclestone também criticou a decisão da Ferrari de contratar Hamilton, sugerindo que o movimento foi mais emocional do que estratégico. “John Elkann pensou que estava contratando o melhor piloto do mundo, mas o tempo dirá se foi a escolha certa”, afirmou, em referência ao presidente da Ferrari. A falta de resultados imediatos e a dificuldade de adaptação ao carro da Scuderia intensificam as dúvidas sobre o futuro do britânico na equipe.

Gabriel Bortoleto: a nova promessa brasileira

Entre os nomes apontados por Ecclestone para substituir Hamilton, Gabriel Bortoleto, de 20 anos, ganhou destaque. O brasileiro, que compete pela Sauber em sua temporada de estreia na Fórmula 1, tem impressionado com sua consistência. Após um início difícil, Bortoleto conquistou pontos em corridas recentes, incluindo um 6º lugar no GP da Hungria. “Ele é talentoso e sensato”, elogiou Ecclestone, que também destacou o apoio que deu à família Bortoleto para ingressar na F1.

Bortoleto, campeão da Fórmula 2 em 2024, é visto como uma das maiores promessas do automobilismo brasileiro. Sua trajetória inclui vitórias nas categorias de base e uma adaptação rápida à F1, mesmo em uma equipe menos competitiva como a Sauber. No Mundial de Pilotos de 2025, ele ocupa a 17ª posição, com 14 pontos, um desempenho notável para um estreante.

  • Resultados recentes: 8º lugar na Áustria, 9º em Spa e 6º na Hungria.
  • Contrato com Sauber: Renovado para 2026, quando a equipe será gerida pela Audi.
  • Comparação com Hadjar: Isack Hadjar, outro indicado por Ecclestone, tem 22 pontos e está em 13º.
  • Perfil de Bortoleto: Jovem, técnico e com potencial para equipes de ponta.

A indicação de Bortoleto para a Ferrari, no entanto, enfrenta obstáculos. O brasileiro tem contrato com a Sauber/Audi até 2026, e a Ferrari já possui Charles Leclerc como pilar da equipe. Além disso, a mudança de regulamento em 2026 pode favorecer Hamilton, que busca se adaptar ao novo carro para recuperar sua competitividade.

Isack Hadjar: outra aposta de Ecclestone

Além de Bortoleto, Ecclestone sugeriu Isack Hadjar, piloto francês da Racing Bulls, como outra opção para a Ferrari. Hadjar, também com 20 anos, tem se destacado em sua temporada de estreia, conquistando 22 pontos e ocupando a 13ª posição no campeonato. “Ele se saiu muito bem no primeiro ano e é um cara ótimo”, afirmou Ecclestone. O francês, parte do programa de jovens pilotos da Red Bull, é cotado para assumir uma vaga na equipe principal em 2026, o que tornaria sua transferência para a Ferrari improvável.

Hadjar impressionou com resultados consistentes em pistas como Japão, Espanha e Mônaco, onde pontuou. Sua habilidade em lidar com a pressão da F1, mesmo em uma equipe de meio de grid, o coloca no radar de grandes equipes. No entanto, sua ligação com a Red Bull e o contrato de Bortoleto com a Sauber dificultam a realização do cenário proposto por Ecclestone.

O futuro de Hamilton na Ferrari

Apesar das críticas, Hamilton não deu sinais de que planeja abandonar a Fórmula 1. Após o GP da Hungria, ele afirmou estar ansioso pelo intervalo de verão, mas confirmou seu retorno para o GP da Holanda, no final de agosto. O britânico enfrenta desafios técnicos com o carro da Ferrari, que não venceu corridas em 2025, e a concorrência interna com Leclerc, que tem se mostrado mais adaptado à equipe.

Toto Wolff, ex-chefe de Hamilton na Mercedes, discorda de Ecclestone e acredita que o piloto ainda tem “negócios inacabados” na F1. “Com os novos regulamentos de 2026, Lewis pode voltar a lutar por vitórias”, disse Wolff. A introdução de novos carros e unidades de potência pode nivelar o grid, oferecendo a Hamilton uma chance de redenção.

  • Contrato de Hamilton: Válido até 2027, com salário anual de £60 milhões.
  • Desempenho de Leclerc: Pole na Hungria e resultados consistentes em 2025.
  • Novos regulamentos: Mudanças em 2026 podem favorecer pilotos experientes.
  • Opinião de Wolff: Hamilton deve continuar na F1 para buscar o oitavo título.

A Ferrari, por sua vez, enfrenta um dilema. A equipe investiu pesado em Hamilton, esperando que sua experiência trouxesse resultados imediatos. No entanto, a falta de competitividade do carro e a dificuldade de adaptação do piloto levantam questões sobre o retorno desse investimento. A sugestão de Ecclestone, embora polêmica, reflete a pressão por renovação em uma categoria que vive uma transição geracional.

A nova geração da Fórmula 1

A indicação de Bortoleto e Hadjar por Ecclestone sinaliza a ascensão de uma nova geração de pilotos na Fórmula 1. Além deles, outros jovens, como Oliver Bearman e Kimi Antonelli, também estão no radar de grandes equipes. A temporada de 2025 tem sido marcada pela competitividade de estreantes, que aproveitam a instabilidade de algumas equipes para mostrar serviço.

Bortoleto, em particular, carrega a esperança de trazer o Brasil de volta ao protagonismo na F1. Sua trajetória na Sauber, que se transformará em Audi em 2026, é vista como um passo para voos maiores. “Fico feliz por termos ajudado a família Bortoleto a entrar na F1. Esse garoto vale ouro”, destacou Ecclestone, reforçando a confiança no potencial do brasileiro.

  • Jovens talentos: Bortoleto, Hadjar, Bearman e Antonelli despontam em 2025.
  • Histórico brasileiro: Último piloto do Brasil em equipe de ponta foi Felipe Massa.
  • Mudança de regulamento: 2026 pode abrir portas para novos pilotos.
  • Apoio de Ecclestone: Ex-dirigente destaca Bortoleto como futuro da F1.

A Fórmula 1 vive um momento de transição, com veteranos como Hamilton enfrentando dificuldades e jovens pilotos ganhando espaço. A sugestão de Ecclestone para que Bortoleto substitua Hamilton na Ferrari, embora improvável no curto prazo, evidencia a confiança no talento brasileiro e a necessidade de renovação na categoria.

O que esperar do futuro

A temporada de 2025 ainda tem corridas pela frente, e Hamilton terá a chance de reverter sua fase ruim. O GP da Holanda, no final de agosto, será um teste crucial para o britânico, que precisa recuperar a confiança e mostrar que ainda pode competir em alto nível. Para a Ferrari, a pressão por resultados é enorme, especialmente após o investimento em um dos maiores pilotos da história.

Enquanto isso, Gabriel Bortoleto segue construindo sua carreira na Sauber, com a perspectiva de crescimento na transição para a Audi. Sua indicação por Ecclestone coloca um holofote sobre o brasileiro, que pode sonhar com uma vaga em equipes de ponta no futuro. A Fórmula 1, como sempre, reserva surpresas, e a próxima temporada, com novas regras, pode redefinir o cenário da categoria.

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