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Em um jogo eletrizante na Ligga Arena, em Curitiba, o São Paulo enfrentou o Athletico-PR pelo jogo de volta das oitavas de final da Copa do Brasil, nesta quarta-feira, 6 de agosto de 2025, às 19h30. O confronto, que terminou o primeiro tempo empatado em 0 a 0, foi marcado pela expulsão precoce do goleiro Rafael, do São Paulo, aos 4 minutos, deixando o Tricolor com um jogador a menos. A partida, ainda em andamento, viu o Athletico pressionar intensamente, enquanto o São Paulo se defendeu com garra, buscando segurar o empate. A tensão entre as equipes, somada a reclamações sobre a arbitragem, definiu um primeiro tempo disputado e cheio de lances polêmicos. O jogo é decisivo para ambas as equipes, que buscam a classificação para as quartas de final da competição.

Rafael
Rafael – Foto: Rubens Chiri / São Paulo FC

O jogo começou com alta intensidade, com o Athletico tomando a iniciativa. Logo aos 4 minutos, um lance crucial mudou o rumo da partida: Rafael, goleiro do São Paulo, cometeu uma falta em Viveros fora da área e recebeu o cartão vermelho direto, forçando a entrada de Jandrei no gol. A expulsão precoce obrigou o São Paulo a reorganizar sua estratégia, enquanto o Athletico passou a dominar a posse de bola. Apesar da pressão, o Tricolor conseguiu segurar o empate até o intervalo, com destaque para a atuação defensiva de Arboleda e Alan Franco.

  • Expulsão de Rafael: O goleiro são-paulino foi expulso aos 4 minutos após falta em Viveros, mudando o cenário do jogo.
  • Pressão do Athletico: O Furacão criou chances com Kauã Moraes e Zapelli, mas não conseguiu abrir o placar.
  • Resistência do São Paulo: Mesmo com um a menos, a defesa tricolor bloqueou investidas e segurou o empate.

O jogo segue em aberto, com o São Paulo precisando se adaptar à desvantagem numérica e o Athletico buscando capitalizar sua superioridade. A torcida na Ligga Arena mantém o clima quente, enquanto as equipes se preparam para um segundo tempo que promete ainda mais emoção.

Minutagem dos principais lances do primeiro tempo

O primeiro tempo foi marcado por momentos de alta tensão, com o Athletico tentando explorar a vantagem numérica e o São Paulo resistindo com organização defensiva. Abaixo, os principais lances até os 54 minutos:

  • 4’: Rafael, goleiro do São Paulo, é expulso após cometer falta em Viveros, que escapava em contra-ataque. Jandrei entra no lugar de um jogador de linha.
  • 15’: Bobadilla, do São Paulo, arrisca um chute de longa distância, mas Santos defende com facilidade.
  • 23’: Viveros, do Athletico, recebe cartão amarelo por simulação após tentar cavar uma falta contra Bobadilla.
  • 41’: Esquivel finaliza cruzado para o Athletico, Zapelli desvia, mas Jandrei faz a defesa com tranquilidade.
  • 53’: Kauã Moraes arrisca chute de fora da área após escanteio, mas a bola passa por cima do gol de Jandrei.

Arbitragem sob pressão

A arbitragem foi um dos pontos mais comentados do primeiro tempo, com reclamações de ambos os lados. O técnico do São Paulo, Odair Hellmann, e o preparador físico Pedro Augusto Campos expressaram insatisfação com as decisões, com o último recebendo cartão amarelo aos 15 minutos por reclamação. No lado do Athletico, o técnico Fábio Moreno também foi advertido com cartão amarelo aos 33 minutos, após protestar contra a condução do árbitro. Jogadores como Ferreira, do São Paulo, e Patrick, do Athletico, destacaram a falta de critério uniforme nas marcações, o que gerou momentos de tensão, incluindo uma confusão aos 24 minutos após uma dividida entre Viveros e Enzo Díaz.

O São Paulo, mesmo com um jogador a menos, conseguiu segurar a pressão inicial do Athletico, que dominou a posse de bola, mas pecou na precisão dos passes. Esquivel e Kauã Moraes, do Furacão, criaram chances perigosas, mas a defesa tricolor, liderada por Arboleda, se mostrou sólida.

Estratégias e ajustes táticos

O Athletico, escalado no 4-2-3-1, apostou na velocidade de Viveros e nos avanços de Esquivel pela esquerda para explorar a defesa adversária. A equipe circulou bem a bola, mas enfrentou dificuldades para transformar a posse em gols, como apontado por Patrick no intervalo: “Precisamos ter mais capricho no gesto técnico”. Já o São Paulo, no 3-5-2, precisou se reorganizar rapidamente após a expulsão de Rafael. Odair Hellmann optou por reforçar o meio-campo com Alisson e Bobadilla, enquanto Luciano e Ferreira buscaram segurar a bola no ataque para aliviar a pressão.

  • Domínio do Athletico: A equipe teve 62% de posse de bola no primeiro tempo, contra 38% do São Paulo.
  • Finalizações: O Furacão finalizou 7 vezes, com 2 chutes no gol, enquanto o São Paulo teve apenas 2 finalizações.
  • Faltas cometidas: O jogo teve 18 faltas, com 10 do Athletico e 8 do São Paulo, evidenciando a intensidade física.

A expulsão de Rafael colocou o São Paulo em uma posição delicada, mas a equipe demonstrou resiliência. A entrada de Jandrei trouxe segurança ao gol, com defesas importantes, como no chute desviado por Zapelli aos 41 minutos.

Jogadores em destaque

Alguns atletas se destacaram no primeiro tempo, tanto pela qualidade técnica quanto pela entrega em campo. No São Paulo, Arboleda foi fundamental na defesa, com cortes precisos e bloqueios, como no lance contra Patrick aos 44 minutos. Pelo Athletico, Kauã Moraes foi o mais ativo no ataque, criando chances pela direita e arriscando chutes perigosos. Luciano, do São Paulo, tentou liderar o ataque mesmo com a desvantagem numérica, enquanto Zapelli, do Athletico, foi o principal articulador das jogadas ofensivas.

O jogo também foi marcado por momentos de nervosismo, como a discussão entre Viveros e Arboleda aos 30 minutos, quando o zagueiro são-paulino pediu a expulsão do atacante adversário. A arbitragem, no entanto, manteve a partida sob controle, apesar das reclamações constantes.

Expectativas para o segundo tempo

Com o São Paulo em desvantagem numérica, o segundo tempo promete ser ainda mais desafiador para o Tricolor. O Athletico deve manter a pressão, buscando abrir o placar com a vantagem de jogar em casa e com um jogador a mais. A torcida na Ligga Arena, que lotou as arquibancadas, é um fator adicional para o Furacão. Já o São Paulo precisará de organização defensiva e eficiência nos contra-ataques para segurar o empate ou surpreender. Ferreira, que se destacou com jogadas individuais, pode ser uma arma importante para o Tricolor.

  • Ajustes táticos: O São Paulo deve reforçar a marcação no meio-campo para conter Zapelli e Patrick.
  • Chances de gol: O Athletico precisa melhorar a precisão nas finalizações para aproveitar a superioridade numérica.
  • Resistência tricolor: A defesa do São Paulo será testada, com Jandrei precisando manter o nível de atuações seguras.

Histórico recente na competição

O confronto entre Athletico e São Paulo na Copa do Brasil tem histórico equilibrado. No jogo de ida, o São Paulo venceu por 2 a 1 no Morumbi, com gols de Luciano e Rodriguinho, enquanto Viveros marcou para o Athletico. A competição, conhecida por sua intensidade, coloca frente a frente duas equipes com estilos distintos: o Furacão, com um jogo vertical e agressivo, e o Tricolor, que aposta na solidez defensiva e na qualidade técnica de seus meias.

O São Paulo, comandado por Odair Hellmann, chegou às oitavas de final após eliminar o Bahia, enquanto o Athletico, sob o comando de Fábio Moreno, passou pelo Red Bull Bragantino. Ambas as equipes veem a Copa do Brasil como uma prioridade, especialmente o Athletico, que busca repetir o título conquistado em 2019.

Fatores que intensificam a rivalidade

A rivalidade entre Athletico e São Paulo ganhou força nos últimos anos, com confrontos decisivos em competições nacionais. A Ligga Arena, conhecida por ser um caldeirão, aumenta a pressão sobre o São Paulo, que precisa lidar com a torcida adversária e a desvantagem em campo. A expulsão de Rafael pode ser um divisor de águas, mas o Tricolor já demonstrou em outros jogos a capacidade de se superar em situações adversas.

  • Torcida como fator: A Ligga Arena, com capacidade para 42 mil torcedores, esteve lotada, criando um ambiente hostil para o São Paulo.
  • Histórico de superação: O São Paulo já conseguiu empates importantes fora de casa na Copa do Brasil, como contra o Flamengo em 2023.
  • Agressividade do Furacão: O Athletico é conhecido por sua intensidade em casa, com média de 1,8 gols por jogo na competição.

O jogo segue em aberto, com o segundo tempo prometendo mais emoções. O São Paulo precisará de concentração máxima para segurar o empate, enquanto o Athletico buscará a vitória para avançar às quartas de final.

Assuntos

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2013. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

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