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Sete pessoas foram atingidas em dois atropelamentos consecutivos na Avenida Presidente Vargas, no Centro do Rio de Janeiro, na manhã desta segunda-feira, 11 de agosto de 2025. As ocorrências, registradas às 5h58 e às 6h14, mobilizaram o Corpo de Bombeiros, que socorreu as vítimas, encaminhando seis delas ao Hospital Municipal Souza Aguiar. Segundo testemunhas, o motorista de uma Fiat Toro branca, envolvido no segundo incidente, alegou que o sinal estava amarelo e que os pedestres atravessaram repentinamente. A chuva forte e o grande fluxo de pedestres e veículos na via, uma das principais ligações entre a Zona Norte e o Centro, contribuíram para o cenário caótico. A Polícia Civil realiza perícia, e o motorista presta depoimento na 5ª DP (Mem de Sá). A pista central, no sentido Candelária, ficou parcialmente interditada, causando retenções no trânsito.

atropelamento na avenida presidente vargas rio de janeiro
atropelamento na avenida presidente vargas rio de janeiro – Foto: globo

A gravidade dos incidentes chocou quem passava pelo local. Um ambulante que trabalha na região relatou a confusão no momento dos acidentes. Abaixo, os principais pontos sobre as ocorrências:

  • O primeiro atropelamento ocorreu próximo à Rua Uruguaiana, com uma vítima.
  • O segundo, mais grave, aconteceu em frente ao Rio Imagem, atingindo seis pessoas.
  • Cinco vítimas foram internadas; uma recusou atendimento médico.
  • A Polícia Militar e a CET-Rio atuaram para orientar o trânsito e minimizar impactos.

O caso expõe a vulnerabilidade de pedestres em uma das vias mais movimentadas do Rio, levantando debates sobre segurança viária e comportamento no trânsito.

Detalhes dos incidentes

Os atropelamentos ocorreram em um intervalo de menos de 20 minutos, em pontos próximos da Avenida Presidente Vargas, na pista sentido Candelária. No primeiro caso, às 5h58, um homem foi atingido na altura da Rua Uruguaiana. Ele foi socorrido rapidamente pelos bombeiros e levado ao Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro. As condições de saúde da vítima não foram divulgadas até o momento.

O segundo incidente, às 6h14, foi mais grave. Em frente ao prédio do Rio Imagem, uma Fiat Toro branca atingiu seis pedestres – três homens e três mulheres – que atravessavam a faixa de pedestres. Testemunhas relatam que a chuva intensa reduziu a visibilidade, e o motorista, que permaneceu no local, alegou que tentou frear, mas não conseguiu evitar a colisão. Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram as vítimas caídas na faixa, com transeuntes prestando ajuda inicial. Cinco das seis pessoas foram encaminhadas ao mesmo hospital, enquanto uma delas, com ferimentos leves, recusou atendimento.

A Polícia Civil iniciou uma perícia no local por volta das 7h30, buscando esclarecer as circunstâncias dos acidentes. O motorista foi levado à 5ª Delegacia de Polícia (Mem de Sá) para prestar esclarecimentos.

Condições da via e impacto no trânsito

A Avenida Presidente Vargas, conhecida pelo intenso movimento de veículos e pedestres, especialmente nas primeiras horas da manhã, enfrentou complicações após os incidentes. O Centro de Operações da Prefeitura do Rio (COR-Rio) informou que uma faixa da pista central, no sentido Candelária, foi interditada, gerando retenções significativas. Motoristas foram orientados a utilizar a pista lateral para evitar atrasos. No sentido oposto, rumo à Praça da Bandeira, o trânsito fluiu normalmente.

A chuva, que caía forte na hora dos acidentes, foi apontada como um fator agravante. Testemunhas destacaram que a pista molhada e a pressa dos pedestres para atravessar a via contribuíram para os incidentes. Um ambulante local, Abraão de Albuquerque, descreveu a cena:

  • A chuva intensa dificultou a visibilidade para motoristas e pedestres.
  • Muitas pessoas atravessaram a faixa sem esperar o sinal abrir completamente.
  • O motorista da Fiat Toro tentou frear, mas a pista escorregadia dificultou a manobra.
  • Equipes de emergência chegaram rapidamente, mas a confusão foi grande no local.

A CET-Rio, em conjunto com a Polícia Militar, trabalhou para organizar o fluxo de veículos e pedestres, minimizando os impactos no trânsito.

Reações de testemunhas e autoridades

O clima no local era de tensão e solidariedade. Transeuntes que presenciaram os acidentes tentaram ajudar as vítimas enquanto aguardavam a chegada dos bombeiros. Um vendedor ambulante, que trabalha diariamente na avenida, relatou que a pressa dos pedestres é comum no trecho, especialmente em dias chuvosos, quando muitos tentam atravessar rapidamente para se abrigar.

A Polícia Militar confirmou que o motorista da Fiat Toro permaneceu no local e colaborou com as autoridades. Ele foi encaminhado à delegacia para registro da ocorrência e depoimento. A Polícia Civil, por sua vez, investiga se houve imprudência ou falha mecânica, além de analisar imagens de câmeras de segurança próximas ao local.

Abaixo, os principais pontos levantados pelas autoridades:

  • A perícia busca identificar se o motorista respeitou o limite de velocidade.
  • Imagens de câmeras da região estão sendo coletadas para análise.
  • O depoimento do motorista será confrontado com relatos de testemunhas.
  • Não há indícios, até o momento, de embriaguez ou distração ao volante.

Histórico de acidentes na região

A Avenida Presidente Vargas é um ponto crítico para acidentes no Rio de Janeiro. Dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) indicam que vias expressas, como a Presidente Vargas e a Avenida Brasil, concentram grande parte dos atropelamentos na cidade. Em 2024, somente no primeiro semestre, foram registrados 658 casos de atropelamento na capital fluminense, com a Avenida Brasil liderando com 50 ocorrências. A Presidente Vargas, embora não esteja no topo da lista, é frequentemente citada em incidentes devido ao alto fluxo de pedestres e veículos.

Fatores que contribuem para acidentes na avenida incluem:

  • Alta densidade de pedestres, especialmente em horários de pico.
  • Cruzamentos com sinalização confusa ou mal conservada.
  • Condições climáticas adversas, como chuva, que reduzem a aderência dos pneus.
  • Comportamento de risco, como travessias fora da faixa ou em sinais fechados.

Especialistas em mobilidade urbana apontam que a falta de campanhas educativas e a manutenção insuficiente de faixas de pedestres agravam o problema.

Medidas de segurança em debate

Os atropelamentos reacendem a discussão sobre a segurança viária no Rio. A avenida, que conecta a Zona Norte ao Centro, é essencial para a mobilidade da cidade, mas também um desafio para a gestão do trânsito. A CET-Rio tem investido em melhorias, como a instalação de radares e reforço na sinalização, mas os incidentes persistem.

Autoridades municipais já sinalizaram a possibilidade de novas medidas, como:

  • Ampliação de campanhas educativas para pedestres e motoristas.
  • Reforço na fiscalização de velocidade em trechos críticos.
  • Melhoria na iluminação noturna e manutenção de faixas de pedestres.
  • Estudos para instalação de passarelas em pontos de maior risco.

Organizações de defesa dos pedestres cobram ações mais enérgicas, como a redução do limite de velocidade na via e maior presença de agentes de trânsito nos horários de pico.

O que dizem os moradores

Quem vive ou trabalha na região não se surpreende com os acidentes. Moradores e comerciantes relatam que a combinação de pressa, chuva e sinalização precária é uma receita para incidentes. “Todo dia vejo gente correndo para atravessar antes do sinal fechar. Quando chove, piora tudo”, afirmou uma comerciante que preferiu não se identificar.

Outro ponto levantado é a necessidade de maior conscientização. Um motorista que passa diariamente pela avenida destacou:

  • Muitos pedestres atravessam sem olhar para os lados.
  • Motoristas, por outro lado, nem sempre respeitam a faixa de pedestres.
  • A chuva dificulta a frenagem, exigindo mais atenção de todos.

A soma desses fatores cria um ambiente de risco constante, especialmente em dias de mau tempo.

Próximos passos da investigação

A Polícia Civil segue com as investigações para determinar as responsabilidades nos dois atropelamentos. Além do depoimento do motorista, imagens de câmeras de segurança e relatos de testemunhas serão fundamentais para esclarecer os fatos. A expectativa é que o laudo da perícia seja concluído nos próximos dias, trazendo mais detalhes sobre as circunstâncias dos acidentes.

Enquanto isso, o Hospital Municipal Souza Aguiar monitora o estado de saúde das vítimas. Até o momento, não foram divulgadas atualizações sobre a gravidade dos ferimentos, mas fontes hospitalares indicam que pelo menos cinco pessoas permanecem em observação.

A Avenida Presidente Vargas, mesmo com os desafios, continua sendo uma artéria vital para o Rio de Janeiro. Os incidentes de hoje servem como um alerta para a necessidade de maior atenção à segurança viária, tanto por parte dos motoristas quanto dos pedestres e das autoridades.

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2013. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

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