Romance no ar? Alcaraz e Raducanu brilham e caem no US Open de duplas
A dupla formada por Carlos Alcaraz e Emma Raducanu incendiou as quadras do US Open 2025, em Nova York, com uma parceria que misturou talento e carisma, mas terminou com uma derrota na estreia da chave de duplas mistas. Na terça-feira, 19 de agosto, os ex-campeões do Grand Slam americano perderam para Jessica Pegula e Jack Draper por 4-2, 4-2, em um jogo disputado no Arthur Ashe Stadium. Apesar do resultado, a química entre o espanhol, número 2 do mundo, e a britânica, número 35, roubou a cena, com sorrisos, trocas de olhares e uma energia que levou o público à loucura. A nova formatação do torneio, com sets curtos e maior visibilidade, atraiu estrelas do tênis e colocou os holofotes sobre a dupla. Agora, ambos se preparam para a chave de simples, que começa no dia 24 de agosto, com grandes expectativas.
A participação de Alcaraz e Raducanu no torneio foi marcada por uma conexão que transcendeu as quadras. A amizade entre os dois, forjada desde 2021, quando ambos despontaram no US Open, trouxe um charme especial ao evento. Fãs e imprensa especularam sobre um possível romance, alimentado por gestos carinhosos durante a partida.
- Destaques da estreia: A dupla enfrentou Pegula e Draper em um jogo rápido, mas cheio de momentos vibrantes.
- Conexão em quadra: Alcaraz deixou Raducanu liderar taticamente, chamando-a de “chefe”.
- Apoio da torcida: O público vibrou com cada ponto, mesmo com a derrota.
Novo formato eleva duplas mistas a outro patamar
O US Open 2025 reformulou sua chave de duplas mistas, transformando-a em um evento standalone nos dias 19 e 20 de agosto, antes do início do torneio principal. Com uma premiação de 1 milhão de dólares para os campeões, o campeonato atraiu nomes de peso, como Novak Djokovic, Iga Swiatek e Venus Williams. A competição, disputada em sets curtos até quatro games, com tiebreak de 10 pontos em caso de empate, foi desenhada para destacar grandes estrelas do tênis.
A mudança, porém, gerou controvérsias. Especialistas em duplas, como Sara Errani e Andrea Vavassori, sentiram-se marginalizados, já que apenas oito das 16 vagas foram preenchidas por ranking, com as demais sendo wildcards para tenistas de simples renomados. A estratégia da organização visou atrair público e audiência televisiva, especialmente para a ESPN, que renovou os direitos do torneio até 2037.
O impacto do novo formato foi imediato: estádios lotados, transmissões em horário nobre e uma atmosfera festiva, com DJs e interações com o público. A presença de Alcaraz e Raducanu, ambos ex-campeões do US Open, foi um dos maiores chamarizes, com ingressos variando de 25 a 145 dólares.
- Mudanças no formato: Sets curtos, sem vantagem no game e tiebreak decisivo.
- Premiação atrativa: 1 milhão de dólares para os vencedores, contra 400 mil para os finalistas.
- Foco em estrelas: 21 dos 32 jogadores estão no top 20 do ranking de simples.
- Críticas de especialistas: Duplas tradicionais questionam a exclusão de atletas especializados.
Carlos brought the around-the-net shot to mixed doubles! pic.twitter.com/TS1Fem70Y3
— US Open Tennis (@usopen) August 19, 2025
Química entre Alcaraz e Raducanu rouba a cena
A parceria entre Alcaraz e Raducanu foi anunciada em junho, gerando grande expectativa. O espanhol, que venceu o US Open em 2022, revelou que convidou a britânica por meio de seus agentes, e ela aceitou após consultar sua equipe. A relação dos dois, que começou em 2021, quando Alcaraz derrotou Stefanos Tsitsipas e Raducanu conquistou o título de simples, foi reforçada por encontros em torneios como Wimbledon e Queen’s Club.
Durante o jogo, a dinâmica entre eles foi evidente. Alcaraz, conhecido por sua intensidade, deixou Raducanu assumir o comando tático, chamando-a de “a chefe” em entrevistas. A britânica, por sua vez, elogiou a habilidade do parceiro, destacando seus voleios e energia em quadra. Apesar da derrota, ambos saíram sorrindo, com Alcaraz afirmando que a experiência foi “divertida e valiosa” para sua preparação para a chave de simples.
A torcida, majoritariamente favorável à dupla, criou um ambiente de festa, com aplausos calorosos e gritos a cada ponto conquistado. A imprensa internacional, especialmente tabloides britânicos, alimentou rumores de um relacionamento amoroso, algo que ambos negaram, enfatizando a amizade de longa data.
Desempenho e desafios na estreia
A estreia de Alcaraz e Raducanu foi desafiadora. Enfrentando Pegula, número 4 em simples e ex-número 1 em duplas, e Draper, um jovem talento britânico, a dupla mostrou momentos de brilhantismo, mas pecou pela falta de experiência em duplas. Raducanu, que disputou apenas três torneios de duplas na carreira, teve dificuldades em voleios, enquanto Alcaraz tentou compensar com sua agressividade característica.
O jogo, que durou menos de uma hora, destacou a força de Pegula, que controlou os pontos do fundo de quadra, e a precisão de Draper nas subidas à rede. Apesar do placar de 4-2, 4-2, Alcaraz e Raducanu conquistaram pontos importantes, como um rally de 15 trocas de bola que levantou o público. A derrota, porém, não abalou a dupla, que agora foca na chave de simples.
- Pontos altos: Um voleio de Alcaraz no segundo set foi aplaudido de pé.
- Dificuldades: Raducanu errou três voleios cruciais no primeiro set.
- Estratégia adversária: Pegula e Draper exploraram o lado defensivo de Raducanu.
Foco na chave de simples após eliminação
Com a eliminação nas duplas mistas, Alcaraz e Raducanu agora miram o torneio de simples, que começa em 24 de agosto. O espanhol, que vem de uma vitória no ATP 1000 de Cincinnati contra Jannik Sinner, é um dos favoritos ao título masculino. Sua temporada tem sido marcada por consistência, com sete finais consecutivas, incluindo os títulos de Roland Garros e Wimbledon em 2025.
Raducanu, por outro lado, enfrenta um momento de reconstrução. Após o título histórico de 2021, a britânica não conseguiu repetir o mesmo sucesso, com sua melhor campanha em 2025 sendo as quartas de final em Miami. Lesões e pressão midiática têm sido obstáculos, mas a parceria com Alcaraz trouxe nova energia para sua preparação.
Ambos os tenistas destacaram a importância do evento de duplas como uma forma de adaptação às quadras rápidas do US Open. Alcaraz, que enfrentou um calendário apertado após Cincinnati, elogiou a organização do torneio, apesar de admitir que o cronograma “não é o ideal”. Raducanu, por sua vez, agradeceu o apoio dos fãs e disse estar confiante para o restante do torneio.
Outras duplas avançam em Nova York
Enquanto Alcaraz e Raducanu deixaram as quadras, outras parcerias brilharam. Pegula e Draper avançaram às semifinais após derrotarem Mirra Andreeva e Daniil Medvedev por 4-1, 4-1, mostrando entrosamento impressionante. Na outra semifinal, Danielle Collins e Christian Harrison enfrentam os italianos Sara Errani e Andrea Vavassori, campeões de 2024.
A presença de estrelas como Iga Swiatek, Casper Ruud e Novak Djokovic mantém o torneio em alta. Swiatek, que também competiu em Cincinnati, chegou a Nova York em um jato particular ao lado de Alcaraz, demonstrando a logística intensa dos tenistas de elite. A competição, que termina na quarta-feira, 20 de agosto, promete mais emoções antes do início do torneio principal.
- Semifinais definidas: Pegula/Draper x Swiatek/Ruud; Collins/Harrison x Errani/Vavassori.
- Favoritos em ação: Swiatek e Ruud buscam o título em sua estreia juntos.
- Italianos em destaque: Errani e Vavassori são os únicos especialistas em duplas na disputa.
- Retiradas impactam: Sinner e Siniakova desistiram devido a problemas de saúde.
Expectativas para o restante do US Open
O US Open 2025 continua a atrair atenção global, não apenas pelo novo formato das duplas mistas, mas também pela promessa de grandes confrontos na chave de simples. Alcaraz, com seu jogo explosivo, é visto como um dos principais candidatos ao título masculino, enquanto Raducanu busca recuperar a forma que a levou ao topo em 2021.
A organização do torneio, criticada por alguns por priorizar estrelas de simples, conseguiu seu objetivo de lotar estádios e atrair audiência. A atmosfera festiva, com interações do público e transmissão em horário nobre, reforça a posição do US Open como um dos eventos mais inovadores do tênis mundial.
A dupla Alcaraz e Raducanu, mesmo com a derrota, deixou uma marca indelével no torneio. Sua química, aliada ao talento, transformou a estreia em um espetáculo que será lembrado pelos fãs. Agora, o foco está nas quadras de simples, onde ambos esperam brilhar ainda mais.
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