Dirigente do Corinthians relata ameaças com revólver por renovação de Memphis DepayPor Thiago Lemos
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O presidente do Corinthians, Osmar Stabile, revelou ter sido alvo de ameaças severas durante as conversas para a renovação do vínculo do atacante Memphis Depay. Conforme o dirigente, informações privadas dele e de seus familiares foram divulgadas em plataformas online.
Stabile relatou a gravidade da situação, afirmando: “Sofremos as consequências, vazaram meus telefones, vazaram os telefones das minhas filhas, invadiram as minhas contas de banco, das minhas filhas, da minha esposa. Foi uma situação difícil, ninguém merece uma situação dessa. Teve gente mostrando faca, gente mostrando revólver. Estamos lutando, tomando as providências necessárias. A gente sabe que tem muito bandido envolvido aí mandando WhatsApp para a minha família. Eu não desejo isso para ninguém.”
Antes mesmo da confirmação da renovação com Memphis Depay, Osmar Stabile enfrentou manifestações em frente à sua residência em São Paulo. Adversários do presidente do Corinthians exibiram faixas exigindo seu afastamento. As mensagens, atribuídas ao grupo Pixadores da Fiel (PDF), clamavam por uma intervenção jurídica no clube e declaravam que a “paz havia terminado” na equipe paulista.
Em 18 de agosto de 2026, uma reunião ocorrida no Parque São Jorge resultou no aval dos conselheiros do Corinthians para a extensão do contrato de Memphis por mais duas temporadas. Logo após o encontro, Stabile confirmou que irá oficializar o novo acordo com o atleta holandês.
O presidente explicou sua perspectiva sobre o acordo: “Eu sempre falei que a questão financeira era a mais importante para o Corinthians. Não adiantava eu fechar qualquer contrato se eu não comportasse pagar no futuro. Não estou pensando em mim, estou pensando em quem vem depois. Estamos fazendo um contrato de dois anos, não sei se eu estarei aqui. Sempre pensei na instituição, sofri as consequências… Para mim seria muito mais fácil assinar qualquer contrato, como vinham fazendo no Corinthians, e depois sair para o abraço, era o mais cômodo para mim.”
Todo esse processo ocorre enquanto o Corinthians enfrenta uma situação financeira delicada, com três “transfer bans” ativos que impedem novas contratações, uma dívida que ultrapassa R$ 2,7 bilhões e a presença de inquéritos sob a investigação do Ministério Público.






