Advogado é preso em Inajá por enviar vídeo íntimo à filha de 16 anosPor Luís Henrique Costa
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Um advogado de 34 anos foi preso em flagrante em Inajá, no Sertão de Pernambuco, no dia 16 de agosto de 2025, acusado de estupro de vulnerável contra a própria filha, uma adolescente de 16 anos. A denúncia, formalizada pela tia da vítima, revelou que o suspeito enviou mensagens e vídeos de cunho pornográfico à jovem, que bloqueou o contato do pai após receber o material. A Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) investiga o caso, registrado na 165ª Delegacia de Inajá, e o homem foi encaminhado para audiência de custódia, ficando à disposição da Justiça. A vítima recebe acompanhamento da rede de proteção social, incluindo o Conselho Tutelar. O caso chocou a comunidade local e levantou debates sobre proteção de menores e ética profissional.
A prisão ocorreu após a tia da adolescente procurar a delegacia, informada sobre as mensagens inadequadas enviadas pelo advogado. A jovem, que havia retomado contato com o pai após um período de afastamento, relatou o desconforto com o teor das conversas. A Polícia Militar conduziu o suspeito à delegacia, onde ele foi autuado em flagrante.

- Motivo da denúncia: Tia da vítima reportou mensagens e vídeos inapropriados.
- Local da prisão: Inajá, Sertão de Pernambuco, em 16 de agosto de 2025.
- Enquadramento legal: Artigo 218-B, §2º, inciso I, do Código Penal, com base na Lei Maria da Penha.
- Ação da vítima: Adolescente bloqueou o pai após receber conteúdo explícito.
Detalhes das investigações
A Polícia Civil de Pernambuco conduz as investigações com base em capturas de tela das mensagens enviadas pelo suspeito. As conversas, anexadas ao inquérito policial, mostram o advogado insistindo em encontros às escondidas da mãe da adolescente e perguntando se ela consumia bebidas alcoólicas. Após a recusa da jovem, ele enviou um vídeo íntimo, apagou-o em seguida, alegando ter sido um engano, e depois enviou outro vídeo explícito.
O comportamento do suspeito foi classificado como tentativa de exploração sexual de vulnerável, conforme o Código Penal. A adolescente, ao perceber a gravidade das mensagens, bloqueou o contato do pai e informou a tia, que agiu rapidamente para proteger a jovem. A PCPE informou que o caso está sendo tratado com prioridade, considerando a gravidade do crime e a relação familiar envolvida.
- Evidências coletadas: Capturas de tela das mensagens e vídeos enviados.
- Reação da vítima: Bloqueio imediato do contato do pai.
- Enquadramento legal: Crime pode levar a reclusão de 4 a 10 anos.
A investigação também apura se o suspeito tentou marcar um encontro com a filha em Canapi, cidade no Sertão de Alagoas, próxima à divisa com Pernambuco. Essa informação, levantada por fontes locais, sugere que o advogado planejava se encontrar com a adolescente em local fora do alcance da mãe.
Repercussão na comunidade
O caso gerou indignação em Inajá, uma cidade pequena onde notícias se espalham rapidamente. Moradores expressaram choque com a conduta do advogado, conhecido na região por sua atuação profissional. A prisão levantou discussões sobre a segurança de adolescentes nas redes sociais e a necessidade de maior vigilância por parte de familiares.
A rede de proteção social de Inajá foi acionada para oferecer suporte à vítima. O Conselho Tutelar, em conjunto com assistentes sociais, está acompanhando a adolescente, garantindo apoio psicológico e medidas de proteção. A mãe da jovem, que não tinha conhecimento das mensagens, foi informada pelas autoridades e também recebe assistência.
- Reação local: Moradores de Inajá ficaram chocados com o caso.
- Suporte à vítima: Conselho Tutelar e rede de proteção social atuam no caso.
- Debate público: Cresce a preocupação com a segurança digital de adolescentes.
Ação da OAB Pernambuco
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seccional Pernambuco, reagiu rapidamente ao caso. A Comissão de Direitos Humanos da OAB-PE protocolou uma representação contra o advogado no Tribunal de Ética e Disciplina. O processo tramita em sigilo, respeitando os princípios do devido processo ético-disciplinar.
A OAB-PE emitiu uma nota reforçando seu compromisso com a proteção dos direitos humanos e a apuração rigorosa de condutas que violem a ética profissional. A entidade destacou que não tolerará comportamentos que comprometam a dignidade da advocacia. A possibilidade de suspensão ou cassação da licença do advogado será avaliada ao longo do processo.
- Ação da OAB: Representação protocolada no Tribunal de Ética e Disciplina.
- Posicionamento: Compromisso com a ética e os direitos humanos.
- Tramitação: Processo sigiloso, com análise de possíveis sanções.
Medidas de proteção à vítima
A adolescente, abalada pelo ocorrido, recebe atendimento psicológico especializado. A rede de proteção social de Inajá, em parceria com o Conselho Tutelar, organiza ações para garantir a segurança e o bem-estar da jovem. Além disso, a Justiça determinou medidas protetivas para impedir qualquer contato do suspeito com a vítima durante a investigação.
O caso também trouxe à tona a importância de programas de conscientização sobre violência digital. Especialistas apontam que adolescentes são especialmente vulneráveis a abusos em plataformas online, especialmente quando o agressor é alguém próximo, como um familiar.
- Apoio psicológico: Vítima recebe acompanhamento especializado.
- Medidas protetivas: Justiça impede contato entre suspeito e vítima.
- Conscientização: Cresce a discussão sobre segurança digital para menores.
Contexto do crime no Brasil
O estupro de vulnerável é um crime grave no Brasil, com pena que varia de 4 a 10 anos de reclusão, podendo ser agravada pela relação de parentesco entre agressor e vítima. Dados do Ministério da Justiça mostram que casos de violência sexual contra menores têm crescido nos últimos anos, com aumento de denúncias em redes sociais e aplicativos de mensagens.
Em Pernambuco, a Polícia Civil tem intensificado ações de combate a crimes contra vulneráveis, com delegacias especializadas e campanhas de conscientização. A 165ª Delegacia de Inajá, responsável pelo caso, enfrenta desafios estruturais, como falta de efetivo, mas mantém o compromisso de apurar o caso com rigor.
- Pena prevista: 4 a 10 anos de reclusão, com possível agravamento.
- Crescimento de denúncias: Aumento de casos reportados em redes sociais.
- Ações policiais: Pernambuco intensifica combate a crimes contra menores.
Próximos passos judiciais
O advogado, após a audiência de custódia, permanece à disposição da Justiça. A investigação da Polícia Civil continua, com análise de novas evidências, como possíveis mensagens adicionais ou outros dispositivos do suspeito. A Justiça decidirá se o caso seguirá para julgamento ou se novas medidas serão tomadas com base nas provas coletadas.
A adolescente e sua família contam com apoio jurídico para garantir que o processo seja conduzido de forma justa. A promotoria de Inajá acompanha o caso, e o Ministério Público de Pernambuco pode recomendar medidas adicionais para proteger a vítima e evitar a reincidência.
- Investigação em curso: Polícia analisa dispositivos e mensagens do suspeito.
- Apoio jurídico: Família recebe assistência para acompanhar o processo.
- Ministério Público: Pode recomendar medidas adicionais de proteção.







