Cápsula do tempo de Diana revela relíquias dos anos 1990 em hospital londrinoPor Maria
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Uma cápsula do tempo selada por Diana, Princesa de Gales, em 1991, foi aberta no Great Ormond Street Hospital, em Londres, revelando objetos que capturam a essência da década de 1990. A ação ocorreu para dar espaço à construção de um novo centro de tratamento de câncer infantil. Diana, presidente do hospital desde 1989, participou da cerimônia de selagem, que marcou a fundação do Variety Club Building. A caixa, revestida de chumbo, guardava itens como um CD de Kylie Minogue, uma TV de bolso e um passaporte, selecionados por ela e duas crianças vencedoras de um concurso nacional. A abertura, realizada no início de 2025, emocionou funcionários e reviveu memórias de uma era marcada por mudanças culturais e tecnológicas. A iniciativa reforça o legado de Diana no hospital, conhecido por seu trabalho com crianças.
A cápsula, originalmente planejada para permanecer fechada por séculos, foi desenterrada antes do previsto devido às obras do novo centro oncológico. A cerimônia de 1991, liderada por Diana, teve inspiração em um evento semelhante de 1872, quando outra princesa de Gales, Alexandra, selou uma cápsula nunca encontrada.
- Itens representativos: Objetos escolhidos para simbolizar a vida nos anos 1990.
- Envolvimento de crianças: Dois jovens selecionaram itens em um concurso da BBC.
- Legado de Diana: Sua conexão com o hospital foi reforçada pela abertura.
Objetos que contam histórias
A cápsula trouxe à tona itens que refletem o cotidiano e a cultura dos anos 1990, muitos ainda em bom estado, apesar de danos causados pela umidade. O CD do álbum Rhythm of Love de Kylie Minogue, com sucessos como Better the Devil You Know, foi um dos destaques, escolhido pela própria Diana. Outros objetos incluíam uma calculadora movida a energia solar, um passaporte europeu e uma TV de bolso Casio, item que despertou nostalgia em funcionários do hospital. Janet Holmes, especialista em brinquedos terapêuticos que trabalhava no GOSH em 1991, destacou a TV de bolso como seu item favorito, lembrando que comprou uma para seu marido, motorista de ônibus, na época.
Os itens foram selecionados com cuidado para capturar a essência de uma década marcada por avanços tecnológicos e mudanças sociais. A escolha envolveu David Watson, de 11 anos, e Sylvia Foulkes, de 9, vencedores de um concurso promovido pelo programa Blue Peter da BBC. Além dos objetos de Diana, eles contribuíram com uma coleção de moedas britânicas, cinco sementes de árvores, um holograma de floco de neve e uma edição do jornal The Times do dia da selagem.
- CD de Kylie Minogue: Álbum Rhythm of Love, um marco da música pop dos anos 1990.
- TV de bolso: Tecnologia portátil cara e cobiçada na época.
- Passaporte europeu: Símbolo de uma Europa em integração.
- Sementes de árvores: Representação de preocupações ambientais emergentes.
Cerimônia de 1991 e o papel de Diana
A selagem da cápsula ocorreu em março de 1991, durante a colocação da pedra fundamental do Variety Club Building, inaugurado em 1994. Diana, que assumiu a presidência honorária do GOSH em 1989, era uma figura constante no hospital, conhecido por suas visitas frequentes às crianças internadas. Sua participação na cerimônia foi mais do que protocolar: ela se envolveu na escolha dos itens, demonstrando seu apego pela causa. Durante o evento, Diana confidenciou a uma paciente e seu pai o desejo de ter uma filha, em um momento de descontração que marcou os presentes.
A cerimônia de 1991 foi inspirada em um evento histórico de 1872, quando a princesa Alexandra selou uma cápsula do tempo no mesmo hospital, que até hoje não foi localizada. A iniciativa de Diana reforçou a tradição do GOSH de conectar passado e futuro por meio de gestos simbólicos. A abertura da cápsula em 2025, embora antecipada, foi vista como uma forma de honrar esse legado.
Princess Diana’s time capsule dug up at hospital revealing nineties relics inside https://t.co/SVEmvawLRJ pic.twitter.com/P4krMNxu7b
— The Independent (@Independent) August 27, 2025
Emoção na abertura da cápsula
A abertura da cápsula, realizada no início de 2025, foi um momento de forte emoção para a equipe do hospital. Funcionários que trabalharam no GOSH em 1991 e outros nascidos naquele ano participaram do evento. Rochana Redkar, pesquisadora clínica da Unidade de Hematologia Oncológica Pediátrica, expressou entusiasmo por fazer parte da descoberta, especialmente por ter nascido no mesmo ano da selagem. A umidade danificou parte dos itens, mas a maioria permaneceu reconhecível, permitindo que memórias fossem revividas.
Jason Dawson, diretor executivo responsável pelo novo centro oncológico, descreveu o evento como uma conexão com as “esperanças e inspirações de 1991”. Para ele, a abertura da cápsula simboliza a continuidade do trabalho do hospital em unir cuidado médico e memória afetiva. A presença de objetos como o holograma de floco de neve e as sementes de árvores destacou a preocupação com temas como sustentabilidade, já presentes na década de 1990.
- Envolvimento da equipe: Funcionários de diferentes gerações participaram da abertura.
- Danos pela umidade: Alguns itens sofreram deterioração, mas mantiveram valor simbólico.
- Conexão com o passado: A cápsula reviveu memórias de uma geração.
- Novo centro oncológico: A abertura foi motivada por avanços na infraestrutura do hospital.
Significado cultural dos itens
Os objetos da cápsula oferecem um retrato vívido da década de 1990, uma era de transição tecnológica e cultural. A TV de bolso, por exemplo, era um símbolo de inovação, permitindo que as pessoas assistissem a programas em qualquer lugar, algo revolucionário na época. O CD de Kylie Minogue reflete o auge da música pop, enquanto o passaporte europeu simboliza a crescente integração da Europa. A folha de papel reciclado e as sementes de árvores apontam para o início de uma consciência ambiental mais ampla, que ganharia força nas décadas seguintes.
A edição do The Times incluída na cápsula trouxe manchetes que contextualizam o período, como a cobertura de eventos políticos na União Soviética e conflitos no Oriente Médio. Esses itens, embora simples, formam uma cápsula do tempo que vai além de objetos materiais, capturando o espírito de uma década. Para os especialistas do GOSH, os itens são marcos culturais que conectam gerações, reforçando a importância de preservar memórias.
Novo centro de câncer infantil
A abertura da cápsula foi motivada pela construção de um novo centro de tratamento de câncer infantil, um marco para o GOSH. A nova unidade visa ser um recurso nacional, focado em pesquisa e tratamentos inovadores. A decisão de abrir a cápsula antes do planejado reflete a prioridade do hospital em avançar no cuidado às crianças, mantendo viva a memória de iniciativas como a de Diana. O projeto do centro oncológico promete melhorar a infraestrutura do hospital, oferecendo tratamentos mais humanos e eficazes.
A conexão de Diana com o GOSH permanece forte, mesmo após quase três décadas de sua morte em 1997. Sua dedicação às crianças e ao hospital foi lembrada durante a abertura da cápsula, com funcionários destacando seu impacto duradouro. A iniciativa de 1991, agora revisitada, reforça o compromisso do hospital com a inovação e a memória, unindo passado e futuro em prol de uma causa maior.
- Objetivo do centro: Ampliar a capacidade de tratamento e pesquisa em oncologia pediátrica.
- Legado de Diana: Sua atuação no GOSH continua inspirando novas gerações.
- Inovação médica: O novo centro reforça o compromisso com avanços no cuidado infantil.
Reações e memórias no hospital
A abertura da cápsula gerou reações emocionadas entre os funcionários. Janet Holmes, que vivenciou o período da selagem, destacou a nostalgia ao ver a TV de bolso, um item caro e valorizado nos anos 1990. Rochana Redkar, por sua vez, conectou a descoberta ao ano de seu nascimento, vendo a cápsula como uma ponte entre gerações. Outros funcionários, que não estavam presentes em 1991, também se envolveram com o evento, reconhecendo o valor histórico dos itens.
O hospital planeja exibir os objetos em um espaço dedicado, permitindo que pacientes e visitantes conheçam essa cápsula do tempo. A iniciativa também serviu para destacar a importância do GOSH como um centro de excelência médica e um lugar de memórias afetivas. A abertura da cápsula, embora motivada por uma necessidade prática, tornou-se um momento de celebração do passado e do futuro do hospital.
- Exibição dos itens: Objetos serão apresentados ao público em espaço especial.
- Nostalgia e conexão: Funcionários relataram emoção ao reviver memórias.
- Ponte geracional: A cápsula une diferentes épocas do hospital.







