Santiago Peña, ex-presidente do Paraguai, tem ordem de prisão expedida em Assunção no caso Ueno BankPor Luís Henrique Costa
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O Ministério Público do Paraguai expediu, nesta sexta-feira (6), ordem de prisão contra o ex-presidente Santiago Peña Palacios, em Assunção, no caso do Ueno Bank. A medida foi expedida horas depois de o Senado aprovar a destituição dele por impeachment.
A ordem também determina a detenção de Carlos Dagoberto Carvallo Spalding, ex-presidente do Banco Central do Paraguai. Segundo o documento, Peña deve permanecer detido em sua residência até ser colocado à disposição do Ministério Público, na Unidade Especializada de Delitos Econômicos e Anticorrupção.
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Peña deve ficar em casa até prestar declaração, e a prisão ainda não foi confirmada
As fontes consultadas não confirmam que Peña tenha sido localizado ou preso. Até o fechamento desta matéria, não há informação sobre o paradeiro dele. Em 5 de novembro de 2026, o governo já desconhecia onde ele estava, e circulavam rumores de fuga para a Argentina, negados por Buenos Aires.
A ordem foi encaminhada ao comando da Polícia Nacional do Paraguai para cumprimento. Não há confirmação, nas fontes consultadas, de que policiais tenham ido à casa do ex-presidente. A Polícia Nacional é a força que recebeu a ordem; não há menção a outra corporação no caso.
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Ueno Bank: investigação por lesão de confiança e administração desleal
A ordem foi expedida no âmbito de uma investigação criminal por suspeita de lesão de confiança e outros possíveis delitos. O Diário do Centro do Mundo fala em suspeita de administração desleal de recursos, enquanto a Revista Fórum e o Extra mencionam lesão de confiança. A ordem de prisão foi assinada por promotores das unidades de crimes econômicos e anticorrupção e de crimes informáticos.
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O Diário do Centro do Mundo cita quatro promotores pelo nome: Elena Fiore, Christian Benítez, Silvia González Véster e Ruth Karina Benítez. A Revista Fórum não informa o número de promotores. Segundo a mesma reportagem, a ordem não equivale a condenação pelos fatos apurados.
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A oposição acusou Peña de conflito de interesses, manipulação regulatória, desvio de recursos previdenciários e suposto encobrimento institucional por parte do Banco Central. Essas acusações ainda não resultaram em medidas formais, segundo o material consultado.
Senado aprovou impeachment de Santiago Peña com votação divergente
Peña apresentou renúncia antes da conclusão do impeachment, mas a renúncia dependia de aceitação do Congresso. Ele não compareceu à sessão do Senado e foi representado por advogados. Segundo o Metrópoles, a aprovação foi por unanimidade; a Revista Fórum informa 44 votos favoráveis e uma ausência. As fontes divergem sobre a votação, e esta matéria não escolhe uma das versões.
Na sessão da Câmara dos Deputados, a deputada Rocío Vallejo responsabilizou o presidente pela crise. O vice-presidente Pedro Alliana deverá assumir a Presidência do país. Manifestantes em Assunção pediram a devolução de recursos congelados pelo Ueno Bank e a saída do presidente.
Horário, local e órgãos envolvidos na ordem de prisão de Peña
- Data da ordem: sexta-feira (6), 6 de novembro de 2026
- Local: Assunção, Paraguai
- Investigado: Santiago Peña Palacios, ex-presidente do Paraguai
- Também alvo de detenção: Carlos Dagoberto Carvallo Spalding, ex-presidente do Banco Central do Paraguai
- Órgão que expediu a ordem: Ministério Público do Paraguai
- Unidade de destino do investigado: Unidade Especializada de Delitos Econômicos e Anticorrupção
- Órgão encarregado do cumprimento: Polícia Nacional do Paraguai
Ueno Bank: 3 milhões de clientes afetados pela liquidação
A Banco Central do Paraguai determinou a liquidação do Ueno Bank na terça-feira (3). Segundo a Revista Fórum, a liquidação afetou 3 milhões de clientes, o que equivale a quase metade da população do país. Esse dado ajuda a medir o alcance da crise que levou ao impeachment e à ordem de prisão.
Peña declarou ações da Ueno Holding de 6,144 bilhões de guaranis em 2023
Em 2023, Peña declarou possuir ações da Ueno Holding avaliadas em 6,144 bilhões de guaranis. Em abril de 2025, segundo reportagem citada pelo Diário do Centro do Mundo, ele vendeu as participações na empresa. O ex-presidente também informou um certificado de depósito de 2,4 bilhões de guaranis no Ueno Bank.
Ainda segundo o Diário do Centro do Mundo, um irmão de Peña aparece como sócio da U Holding SARL, empresa que seria o instrumento pelo qual o grupo controlaria o Ueno Bank. A representação original contra Peña no caso foi protocolada em 22 de outubro de 2022, conforme a mesma reportagem.
- 22 de outubro de 2022: protocolo da representação original contra Peña
- Abril de 2025: venda das participações de Peña na Ueno Holding
- Terça-feira (3) de novembro de 2026: Banco Central determina a liquidação do Ueno Bank
- Quinta-feira (5) de novembro de 2026: Câmara dos Deputados aprova a abertura do processo de impeachment e recebe nova denúncia
- Sexta-feira (6) de novembro de 2026: Senado aprova o impeachment e o Ministério Público expede a ordem de prisão
O que ainda não se sabe sobre Peña, Carvallo e Alliana
Não se sabe se Peña foi localizado e efetivamente detido, nem onde ele está neste momento. Também não há data nem horário para a declaração indagatória dele. Não se sabe se Carlos Carvallo foi localizado e detido, nem se a Polícia Nacional cumpriu a ordem na residência do ex-presidente.
O Ministério Público ainda não informou se apresentará denúncia formal além da ordem de prisão. Manifestantes pediram que o presidente entrante, Pedro Alliana, também seja investigado, mas não há confirmação de que isso ocorrerá. As acusações sobre o Banco Central e o uso de recursos públicos, como IPS, Itaipu, Yacyretá e Ministério da Economia, também não resultaram em medidas formais até agora.







