Corinthians ganha prazo em caso Rojas, mas teme novo transfer banPor Beatriz
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A Corte Arbitral do Esporte (CAS) adiou por 30 dias a decisão sobre o caso envolvendo o meia Matías Rojas, que cobra R$ 40 milhões do Corinthians por descumprimento contratual. A resolução, esperada para 29 de agosto de 2025, agora deve ocorrer até o final de setembro, oferecendo um alívio temporário ao clube, que já enfrenta um transfer ban imposto pela Fifa devido a uma dívida com o Santos Laguna, do México, pela contratação de Félix Torres. Rojas, hoje no Portland Timbers, rescindiu seu contrato com o Corinthians em fevereiro de 2024, alegando atrasos nos pagamentos de direitos de imagem. A pendência pode resultar em nova punição, impedindo o clube de registrar jogadores. A diretoria corintiana, sob gestão interina de Osmar Stabile, celebra o adiamento, mas segue pressionada por outras disputas financeiras no CAS.
O Corinthians enfrenta um momento delicado, com múltiplos processos judiciais que ameaçam sua capacidade de reforçar o elenco. Além do caso Rojas, o clube lida com ações do Talleres, da Argentina, e do Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, que somam mais de R$ 30 milhões em cobranças. A situação exige agilidade, já que a janela de transferências no Brasil fecha em 2 de setembro de 2025.
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- Principais pendências do Corinthians:
- Dívida de R$ 40 milhões com Matías Rojas, em análise no CAS.
- Transfer ban ativo por dívida de R$ 33,4 milhões com Santos Laguna.
- Ações do Talleres (R$ 23,35 milhões) e Shakhtar Donetsk (R$ 6,76 milhões).
Situação financeira delicada
O Corinthians vive uma crise financeira que agrava suas disputas judiciais. A dívida total do clube é estimada em R$ 2,5 bilhões, o que limita investimentos em contratações e pagamentos de débitos. No caso de Matías Rojas, a Fifa condenou o clube em junho de 2024 a pagar R$ 40,4 milhões, valor referente aos salários e direitos de imagem que o jogador receberia até julho de 2027, data original do fim de seu contrato. A rescisão unilateral, motivada por atrasos desde 2023, foi aceita pela entidade, mas o Corinthians recorreu ao CAS, alegando irregularidades na decisão. O adiamento da sentença é visto como uma oportunidade para o clube reorganizar suas finanças e buscar acordos.
A gestão interina do clube, instaurada após o impeachment do ex-presidente Augusto Melo, tenta reverter o transfer ban imposto pela Fifa. A punição, relacionada à compra de Félix Torres por US$ 6,5 milhões, impede o Corinthians de registrar novos jogadores por três janelas de transferências. A diretoria ofereceu pagar 70% do valor à vista, mas o Santos Laguna recusou a proposta, exigindo quitação integral ou condições mais favoráveis.
Estratégias para o mercado
Apesar das restrições, o Corinthians mantém negociações para reforçar o elenco, apostando na reversão do transfer ban antes do fechamento da janela. O clube já oficializou a contratação do atacante Vitinho, de 31 anos, e negocia com quatro jogadores, incluindo o norte-americano Agustín Anello, do Boston River. As conversas com dois atletas estão avançadas, mas a efetivação depende de acordos financeiros com os clubes credores.
- Jogadores na mira do Corinthians:
- Agustín Anello, ponta de 23 anos, do Boston River (Uruguai).
- Um lateral-direito, com negociações em estágio inicial.
- Um meio-campista, com tratativas avançadas.
- Um atacante, ainda sem nome revelado.
A estratégia do clube é focar em contratações de baixo custo, devido às limitações financeiras. A chegada de Vitinho, registrado antes do transfer ban, reflete essa abordagem, priorizando jogadores acessíveis e com potencial de impacto imediato.
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Outros processos no CAS
Além do caso Rojas, o Corinthians enfrenta mais duas disputas no CAS que podem agravar sua situação. O Talleres cobra US$ 4,3 milhões (R$ 23,35 milhões) pela transferência de Rodrigo Garro, incluindo juros e custos operacionais. Já o Shakhtar Donetsk reivindica 1,075 milhão de euros (R$ 6,76 milhões) pelo empréstimo do meia Maycon, com juros aplicados sobre parcelas atrasadas desde 2023. Ambos os casos já tiveram condenações na Fifa, e o Corinthians busca reverter as decisões na corte suíça.
- Detalhes das ações no CAS:
- Talleres: US$ 3,6 milhões pela compra de Garro, mais US$ 700 mil em custos.
- Shakhtar: 1,075 milhão de euros por parcelas atrasadas de Maycon.
- Prazos: Decisões aguardadas nas próximas semanas, com risco de novos bans.
O clube teme que a soma das dívidas, que pode ultrapassar R$ 70 milhões, comprometa ainda mais sua gestão financeira. A diretoria trabalha com a possibilidade de negociar acordos extrajudiciais, mas enfrenta resistência, especialmente do Talleres, que considera o Corinthians responsável por “danos significativos” ao utilizar Garro sem quitar a dívida.
Impacto no planejamento
O adiamento da decisão do CAS no caso Rojas dá ao Corinthians um fôlego temporário, mas não resolve os problemas estruturais. A janela de transferências, que fecha em poucos dias, é crucial para o clube ajustar o elenco para o restante do Brasileirão e a Copa do Brasil. A punição atual já limita as opções, e a possibilidade de novos transfer bans aumenta a pressão sobre a diretoria.
O Corinthians também tenta aproveitar receitas recentes, como os R$ 14 milhões da multa rescisória de Kauê Furquim, pago pelo Bahia, para negociar com o Santos Laguna. No entanto, a falta de recursos para pagamentos à vista dificulta acordos. A intermediação da Fifa, solicitada pelo clube, pode ser uma alternativa para parcelar as dívidas, mas depende da boa vontade dos credores.
Histórico de punições
O transfer ban não é novidade no futebol brasileiro. Clubes como Santos e Cruzeiro já enfrentaram a punição, geralmente revertida após acordos financeiros. No caso do Santos, uma dívida de R$ 4 milhões com o técnico Fabián Bustos foi quitada em 2024, encerrando o ban. O Corinthians, porém, enfrenta um cenário mais complexo, com múltiplas ações simultâneas.
- Casos de transfer ban no Brasil:
- Santos: R$ 4 milhões pagos a Fabián Bustos em 2024.
- Cruzeiro: Perda de seis pontos na Série B de 2020 por dívida com Al Wahda.
- Outros clubes: CSA e Sport também enfrentaram punições recentes.
A experiência de outros clubes mostra que a resolução de dívidas é o caminho mais rápido para reverter as punições. O Corinthians, no entanto, precisa equilibrar suas finanças em meio a uma crise política e administrativa, agravada pela troca de gestão em 2025.
Negociações contra o tempo
Com a janela de transferências se aproximando do fim, o Corinthians intensifica esforços para evitar que o transfer ban comprometa a temporada. A diretoria interina, liderada por Osmar Stabile, busca acordos com os clubes credores enquanto mantém negociações com potenciais reforços. A possibilidade de novos bans, especialmente no caso Rojas, exige planejamento cauteloso.
A torcida, conhecida por sua paixão, acompanha o desenrolar com expectativa. O Corinthians, que já enfrentou crises financeiras no passado, aposta na capacidade de sua gestão para superar as dificuldades e manter a competitividade no cenário nacional.















