Vôlei Feminino: Brasil busca quebrar invencibilidade italiana na semifinal do MundialPor Carolina Costa
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seleção brasileira feminina de vôlei enfrenta a Itália na semifinal do Campeonato Mundial de 2025, em um confronto marcado para este sábado, 6 de setembro, às 9h30 (horário de Brasília), no Indoor Stadium Huamark, em Bangkok, Tailândia. Liderada pelo técnico José Roberto Guimarães, a equipe busca quebrar a invencibilidade de 34 jogos das italianas, atuais campeãs olímpicas e da Liga das Nações, para alcançar a final e lutar pelo título inédito. A partida, que promete ser um dos maiores desafios do torneio, conta com a experiência tática do treinador e a contribuição estratégica da capitã Gabi Guimarães, que conhece bem as adversárias por atuar no voleibol italiano. O jogo será transmitido ao vivo pelo Sportv2 e pela plataforma VBTV, com acompanhamento em tempo real pelo ge. A preparação intensa e o histórico favorável em Mundiais alimentam a esperança brasileira contra a poderosa Itália.
A campanha brasileira no Mundial tem sido marcada por consistência, com vitórias sobre Grécia, França e Porto Rico na fase de grupos, além de triunfos contra a República Dominicana nas oitavas e novamente contra a França nas quartas, por 3 sets a 0. Apesar de invicta, a seleção enfrentou momentos de oscilação, especialmente contra adversárias teoricamente menos fortes. Já a Itália, líder do ranking mundial, perdeu apenas um set em cinco jogos, mostrando força contra Eslováquia, Cuba, Bélgica, Alemanha e Polônia. O embate promete ser um teste de estratégia e resistência para as brasileiras.
- Principais desafios do Brasil contra a Itália:
- Minimizar erros contra uma equipe que concede poucos pontos.
- Neutralizar a oposta Paola Egonu, em grande fase.
- Manter a agressividade no saque e no ataque com inteligência tática.
O confronto carrega um peso histórico, já que o Brasil nunca perdeu para a Itália em Mundiais, com cinco vitórias em cinco encontros, incluindo a semifinal de 2022, vencida por 3 sets a 1.
Preparação tática para um duelo decisivo
José Roberto Guimarães, técnico com dois ouros olímpicos no currículo, observa a Itália desde a primeira fase do Mundial. Ele destaca a solidez defensiva das adversárias, lideradas pela líbero Monica De Gennaro, e a eficiência no ataque, com destaque para a oposta Paola Egonu, que vive o auge de sua carreira. A estratégia brasileira passa por explorar o sistema defensivo italiano, que erra pouco, e manter a concentração em momentos cruciais. O treinador enfatiza a necessidade de uma atuação agressiva, com energia e atenção em todas as funções.
A preparação para a semifinal envolve análises detalhadas das partidas anteriores da Itália. Zé Roberto assistiu aos jogos das adversárias e identificou padrões táticos, como a objetividade no ataque e a movimentação defensiva. A equipe brasileira, segundo ele, precisa construir seus pontos com paciência, evitando erros não forçados, que podem ser fatais contra um time tão consistente.
- Fatores táticos destacados por Zé Roberto:
- Agressividade no saque para desestabilizar a recepção italiana.
- Bloqueio eficiente para conter Egonu e a ponteira Myriam Sylla.
- Comunicação constante em quadra para ajustes rápidos.
- Controle emocional em rallies longos, comuns contra a Itália.
O técnico, que comanda a seleção desde 2003, vê a partida como um marco. Ele descreve a possibilidade de vencer a Itália como “um sonho realizado”, reforçando a importância do confronto para a história do voleibol brasileiro.
Gabi: a arma dentro e fora de quadra
Gabi Guimarães, capitã e ponteira do Brasil, é peça central na estratégia contra a Itália. Com 78 pontos no Mundial, ela é a principal referência ofensiva da equipe e a terceira melhor receptora do torneio. Sua experiência no Conegliano, clube campeão da liga italiana, dá ao Brasil uma vantagem única: o conhecimento profundo das adversárias. Gabi enfrentou ou jogou ao lado de várias atletas italianas, como Egonu e De Gennaro, e compartilha informações valiosas com Zé Roberto.
A jogadora destaca a importância da inteligência tática para superar a Itália. Após a vitória contra a França, Gabi afirmou que o Brasil precisa jogar de forma diferente em relação às derrotas na Liga das Nações de 2025, quando perdeu por 3 a 1 na final e em outro confronto. A capitã acredita que a energia e a comunicação em quadra serão decisivas para neutralizar a força italiana.
- Contribuições de Gabi para o jogo:
- Informações sobre o estilo de jogo das italianas, baseadas em sua experiência na Itália.
- Liderança em quadra para manter o time focado.
- Versatilidade no ataque e na recepção, desafiando a defesa adversária.
A confiança de Gabi reflete o espírito da equipe, que se apoia no retrospecto positivo contra a Itália em Mundiais. A última vitória brasileira, na VNL de 2024, também serve como inspiração, mostrando que é possível interromper a sequência invicta das europeias.
Histórico favorece o Brasil, mas Itália vive grande fase
O Brasil carrega uma invencibilidade contra a Itália em Campeonatos Mundiais, com cinco vitórias em confrontos diretos desde 1990. O encontro mais recente, na semifinal de 2022, terminou com vitória brasileira por 3 sets a 1, garantindo a vaga na final. Esse histórico dá confiança, mas o momento atual da Itália exige cautela. As italianas não perdem há 34 jogos, com títulos na Liga das Nações de 2024 e 2025 e o ouro olímpico em Paris.
A campanha italiana no Mundial de 2025 é quase impecável, com apenas um set perdido. A equipe combina potência ofensiva, liderada por Egonu, com um sistema defensivo sólido, ancorado por De Gennaro. A ponteira Myriam Sylla e as centrais também se destacam, formando um elenco equilibrado e difícil de ser superado.
- Confrontos históricos em Mundiais:
- 1990: Brasil 3 x 0 Itália (oitavas de final).
- 2010: Brasil 3 x 0 Itália (primeira fase).
- 2014: Brasil 3 x 2 Itália (disputa pelo bronze).
- 2022: Brasil 3 x 2 Itália (segunda fase).
- 2022: Brasil 3 x 1 Itália (semifinal).
Apesar do favoritismo italiano, o Brasil tem armas para surpreender. A vitória na VNL de 2024, que acabou com a invencibilidade italiana na época, mostra que a seleção brasileira pode competir em alto nível quando está bem preparada.
Desafios táticos e emoção na Tailândia
O confronto exige do Brasil uma atuação próxima da perfeição. A Itália é conhecida por sua consistência, com poucos erros e um jogo objetivo. Para vencer, as brasileiras precisam melhorar o saque, que oscilou contra a França, e manter a eficiência no bloqueio, como visto na vitória por 3 a 0 nas quartas. A central Julia Kudiess, com bloqueios decisivos contra as francesas, será peça-chave para conter Egonu.
A energia da torcida em Bangkok, embora menor que em jogos no Brasil, também pode influenciar. A Tailândia, sede do Mundial, recebe as partidas do mata-mata na capital, e o público local tem vibrado com jogos de alto nível. A semifinal promete lotar o Indoor Stadium Huamark, com transmissão ao vivo gerando expectativa entre os fãs brasileiros.
- Pontos cruciais para o Brasil:
- Saque agressivo para pressionar a recepção italiana.
- Bloqueio coordenado para neutralizar o ataque adversário.
- Paciência em rallies longos, explorando erros raros da Itália.
- Aproveitar a experiência de Gabi para ajustes táticos em tempo real.
O jogo também carrega um clima de revanche, já que a Itália derrotou o Brasil na final da VNL de 2025. A possibilidade de reverter esse resultado em um palco tão importante quanto o Mundial motiva a equipe brasileira.
Caminho até a final e sonho do título inédito
O vencedor da semifinal enfrentará Japão ou Turquia, que disputam a outra vaga na final às 5h30 de sábado. A decisão do Mundial está marcada para domingo, 7 de setembro, às 9h30 (horário de Brasília). O Brasil, com quatro pratas e um bronze na história do torneio, busca o primeiro ouro. A Itália, campeã em 2002, sonha com o bicampeonato.
A seleção brasileira tem se destacado pela mescla de juventude e experiência. Jogadoras como Júlia Bergmann, com 18 pontos contra a França, e Macris, que comanda o ritmo das levantadas, complementam a liderança de Gabi. A equipe mostrou resiliência na virada heroica contra as francesas no segundo set (33/31), um indicativo de que pode crescer em momentos decisivos.
- Jogadoras brasileiras em destaque:
- Gabi Guimarães: 78 pontos, liderança e experiência internacional.
- Júlia Bergmann: 18 pontos nas quartas, potência no ataque.
- Julia Kudiess: bloqueios decisivos e presença no meio de rede.
- Macris: precisão nas levantadas e controle do ritmo de jogo.
A semifinal contra a Itália é mais do que uma vaga na final. Para o Brasil, é a chance de marcar história, interromper a hegemonia italiana e dar um passo rumo ao tão sonhado título mundial. A preparação de Zé Roberto e a confiança de Gabi mostram que a equipe está pronta para o desafio.







