Redação Enem 2025: evite estes termos na redação para garantir sua nota máxima

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ENEM Foto: ENEM - Foto: Gabriel_Ramos / Shutterstock.com

Com a proximidade do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025, marcado para novembro, estudantes intensificam a preparação para a redação, etapa que representa 20% da pontuação final e é decisiva para ingressar em universidades. A escolha inadequada de palavras, como gírias, abreviações ou termos informais, pode comprometer a nota, enquanto o uso correto da linguagem formal é essencial para atender às exigências da banca avaliadora. Em São Paulo, cursinhos e plataformas de estudo têm reforçado orientações sobre a dissertação argumentativa, destacando a importância de evitar erros que custem pontos valiosos. A preparação exige planejamento, revisão rigorosa e prática constante para garantir clareza, coesão e adequação ao padrão culto da língua portuguesa.

A redação do Enem exige um texto dissertativo-argumentativo, com argumentos sólidos e linguagem impessoal, o que torna a escolha vocabular um fator crítico. Muitos candidatos, pressionados pelo tempo ou pela insegurança, acabam utilizando expressões inadequadas, como “eu acho” ou “tipo assim”, que comprometem a formalidade exigida. Além disso, a revisão final é apontada por professores como etapa indispensável para identificar vícios de linguagem e garantir um texto coeso.

  • Principais cuidados na redação:
    • Evitar gírias e abreviações comuns em redes sociais.
    • Priorizar a terceira pessoa para manter a impessoalidade.
    • Revisar o texto para eliminar ambiguidades e repetições sonoras.

Linguagem formal como chave do sucesso

A linguagem culta, conforme exigida pelo Enem, segue as normas gramaticais do português padrão, garantindo clareza e precisão na comunicação. Professores de redação enfatizam que o uso de expressões do cotidiano, como “mano” ou “mó legal”, é um erro comum entre candidatos menos experientes, especialmente em regiões onde regionalismos são frequentes. A impessoalidade, outro pilar do texto, exige evitar pronomes como “eu” ou “nós”, optando por construções como “observa-se” ou “constata-se”.

O domínio da norma culta também envolve cuidado com conectivos, que ajudam a estruturar argumentos. Termos como “portanto” e “entretanto” são recomendados, enquanto expressões como “aí” ou “daí” devem ser eliminadas. Um texto bem escrito demonstra não apenas conhecimento linguístico, mas também a capacidade de articular ideias de forma lógica e persuasiva.

Enem
Enem – Foto: Divulgação/Mec

Termos que comprometem a nota

Alguns erros de linguagem são penalizados com rigor na avaliação do Enem. Gírias, abreviações e palavrões estão entre os principais vilões, mas outros deslizes, como pleonasmos e ambiguidades, também impactam a pontuação.

  • O que evitar na redação:
    • Gírias: “tipo”, “cara”, “rolê”.
    • Abreviações: “pq”, “tbm”, “qdo”.
    • Palavrões ou termos ofensivos, que podem zerar o texto.
    • Estrangeirismos desnecessários, como “delivery” em vez de “entrega”.
    • Repetições redundantes, como “subir para cima”.

Esses erros afetam diretamente as competências avaliadas, como domínio da norma culta e coesão textual. Segundo orientações do Ministério da Educação (MEC), a presença de termos inadequados pode reduzir a nota em até 200 pontos por competência, comprometendo o desempenho geral.

Estratégias para um texto impecável

A preparação para a redação do Enem 2025 exige estratégias práticas que vão além da escrita. Professores recomendam a criação de um rascunho estruturado, com introdução, dois parágrafos de desenvolvimento e uma proposta de intervenção clara. A revisão, feita com atenção a vícios de linguagem, é igualmente crucial.

  • Dicas para revisar o texto:
    • Ler em voz alta para identificar problemas de fluidez.
    • Verificar a presença de pronomes pessoais inadequados.
    • Usar uma lista de erros comuns como guia durante a revisão.
    • Reservar pelo menos 10 minutos para releitura final na prova.

Plataformas de estudo, como as que oferecem simulados com correção comentada, têm se tornado aliadas de estudantes. Além disso, o uso de um banco de conectivos formais facilita a construção de argumentos coesos, enquanto a prática regular com temas de edições anteriores ajuda a internalizar as exigências do exame.

Impacto dos erros na pontuação final

O uso de termos inadequados pode ter consequências graves na redação do Enem. Expressões que desrespeitem os direitos humanos ou incluam vocabulário ofensivo resultam em nota zero, conforme o edital do exame. Já erros menos graves, como cacófatos (“por cada” em vez de “para cada”) ou ambiguidades, reduzem a pontuação nas competências de norma culta e coerência.

Por exemplo, uma frase ambígua como “o governo protege os cidadãos com medidas que salvam” pode gerar dúvidas sobre o que está sendo salvo, impactando a clareza do texto. Candidatos que dominam a revisão conseguem evitar esses problemas, garantindo argumentos mais sólidos e uma nota competitiva.

Ferramentas e recursos de apoio

A preparação para a redação do Enem vai além da prática isolada. Materiais oficiais do MEC, como o guia do participante, oferecem exemplos de redações nota mil e explicam os critérios de avaliação. Cursinhos presenciais e online também disponibilizam simulados que reproduzem as condições da prova, ajudando os estudantes a gerirem o tempo e a evitarem erros.

  • Recursos recomendados:
    • Plataformas com correção de redações, como Imaginie e Redação Nota 1000.
    • Manuais do MEC disponíveis no site oficial do Enem.
    • Aplicativos com dicas de vocabulário formal e conectivos.
    • Simulados com temas de edições anteriores do exame.

A prática constante com feedback profissional é apontada como uma das formas mais eficazes de melhorar a escrita, especialmente para candidatos que buscam notas acima de 900 pontos.

Preparação contínua para o sucesso

A redação do Enem 2025 exige dedicação e atenção aos detalhes. Além de evitar termos inadequados, os candidatos devem focar na construção de argumentos claros, com repertório sociocultural relevante e uma proposta de intervenção viável. A leitura de notícias, artigos científicos e livros de não ficção pode enriquecer o vocabulário e a capacidade de argumentação.

Outro ponto destacado por especialistas é a importância de simular as condições da prova, escrevendo redações no tempo limite de 1 hora e 30 minutos. Essa prática ajuda a controlar a ansiedade e a melhorar a organização do texto. Com planejamento e revisão cuidadosa, é possível evitar armadilhas linguísticas e alcançar a tão sonhada nota mil.

Maria Clara é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2016: Formação: Atriz.

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