Tie-break define: Itália elimina Brasil em jogo épico e enfrenta Turquia na final do Mundial de VôleiPor Carolina Costa
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Em uma semifinal eletrizante do Mundial Feminino de Vôlei, a Itália derrotou o Brasil por 3 sets a 2 (22-25, 25-22, 28-30, 25-22, 15-13) neste sábado, 6 de setembro de 2025, no Indoor Stadium Huamark, em Bangkok, Tailândia. A partida, marcada por rallies intensos e atuações brilhantes de jogadoras como Paola Egonu e Gabi, terminou com a vitória italiana no tie-break, garantindo a vaga na final contra a Turquia. O Brasil, apesar da entrega e do desempenho destacado no bloqueio, não conseguiu superar os erros em momentos cruciais e agora disputa o bronze. A Itália, com sua invencibilidade de 34 jogos, segue firme na busca pelo título inédito.
A seleção brasileira entrou em quadra com a missão de repetir o feito de 2022, quando venceu a Itália na semifinal do Mundial. Lideradas por Zé Roberto Guimarães, as brasileiras mostraram garra, mas enfrentaram uma adversária que soube explorar falhas na recepção e na construção de jogadas. A torcida tailandesa, que gritava “Brasil, Brasil” no início, testemunhou um confronto de alto nível, com destaque para o equilíbrio e a tensão até o último ponto.
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- Destaques brasileiros: Gabi (23 pontos), Rosamaria (10 pontos) e Júlia Kudiess (18 bloqueios no torneio).
- Destaques italianos: Egonu e Antropova, com 26 pontos combinados, e Sylla, decisiva em contra-ataques.
- Momento-chave: O tie-break, com rali final definido por Egonu após erro de recepção de Júlia Bergmann.
O jogo foi um espetáculo de voleibol, com defesas impressionantes e ataques precisos, mas a Itália levou a melhor ao manter a consistência nos momentos decisivos.
Primeiro set: Brasil começa com força
O Brasil abriu a partida com concentração máxima, explorando falhas na recepção italiana. Gabi e Rosamaria lideraram os ataques, enquanto Júlia Kudiess brilhou no bloqueio, parando Egonu em momentos cruciais. A seleção verde-amarela chegou a abrir sete pontos de vantagem (17 a 10), mas a Itália reagiu com a entrada de Antropova, que trouxe nova dinâmica ao time. Apesar da recuperação italiana, um erro de levantamento de Cambi e um toque na rede de Nervini garantiram a vitória brasileira por 25 a 22. O set mostrou a força do bloqueio brasileiro, com destaque para Diana e Kudiess.
A torcida tailandesa, empolgada, apoiava o Brasil, criando um clima favorável. No entanto, a Itália já dava sinais de que ajustaria sua estratégia para os sets seguintes. O Brasil, por sua vez, precisava manter a consistência para enfrentar a potência adversária.
Segundo set: Itália encontra o ritmo
A Itália voltou mais agressiva no segundo set, corrigindo falhas na recepção e apostando em Antropova como referência ofensiva. O Brasil cometeu erros em saques e contra-ataques, permitindo que as italianas abrissem vantagem. Apesar de momentos de reação, com belos pontos de Gabi e Rosamaria, a seleção verde-amarela falhou em consolidar a virada. Um saque para fora de Rosamaria no final selou a vitória italiana por 25 a 22, empatando o jogo.
- Pontos-chave: Antropova explorou o bloqueio brasileiro com eficiência.
- Erros brasileiros: Saques na rede e falhas na cobertura defensiva.
- Destaque italiano: Sylla, com ataques precisos na diagonal.
O set evidenciou a capacidade da Itália de se adaptar rapidamente, enquanto o Brasil precisava ajustar a recepção para evitar a pressão adversária.
Terceiro set: uma batalha de gigantes
O terceiro set foi o mais equilibrado da partida, com as duas equipes trocando pontos em rallies intensos. O bloqueio brasileiro voltou a funcionar, com Diana e Júlia Kudiess anulando ataques de Antropova e Sylla. Gabi assumiu a responsabilidade nos momentos decisivos, marcando pontos cruciais. A Itália, por sua vez, apostou em Egonu, que retornou à quadra, e em largadinhas de Antropova. Após um set point desperdiçado pelas italianas, o Brasil fechou a parcial por 30 a 28 com um bloqueio monstruoso de Kudiess.
A partida chegou a um nível de tensão máxima, com as duas equipes mostrando alto nível técnico. O Brasil liderava por 2 a 1, mas a Itália não dava sinais de desistência.
Quarto set: Itália força o tie-break
No quarto set, a Itália comandou o placar na maior parte do tempo, aproveitando erros de construção do Brasil. Apesar de momentos de reação, com pontos de Gabi e Kisy, a seleção brasileira não conseguiu manter a consistência. O bloqueio italiano, liderado por Fahr e Giovannini, foi decisivo na reta final, parando ataques de Júlia Bergmann. A parcial terminou em 25 a 22 para as italianas, forçando o tie-break.
- Fator decisivo: Bloqueio italiano mais eficiente nos momentos finais.
- Erro brasileiro: Falhas na recepção e ataques para fora.
- Jogada marcante: Largada de Antropova, que desestabilizou a defesa brasileira.
O Brasil precisava ajustar a recepção e manter a calma para o set decisivo, enquanto a Itália ganhava confiança.
Tie-break: Egonu define a vitória
O quinto set foi um espetáculo de emoção, com as duas equipes trocando pontos em um jogo de nervos. Gabi e Rosamaria lideraram os ataques brasileiros, enquanto Egonu e Sylla responderam pela Itália. Um erro de recepção de Júlia Bergmann deu à Itália o match point, e Egonu definiu o jogo com um ataque preciso em um rali final, fechando o set em 15 a 13. A vitória garantiu a vaga italiana na final contra a Turquia.
O Brasil, apesar da derrota, mostrou garra e um bloqueio excepcional, com 21 pontos no fundamento. A Itália, com sua consistência e poder ofensivo, confirmou o favoritismo.
Desempenho das jogadoras
O jogo destacou atuações individuais brilhantes de ambos os lados. Gabi foi a líder brasileira, com 23 pontos e defesas cruciais, enquanto Júlia Kudiess se consolidou como uma das melhores bloqueadoras do torneio. Rosamaria também teve momentos de brilho, especialmente no ataque. Pela Itália, Egonu e Antropova foram as grandes pontuadoras, com Sylla mostrando eficiência em contra-ataques.
- Gabi: 23 pontos, com destaque para ataques na paralela e defesas.
- Júlia Kudiess: 6 pontos de bloqueio, fundamental na contenção italiana.
- Egonu e Antropova: Combinaram 26 pontos, decisivas nos momentos finais.
- Sylla: Pontuadora em rallies longos e contra-ataques.
A partida reforçou a rivalidade entre as duas seleções, com o Brasil mantendo um histórico favorável em Mundiais, mas sucumbindo à força italiana desta vez.
O que vem pela frente
Com a derrota, o Brasil agora disputa a medalha de bronze contra o Japão, enquanto a Itália enfrenta a Turquia na final, em busca do título inédito. A seleção brasileira, que ainda persegue o primeiro ouro no Mundial feminino, mostrou evolução ao longo do torneio, mas precisa corrigir erros para voltar mais forte. A Itália, com sua invencibilidade de 34 jogos, chega à final como favorita, mas enfrentará um desafio duro contra as turcas, lideradas por Vargas.
A semifinal foi um exemplo do alto nível do voleibol feminino mundial, com jogadas de tirar o fôlego e momentos de pura emoção. O Brasil sai de cabeça erguida, mas com a missão de ajustar detalhes para o próximo confronto.














