Luiz Henrique joga hoje? onde assistir e escalção provável de Brasil x Bolívia pelas EliminatóriasPor Jeronimo Santos
Atualizado 8 min de leitura
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A seleção brasileira enfrenta a Bolívia nesta terça-feira, 9 de setembro de 2025, às 20h30 no horário de Brasília, no Estádio Municipal de El Alto, a 4.100 metros de altitude, pela 18ª e última rodada das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2026. O confronto marca o encerramento da participação do Brasil na competição, já classificado e na vice-liderança com 28 pontos, dez atrás da Argentina. Carlo Ancelotti, técnico italiano à frente da equipe, promove testes com oito mudanças na escalação para avaliar jogadores e adaptar o time ao ar rarefeito, visando preservar a invencibilidade em seus quatro jogos no comando.
A Bolívia, oitava colocada com 17 pontos, precisa vencer e contar com tropeço da Venezuela contra a Colômbia para alcançar a repescagem. O jogo, transmitido ao vivo pela TV Globo, Sportv e ge.tv, atrai atenção pela pressão local, com ingressos esgotados há mais de um mês em um estádio para 22 mil torcedores. Historicamente, o Brasil não perde para os bolivianos desde 2009, com seis vitórias e um empate em sete duelos, mas as seis derrotas em 33 confrontos ocorreram fora de casa, destacando o desafio da altitude.
O Estádio Municipal de El Alto, inaugurado em 2000, fica nos arredores de La Paz e amplifica o fator casa para os bolivianos, que usam a oxigenação menor para desgastar visitantes. Ancelotti consultou o filho Davide, com experiência em jogos altos, para ajustar a preparação, priorizando posse de bola e menos pressão inicial na saída adversária.
- Transmissão na TV Globo com narração de Luis Roberto e comentários de Roger Flores e Júnio;
- Sportv exibe com Luiz Carlos Júnior na narração, Eric Faria e Paulo Nunes nos comentários;
- ge.tv traz Jorge Iggor narrando, ao lado de Bruno Formiga e Luana Maluf.
A partida inicia às 19h em tempo real no ge, com vídeos dos lances principais, permitindo que torcedores acompanhem atualizações minuto a minuto.
Mudanças táticas de Ancelotti priorizam adaptação à altitude
Carlo Ancelotti altera quase todo o time titular em relação à vitória por 3 a 0 sobre o Chile na quinta-feira passada, no Maracanã. O técnico busca observar jovens e preservar energia física no ambiente de baixa oxigenação, onde o desgaste muscular aumenta em até 20% mais rápido para atletas não aclimatados. Alisson permanece no gol, e Bruno Guimarães é mantido no meio-campo para dar estabilidade, mas Wesley, lateral-direito que sentiu incômodo muscular no treino de segunda-feira, deve começar no banco, abrindo espaço para Vitinho. A defesa ganha Fabrício Bruno e Alexsandro nas vagas de Marquinhos e Gabriel Magalhães, enquanto o meio-campo testa Andrey Santos ao lado de Paquetá. No ataque, Luiz Henrique e Samuel Lino flanqueiam Richarlison, com Caio Henrique na lateral esquerda.
Essa rotação reflete a estratégia de Ancelotti para a Copa de 2026, onde a equipe precisa de opções versáteis. O Brasil chega invicto sob seu comando, com empate contra o Equador e vitórias sobre Paraguai e Chile, somando sete pontos em três jogos. A campanha geral das Eliminatórias, com 28 pontos em 17 rodadas, evita a pior marca histórica, mas uma vitória é essencial para fechar com 31 pontos e superar a edição de 2014.
A Bolívia, sob Óscar Villegas, também muda após a derrota por 3 a 0 para a Colômbia. Miguelito, do América-MG, entra na ponta direita para abrir o ataque, com disputa entre Monteiro e Algarañaz no centro. Carlos Lampe segue no gol, e a defesa com Haquín e Morales busca solidez. Sem desfalques, os bolivianos contam com o apoio da torcida para pressionar desde o início.
Provável escalação seleção Brasileira: Alisson, Vitinho (Wesley), Fabrício Bruno, Alex e Caio Henrique; Andrey Santos, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Luiz Henrique, Samuel Lino e Richarlison
Provável escalação Seleção Boliviana: Carlos Lampe Diego Medina, Luis Haquin, Efraín Morales e Roberto Fernández; Cuéllar, Robson Matheus, Miguelito, Villarroel e Melgar; Monteiro (Algarañaz).
Histórico de confrontos favorece Brasil apesar dos riscos
Em 33 jogos oficiais, o Brasil domina a Bolívia com 24 vitórias, quatro empates e cinco derrotas, marcando 85 gols contra 27 sofridos. O último encontro, em setembro de 2023, terminou em 5 a 1 para os brasileiros em Belém, com show de ataque. Na altitude, porém, o cenário muda: das nove visitas ao país vizinho, o Brasil venceu três, empatou duas e perdeu quatro, com a última derrota em 2009 por 1 a 0 em La Paz. Goleadas recentes incluem 6 a 1 em 2016 e 5 a 0 em 2020, mas o fator ar rarefeito sempre complica.
- Brasil 5 x 1 Bolívia (Eliminatórias 2023, em Belém);
- Bolívia 1 x 0 Brasil (Eliminatórias 2009, em La Paz);
- Brasil 6 x 1 Bolívia (Eliminatórias 2016, em Natal).
Esses números mostram a resiliência brasileira, mas Ancelotti alerta para o risco de contra-ataques rápidos dos bolivianos. A Bolívia, ausente da Copa desde 1994, sonha com a quarta participação e usa o jogo para definir o oitavo lugar, superando os 17 pontos atuais.
Villegas, técnico desde 2024, implementa um 4-2-3-1 para explorar as laterais, com Miguelito e Medina criando chances. O Brasil, por sua vez, adota um 4-3-3 mais conservador, com posse acima de 60% projetada para controlar o ritmo e evitar o cansaço precoce.
Arbitragem chilena apita duelo com foco em fair play
O chileno Cristian Garay comanda a arbitragem, auxiliado por Miguel Rocha e Juan Serrano, também do Chile. Francisco Gilabert atua como quarto árbitro, e Rodrigo Carvajal opera o VAR. Garay, com experiência em 25 jogos internacionais este ano, apitou o Brasil contra o Paraguai em junho, sem polêmicas. Sua média de cartões é de 4,2 por partida, priorizando o fluxo do jogo.
- Árbitro principal: Cristian Garay (Chile), com 42 anos e filiação FIFA desde 2010;
- Assistentes: Miguel Rocha e Juan Serrano, especialistas em impedimentos precisos;
- VAR: Rodrigo Carvajal, que revisou 15 lances decisivos em Eliminatórias recentes;
- Quarto árbitro: Francisco Gilabert, garantindo substituições ágeis.
A Conmebol reforça o uso de tecnologia para evitar erros em um jogo de alta intensidade. Desfalques do Brasil incluem Casemiro, suspenso por acúmulo de amarelos, e cortados como Alex Sandro, Joelinton, Kaio Jorge, Matheus Cunha e Vanderson, por lesões ou opções técnicas. A Bolívia tem elenco completo, sem baixas reportadas.
Jogadores bolivianos com raízes no futebol brasileiro
Miguelito, ponta do América-MG, é destaque na escalação boliviana, com quatro gols nas Eliminatórias. O jogador de 25 anos, formado no Santos, traz velocidade para os contra-ataques. Enzo Monteiro, sub-20 do Peixe, pode entrar no segundo tempo, adicionando frescor. Lampe, goleiro experiente, defendeu 78% dos chutes no último jogo.
No Brasil, Andrey Santos, do Nottingham Forest, estreia como titular no meio, com passes precisos acima de 85%. Richarlison, artilheiro com seis gols na campanha, lidera o ataque, enquanto Vitinho cobre a lateral com cruzamentos perigosos. Esses nomes misturam tradição e novidade, alinhando ao plano de Ancelotti para a Copa.
A partida ocorre em um contexto de seis vagas diretas definidas na América do Sul, com Argentina, Brasil, Uruguai, Colômbia, Paraguai e Equador classificados. Peru e Chile estão eliminados, deixando a repescagem como prêmio para Bolívia ou Venezuela.
Preparação física define ritmo no ar rarefeito
A CBF enviou a delegação para El Alto com antecedência mínima, mas incluiu máscaras de oxigênio nos treinos em Teresópolis para simular condições. Estudos indicam que o VO2 máximo cai 10% na altitude, forçando rotações frequentes. Ancelotti elogia a atitude dos novos, como Luiz Henrique, que brilhou contra o Chile com assistências.
- Uso de suplementos para hidratação e oxigenação muscular;
- Treinos curtos de 60 minutos para evitar fadiga;
- Monitoramento de pulso e saturação via wearables;
- Recuperação pós-jogo com voo charter de volta ao Brasil.
A Bolívia, acostumada ao ambiente, treina em La Paz há semanas, com foco em bolas longas. O estádio, com gramado sintético desde 2022, favorece toques rápidos. Torcedores locais lotam as arquibancadas, criando pressão sonora equivalente a 90 decibéis.







