Vasco avança à semifinal da Copa do Brasil após vitória nos pênaltis sobre Botafogo no Nilton SantosPor Maria
10 min de leitura
![]() |
Léo Jardim se tornou o grande herói da noite ao defender o pênalti decisivo de Alex Telles, garantindo a vitória do Vasco por 5 a 3 nas penalidades e a eliminação do Botafogo nas quartas de final da Copa do Brasil, em partida disputada na quinta-feira, 11 de setembro de 2025, no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro. O confronto, que terminou empatado em 1 a 1 no tempo normal, repetiu o placar do jogo de ida e levou a decisão para as cobranças alternadas, onde o goleiro vascaíno brilhou sob os olhares de mais de 40 mil torcedores alvinegros. O Vasco, treinado por Fernando Diniz, mostrou resiliência ao resistir à pressão do rival, que buscava o título inédito na competição, enquanto o time cruzmaltino avançou com determinação tática e precisão nas batidas. A partida começou intensa, com o Vasco abrindo o placar aos 20 minutos do primeiro tempo através de Nuno Moreira, que aproveitou rebote de falta cobrada por Philippe Coutinho, mas o Botafogo reagiu aos 40 minutos com pênalti convertido pelo mesmo Telles após falta de Jardim sobre Joaquín Correa. No segundo tempo, as equipes criaram chances, mas o equilíbrio prevaleceu, forçando os pênaltis que definiram o algoz no clássico carioca. Essa vitória impulsiona o Vasco rumo à semifinal, onde enfrentará o Fluminense, em confronto marcado para dezembro devido a ajustes no calendário da CBF.
O jogo de ida, realizado em São Januário, já havia sido equilibrado e terminado em 1 a 1, com gols de Vegetti para o Vasco e Savarino para o Botafogo, preparando o terreno para uma volta ainda mais disputada.
- Nuno Moreira, recém-contratado, foi decisivo com seu gol e participação ativa no ataque.
- Philippe Coutinho distribuiu jogadas perigosas, incluindo a falta que originou o primeiro gol.
- Léo Jardim, além da defesa crucial, evitou outros gols no tempo normal.
Goleiro vira estrela em disputa acirrada
Léo Jardim mergulhou para o lado direito e espalmou a cobrança de Alex Telles, garantindo a vantagem inicial para o Vasco na série de pênaltis. O goleiro, conhecido por sua frieza nessas situações, repetiu o feito de edições anteriores da Copa do Brasil, onde já havia sido decisivo em eliminações. A torcida botafoguense, que lotou o Nilton Santos com expectativa de vitória, viu o silêncio tomar conta das arquibancadas quando o placar agregado se manteve empatado após 180 minutos de bola rolando.
O Botafogo, sob o comando de Davide Ancelotti, pressionou desde o apito inicial, utilizando a velocidade de Jeffinho e Matheus Martins pelas pontas para furar a defesa vascaína. No entanto, a estratégia de Diniz, focada em contra-ataques rápidos, funcionou ao explorar erros do goleiro Neto, que falhou no rebote do gol de Nuno. A partida ganhou em emoção com divididas fortes no meio-campo, onde Marlon Freitas e Puma Rodríguez se destacaram em duelos físicos.
Apesar das chances criadas, como um chute de Savarino que passou rente à trave, o Botafogo não conseguiu o segundo gol que o classificaria diretamente. O Vasco, por sua vez, administrou o resultado com Vegetti isolado na frente, que quase ampliou em cabeceio após cruzamento de Rayan. A igualdade forçada levou à prorrogação, mas sem gols adicionais, abrindo caminho para as penalidades.
- Cobranças vascaínas: Rayan, Puma, Matheus França e Robert Renan converteram com precisão.
- Pelo Botafogo: Marlon Freitas, Matheus Martins e Savarino acertaram, mas Telles errou.
- Robert Renan, zagueiro estreante, fechou a série com um chute forte no ângulo.
Ataque vascaíno define momentos chave
Nuno Moreira recebeu o rebote após a cobrança de falta de Coutinho e finalizou de primeira, vencendo Neto e silenciando parte da torcida adversária. O português, em sua primeira temporada pelo clube, demonstrou faro de gol ao se posicionar corretamente na área, explorando a desorganização da defesa alvinegra. Coutinho, com visão de jogo apurada, foi o maestro do meio-campo vascaíno, lançando bolas longas que colocaram o Botafogo em alerta constante.
O empate veio de uma jogada ensaiada: Santi Rodríguez enfiou para Correa, que invadiu a área e sofreu falta de Jardim, resultando no pênalti batido por Telles com categoria. O lateral-esquerdo, ex-Manchester United, escolheu o canto oposto ao do goleiro, mas o erro na série final custou caro ao time da casa. No segundo tempo, o ritmo caiu ligeiramente, com o Botafogo dominando a posse de bola em 58%, mas o Vasco se defendeu com solidez, graças a Lucas Freitas e Maicon na zaga.
Vegetti, artilheiro da equipe, brigou por todas as bolas aéreas e criou perigo em duas finalizações, uma delas defendida por Neto em lance polêmico. A partida refletiu o equilíbrio histórico entre os rivais, com o Vasco somando sua terceira classificação em mata-matas contra o Botafogo na última década. A CBF ajustou o calendário para dezembro, permitindo que o time de Diniz foque no Brasileirão até lá.
A intensidade do clássico foi marcada por cartões amarelos para jogadores como Jeffinho e Puma, sem expulsões que alterassem o fluxo.
Pressão alvinegra não basta para reviravolta
O Botafogo voltou do intervalo com ímpeto renovado, trocando passes rápidos no meio-campo e forçando erros na saída de bola vascaína. Ancelotti optou por reforçar o ataque com a entrada de Joaquín Correa, que quase marcou de cabeça em cruzamento de Matheus Martins. A torcida, com cânticos ensurdecedores, impulsionou o time da casa, que chegou a acertar a trave com um chute de longe de Marlon Freitas aos 15 minutos da etapa final.
Apesar da superioridade em chances criadas – sete finalizações contra quatro do Vasco –, o Glorioso pecou na finalização, com Savarino isolando uma oportunidade clara após passe de Telles. O Vasco, mais econômico, se contentou em explorar contra-ataques, com Rayan acelerando pela esquerda e cruzando para Vegetti, que cabeceou por cima. A prorrogação trouxe fadiga visível, com substituições como a de Robert Renan no Vasco adicionando frescura à defesa.
- Principais chances do Botafogo: Chute de Savarino aos 25′ do segundo tempo e cabeceio de Correa aos 10′ da prorrogação.
- Defesas cruciais: Léo Jardim espalmou finalização de Jeffinho e pegou rebote de Matheus Martins.
- Posse de bola: Botafogo 55% no jogo todo, mas Vasco mais eficiente nas conclusões.
- Faltas: 18 para o Botafogo contra 12 do Vasco, mostrando duelo físico equilibrado.
Cobranças definem heróis e vilões
Na série de pênaltis, o Vasco abriu vantagem logo na primeira batida, com Rayan deslocando John, enquanto Telles viu sua cobrança defendida por Jardim. Puma Rodríguez manteve a calma e acertou no canto esquerdo, seguido pelo erro fatal do Botafogo. Matheus França, jovem promessa, bateu com força no meio do gol, e Savarino reduziu para o alvinegro, mas o Vasco não vacilou.
Robert Renan, em sua estreia oficial, fechou a conta com um chute preciso, garantindo a vaga e explodindo os torcedores vascaínos presentes no Nilton Santos. O zagueiro, contratado recentemente, simbolizou a renovação do elenco sob Diniz. Pelo Botafogo, a eliminação precoce na Copa do Brasil, após título na Libertadores em 2024, frustra os planos de bicampeonato continental e foco total no Brasileirão.
A CBF premia o Vasco com R$ 9,9 milhões pela classificação, elevando o total acumulado na competição para mais de R$ 24 milhões, incluindo fases anteriores contra União Rondonópolis, Nova Iguaçu, Operário e CSA. Essa quantia ajuda na gestão financeira do clube, que investiu em reforços como Nuno e Coutinho.
O confronto destacou a rivalidade carioca, com o Vasco somando sua quarta semifinal na Copa do Brasil desde 2015, enquanto o Botafogo lamenta a perda de uma competição que poderia render troféu inédito.
Semifinal promete mais clássicos intensos
O sorteio da CBF coloca o Vasco contra o Fluminense nas semifinais, em outro clássico do Rio que promete emoções em dezembro. Diniz, que assumiu o comando recentemente, elogiou a união do grupo após o jogo, destacando a importância da Data Fifa para ajustes táticos. O Fluminense, que eliminou o Bahia, chega como favorito, mas o Vasco conta com o retrospecto positivo em mata-matas.
No Brasileirão, o Vasco ganha fôlego com a vitória, saindo da zona de rebaixamento e mirando o G-6. O Botafogo, por sua vez, foca no duelo contra o São Paulo no domingo, no Morumbi, para manter o ritmo na liderança do campeonato. A eliminação na Copa expõe fragilidades em decisões por pênaltis, área que Ancelotti promete trabalhar.
- Adversários nas semifinais: Fluminense x Vasco e outros duelos a definir.
- Datas: Jogos de ida e volta em dezembro, com final em janeiro de 2026.
- Premiação total: Semifinalistas recebem até R$ 20 milhões no agregado.
A campanha vascaína na Copa do Brasil impressiona pela superação, com o time passando por quatro eliminatórias anteriores sem sustos maiores. Nuno Moreira, com dois gols no torneio, surge como peça-chave no ataque, enquanto Coutinho distribui assistências cruciais. Jardim, com defesas em 70% das cobranças de pênalti na carreira, reforça sua reputação de especialista.
O Nilton Santos, palco de grandes clássicos, testemunhou mais um capítulo da rivalidade, com o Vasco revertendo o fator casa do Botafogo. A torcida alvinegra, apesar da decepção, reconhece o mérito do adversário em redes sociais, prevendo revanche no Carioca de 2026.
Vegetti, com 24 gols na temporada, continua como referência ofensiva, brigando por bolas e criando espaços para os meias. A defesa, liderada por Lucas Freitas, segurou os ímpetos do Botafogo, que teve 12 chutes a gol contra nove do Vasco.
Rivalidade ganha novo fôlego
Clássicos cariocas na Copa do Brasil sempre trazem recordes de público, e essa partida registrou o quarto maior pagante no Nilton Santos em 2025, superando duelos do Brasileirão. O Vasco, com elenco mesclado de veteranos e jovens, demonstra evolução tática sob Diniz, que prioriza posse qualificada e transições rápidas.
O Botafogo, após ano vitorioso em 2024, enfrenta tropeços em copas, mas mantém força no campeonato nacional, com invencibilidade em casa. Correa, autor da jogada do pênalti, elogiou a garra do time, mas lamentou o erro coletivo nas penalidades.
- Recordes: Público de 42.500 torcedores, maior da Copa do Brasil no Rio este ano.
- Árbitro: Rodrigo José Pereira de Lima comandou sem polêmicas graves.
- Assistentes: Guilherme Dias Camilo e Alex Ang Ribeiro auxiliaram nas marcações.
- VAR: Intervenções mínimas, focadas em lances de falta e impedimento.
A vitória eleva a moral vascaína para os próximos desafios, com o time treinando durante a Data Fifa para integrar novos atletas. O Botafogo, agora sem distrações, mira o tricampeonato brasileiro consecutivo.







