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Mix Vale

Lionel Richie, ícone da música soul e pop com mais de cinco décadas de carreira, encerrou sua apresentação no palco The One do festival The Town, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, exatamente às 23h10 deste sábado, 13 de setembro de 2025, deixando o público de cerca de 50 mil pessoas em um misto de euforia e expectativa para o próximo ato. O cantor americano, de 75 anos, comandou um show repleto de hits eternos como “All Night Long” e “We Are the World”, coescrita com Michael Jackson, que ecoaram pelo espaço renovado de 350 mil metros quadrados da Cidade da Música.

A transição rápida para o palco principal, o Skyline, onde Mariah Carey, rainha do pop natalino e detentora de cinco Grammys, vai subir ao palco agora, por volta das 23h45, promete elevar ainda mais a temperatura da noite, com a diva de 55 anos pronta para entregar sucessos como “Hero” e “We Belong Together” em uma performance que marca seu retorno ao Brasil após o Rock in Rio de 2024. O que impulsiona esse momento é a programação meticulosa do festival, organizado pelos criadores do Rock in Rio, que visa conectar gerações através de line-ups ecléticos, garantindo fluidez entre atrações para manter o fluxo de energia alta entre os fãs que lotam os seis palcos espalhados pelo local. Essa sequência de shows não só celebra o legado de Richie, com sua voz inconfundível que vendeu mais de 90 milhões de álbuns mundialmente, mas também pavimenta o caminho para Carey, cuja chegada ao país na madrugada de quinta-feira gerou comoção imediata entre admiradores, muitos dos quais já posicionados horas antes com fantasias temáticas e tatuagens dedicadas à artista.

A expectativa pelo set de Mariah Carey ganhou contornos ainda mais intensos após a performance impecável de Lionel Richie, que optou por um repertório nostálgico adaptado ao ambiente de festival, priorizando interações diretas com o público para criar uma atmosfera de celebração coletiva.

Fãs de diferentes idades relataram momentos de emoção genuína, com casais dançando sob as luzes coloridas e famílias cantando em uníssono trechos de baladas românticas.

Essa dinâmica reflete o apelo atemporal dos dois artistas, cujas carreiras se entrelaçam em hinos que transcendem fronteiras culturais.

O festival The Town, em sua segunda edição, já registra um público acumulado superior a 200 mil pessoas nos dias anteriores, com ingressos esgotados para o sábado graças à presença dessas lendas.

Horários que definem a noite agitada

A programação do dia 13 de setembro no The Town foi planejada com precisão para equilibrar atos nacionais e internacionais, garantindo que o encerramento de um show flua diretamente para o próximo sem pausas longas que dissipem a empolgação. Portões abertos desde as 12h, o evento progrediu com apresentações iniciais no Palco Quebrada e Factory, aquecendo o terreno para os headliners. Lionel Richie subiu ao Palco The One às 22h30, cumprindo o cronograma à risca e finalizando às 23h10, o que permitiu uma transição suave para o Skyline, onde Mariah Carey assume o comando a partir das 23h45 e segue até 1h. Essa organização evita sobrecargas em um único palco e distribui o tráfego de espectadores pelos espaços como a São Paulo Square, dedicada a big bands e artistas locais.

Outros destaques do dia incluíram:

  • Jessie J abrindo o Skyline às 21h15 com uma hora de pop enérgico, incluindo “Price Tag” e “Bang Bang”, que mobilizou uma multidão jovem e dançante.
  • Ivete Sangalo no Palco The One às 20h30, misturando axé e soul em duetos improvisados que homenagearam Richie de forma sutil.
  • Natasha Bedingfield às 19h no Palco Factory, com “Unwritten” ecoando como um hino de empoderamento para o entardecer.
  • Apresentações paralelas de Criolo e Péricles no Palco Quebrada, adicionando camadas de samba e rap consciente à tapeçaria sonora do festival.

Essa estrutura temporal não só otimiza o uso dos 350 mil metros quadrados do Autódromo de Interlagos, mas também facilita o deslocamento de fãs entre palcos, com shuttles internos e sinalização clara que minimizam filas.

A pontualidade de Richie, em particular, destacou-se como um exemplo de profissionalismo, contrastando com atrasos ocasionais em eventos semelhantes e reforçando a reputação do The Town como um festival bem oleado.

Legado de Lionel Richie no palco brasileiro

Lionel Richie transformou o Palco The One em um salão de festas improvisado, onde sua presença carismática e voz rouca, ainda potente apesar dos anos, cativou um público diversificado que incluía desde adolescentes descobrindo seus hits via playlists de streaming até veteranos que cresceram com os vinis dos anos 80. Nascido em Tuskegee, Alabama, o cantor iniciou sua trajetória nos Commodores antes de explodir como solista com álbuns como “Can’t Slow Down”, de 1983, que rendeu um Grammy de Álbum do Ano. No The Town, ele revisitou essa era dourada, abrindo com “Easy” e escalando para picos emocionais como “Hello”, onde projetou mensagens personalizadas para fãs selecionados na plateia. Sua última visita ao Brasil, em 2016, havia sido em teatros intimistas, mas o formato de festival permitiu uma escala maior, com backing vocals reforçados e uma banda de dez músicos que incluiu metais e percussão latina para infundir um toque brasileiro.

O show durou exatos 40 minutos, mas cada segundo foi preenchido com anedotas leves, como a história por trás de “Endless Love”, dueto com Diana Ross que ele dedicou a casais na multidão. Richie interagiu em inglês, mas pausas para aplausos coletivos criaram uma ponte linguística natural, com o público respondendo em coro. Essa conexão direta elevou o nível de engajamento, transformando o que poderia ser uma apresentação nostálgica em um evento vivo e participativo.

Detalhes da performance revelaram escolhas estratégicas:

  • A iluminação em tons quentes, com feixes de luz simulando pores do sol, sincronizados com baladas como “Stuck on You” para evocar intimidade em meio à vastidão do palco.
  • Figurino simples, uma camisa branca solta e calças pretas, que contrastou com os visuais extravagantes de outros artistas, enfatizando sua essência acessível e humana.
  • Momentos acústicos, como uma versão despida de “Say You, Say Me”, que premiou Oscar em 1987, convidando o público a acender celulares como estrelas.
  • Transição para uptempos como “Dancing on the Ceiling”, com coreografia coletiva que espalhou energia para os arredores do palco.

Esses elementos não só honraram seu catálogo de mais de 20 bilhões de streams acumulados, mas também prepararam o terreno para a explosão pop de Mariah Carey, cujos fãs, conhecidos como lambs, já se aglomeravam no Skyline com cartazes luminosos.

Preparativos nos bastidores para Mariah Carey

Enquanto o eco de “All Night Long” ainda pairava no ar do Palco The One, nos bastidores do Skyline, a equipe de Mariah Carey finalizava os últimos ajustes em um camarim montado com toques pessoais, como velas aromáticas e fotos de família, refletindo sua rotina meticulosa antes de shows. A cantora, que desembarcou em São Paulo na quinta-feira, 11, passou os dias anteriores em ensaios privados em um hotel na zona sul da cidade, focando em vocais que exploram sua extensão de cinco oitavas, marca registrada desde o álbum de estreia em 1990. Sua presença no The Town representa um marco, pois difere do palco Sunset do Rock in Rio de 2024, onde se apresentou por apenas uma hora; aqui, o tempo estendido permite uma narrativa mais completa, incorporando faixas recentes de “Caution”, de 2018, ao lado de clássicos natalinos adaptados para o outono brasileiro.

Carey, mãe de gêmeos e ativista pela saúde mental, optou por uma chegada discreta, mas impactante, com interações rápidas em aeroportos que viralizaram entre fãs. Nos ensaios, ela testou figurinos com elementos de brilho sustentável, alinhados à temática eco-friendly do festival, que recicla 90% dos resíduos gerados. Sua setlist provável, baseada em turnês recentes como a “The Celebration of Mimi”, prioriza empoderamento, com “Vision of Love” como opener para capturar a plateia imediatamente.

A logística nos bastidores envolveu:

  • Coordenação com a produção local para integrar samples brasileiros em “Fantasy”, remixada com batidas de samba para homenagear o público paulista.
  • Aquecimento vocal supervisionado por coaches que viajam com ela, garantindo que notas agudas como o whistle register saiam impecáveis sob as condições acústicas do Autódromo.
  • Encontros breves com artistas nacionais, como um clique com o filho de Ivete Sangalo, Marcelo, que circulou pelas áreas VIP, simbolizando a ponte entre gerações.
  • Medidas de segurança reforçadas, com barreiras para preservar sua privacidade em meio à multidão de lambs que acampavam desde o meio-dia.

Esses preparativos culminam na subida ao palco agora, onde luzes LED programadas para simular flocos de neve – uma referência ao seu império natalino – sinalizam o início de uma hora e quinze minutos de espetáculo que deve rivalizar com os picos do dia.

Presença dos fãs e atmosfera única do festival

O público no The Town para o dia 13 de setembro compôs um mosaico vibrante, com grupos de amigos em trajes temáticos de Richie e Carey misturando-se a famílias e casais que viajaram de outros estados para o evento. Desde a abertura dos portões às 12h, filas se formaram no Terminal Metrô Barra Funda e nos ônibus expressos a R$ 40, facilitando o acesso à Avenida José Carlos Pace. Fãs como os que carregavam placas com “Lambs Forever” compartilharam histórias pessoais, revelando como “Hero” os ajudou em momentos difíceis, criando uma rede de solidariedade espontânea. A diversidade etária, de adolescentes influenciados por TikToks virais a idosos revivendo os anos 80, enriqueceu a experiência, com áreas como a The Tower oferecendo vistas panorâmicas para quem preferia uma visão geral.

A atmosfera ganhou camadas com as transmissões ao vivo pelo Globoplay e Multishow, que alternam entre palcos e capturam reações em tempo real, ampliando o alcance para quem ficou em casa. Essa interatividade, via app Quentro para validação de ingressos, evitou contratempos e permitiu foco total na música. O festival, com capacidade para 70 mil por dia, registrou ocupação máxima, impulsionado pela venda de The Town Cards a R$ 895 que esgotaram em horas.

Elementos que moldaram o clima incluíram:

  • Stands de comida com fusões como soul food americano reinterpretado com ingredientes locais, como brisket com farofa, atendendo a paladares variados.
  • Instalações artísticas interativas na São Paulo Square, onde big bands como a SP Square Big Band tocavam covers de Richie para manter o ritmo entre shows.
  • Áreas de descanso com hamacas e estações de hidratação gratuita, essenciais para suportar as 14 horas de programação contínua.
  • Performances surpresa de artistas como Gloria Groove no Palco Factory, adicionando pitadas de funk e vogue para diversificar o pop dominante.

Essa tapeçaria humana e sensorial preparou o terreno para Mariah Carey, cuja entrada deve transformar o Skyline em um mar de vozes uníssonas, perpetuando a magia que Lionel Richie plantou minutos antes.

Integração de atos nacionais e internacionais

O dia 13 no The Town destacou a fusão entre o pop global e a cena brasileira, com atrações como Péricles e Dexter no Palco The One abrindo para Richie, criando um diálogo musical que enriqueceu o repertório do americano com influências de samba e pagode. Péricles, com sua voz grave em “Teu Jeito”, serviu como ponte cultural, enquanto Dexter trouxe rimas afiadas que contrastaram com as baladas suaves de Richie. No Skyline, Jessie J e Ivete Sangalo pavimentaram o caminho para Carey, com a britânica entregando covers de Whitney Houston e a baiana injetando energia tropical em “Sorte Grande”. Essa curadoria intencional, pelos organizadores do Rock in Rio, visa não só entreter, mas fomentar colaborações orgânicas, como o dueto improvisado entre Ivete e Jessie que viralizou nas redes.

A produção técnica, com som distribuído por 200 caixas acústicas, garantiu clareza mesmo nos picos de 100 decibéis, enquanto telões de 20 metros projetavam closes que incluíam o público na narrativa. Para Richie, isso significou capturar expressões de êxtase durante “Three Times a Lady”, ampliando o impacto emocional.

No âmbito logístico, o evento priorizou sustentabilidade, com 80% da energia de fontes renováveis e coleta seletiva que já desviou toneladas de resíduos nos dias prévios.

Essa simbiose entre mundos musicais eleva o The Town além de um mero festival, posicionando-o como um hub cultural onde o final de um show, como o de Richie às 23h10, impulsiona o próximo, com Mariah Carey pronta para coroar a noite com sua assinatura vocal inigualável.

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2013. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

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