Cauã Reymond disputa prêmio latino-americano por César em remake de Vale Tudo

8 min de leitura
Cauã Reymond Foto: Cauã Reymond - Foto: instagram

Cauã Reymond, ator brasileiro de 45 anos, conquistou uma indicação internacional ao ser anunciado como finalista na categoria Melhor Ator Principal em Telenovela dos Premios Produ 2025, premiação dedicada à indústria audiovisual da América Latina, graças à sua interpretação de César Ribeiro no remake da novela Vale Tudo, exibida pela TV Globo desde março deste ano. O anúncio ocorreu nesta semana, em setembro de 2025, destacando o trabalho do galã no papel de um modelo ambicioso e manipulador que se envolve em tramas de ascensão social no Rio de Janeiro. A novela, escrita por Manuela Dias, atualiza o clássico de 1988 criado por Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Bassères, mantendo a essência de crítica social e intrigas familiares. Reymond, que vive o sedutor César, compartilha tela com Bella Campos como Maria de Fátima e Débora Bloch como Odete Roitman, em uma produção que celebra os 60 anos da emissora. A indicação reflete o impacto da performance do ator, que equilibra charme e cinismo para impulsionar os conflitos centrais da trama, atraindo plateia global e reforçando a exportação de conteúdos brasileiros.

A trajetória de Cauã Reymond na televisão começou há mais de duas décadas, mas sua escalação como o primeiro nome confirmado para o remake marcou um retorno marcante após dois anos afastado das novelas das nove. Ele intensificou treinos físicos para encarnar o vilão sexy, que usa a aparência como ferramenta de manipulação em um mundo de aparências e poder.

  • Início na Globo com Malhação em 2002, interpretando o vaidoso Maumau.
  • Destaque em Da Cor do Pecado (2004) como o lutador Thor Sardinha.
  • Prêmios acumulados em A Favorita (2008), onde viveu Halley, elevando-o a protagonista.

Esses marcos iniciais pavimentaram o caminho para papéis complexos, como o ciclista Danilo em Passione (2010).

O personagem César exige de Reymond uma camada de vulnerabilidade por trás da fachada confiante, o que tem gerado debates sobre a profundidade da atuação em meio a cenas quentes e diálogos afiados.

Trajetória de um galã consolidado

Cauã Reymond nasceu no Rio de Janeiro em 1980 e passou parte da adolescência em Santa Catarina, onde se tornou campeão brasileiro de jiu-jitsu aos 17 anos, habilidade que influenciou sua preparação física para diversos papéis. Sua entrada no mundo da atuação veio após uma breve carreira como modelo, e desde então, ele acumulou mais de 25 prêmios, incluindo troféus por performances em novelas como Avenida Brasil (2012), onde deu vida ao carismático Jorginho.

A escolha para César no remake de Vale Tudo não foi aleatória; diretores da Globo viram no ator a capacidade de modernizar o michê inescrupuloso da versão original, vivido por Carlos Alberto Riccelli. Reymond, em entrevistas recentes, mencionou cruzar os dedos pelo sucesso do projeto, que já viralizou com cenas como o ensaio de moda em Foz do Iguaçu, gravado no final de 2024.

O ator reflete sobre o papel como uma oportunidade de explorar o cinismo sem romantizar o vilão, especialmente em duplas com coadjuvantes fortes. Sua química com Bella Campos, que interpreta a ambiciosa Maria de Fátima, tem sido elogiada por cenas de pacto entre os personagens, onde ambos tramam para subir na vida sem remorsos.

Além disso, Reymond planeja uma pausa após a novela, visando diversificar projetos no cinema e em séries, onde já brilhou em Um Lugar ao Sol (2021), dualizando Christian e Christofer.

Detalhes da premiação que impulsiona carreiras

Os Premios Produ, criados em 2017, reúnem anualmente mais de 800 jurados de toda a América Latina para avaliar produções em mais de 100 categorias, focando em inovação e impacto cultural. A edição de 2025 anunciou finalistas no dia 10 de setembro, com a gala virtual marcada para 11 de novembro, transmitida em streaming para audiências globais.

  • Cerca de 280 conteúdos disputam prêmios, com ênfase em streaming e TV aberta.
  • Jurados incluem produtores, distribuidores e talentos de países como México, Argentina e Brasil.
  • Categorias abrangem desde melhor guion a produção sustentável.

O Brasil se destaca com múltiplas indicações, incluindo a série Amor da Minha Vida, do Disney+ Brasil, que recebeu cinco nomeações e renovação para segunda temporada, estrelada por Bruna Marquezine e Sérgio Malheiros. Essa presença reforça o mercado brasileiro como exportador de narrativas envolventes.

Reymond compete com atores de produções como La reina de Persia e Juego de ilusiones, mas sua indicação por Vale Tudo sinaliza o apelo universal da trama, que critica corrupção e ambição em um contexto atualizado.

A premiação valoriza não só o talento individual, mas o conjunto técnico, como direção e edição, aspectos que elevaram o remake a um produto negociável no exterior, superando limitações da versão de 1988.

Bastidores da produção que viralizou

As gravações de Vale Tudo começaram em dezembro de 2024, em locações como Foz do Iguaçu, onde cenas de ensaio fotográfico reuniram Reymond com modelos como Carol Trentini, sob direção de Alice Wegmann como Solange Duprat. O elenco principal, incluindo Taís Araújo como Raquel Accioly, passou por imersão para capturar o tom cínico da história original.

Reymond descreveu o processo como exaustivo, com maratonas de gravações que o levaram a intensificar a malhação, contrastando com orientações passadas para aparentar mais magro em outros projetos. Apesar de controvérsias nos bastidores, como discussões com Bella Campos em abril, a alta cúpula da Globo optou por manter o ator, priorizando a qualidade da novela como investimento para os 60 anos da emissora.

  • Encontro inicial de César e Maria de Fátima em agência de modelos.
  • Casamento bombástico com Odete Roitman, vivido por Débora Bloch.
  • Suspeita no assassinato da empresária, trama que agita a reta final.

Esses momentos, exibidos desde março, acumularam audiências recordes, com picos em cenas de pegação e revelações familiares.

A novela atualiza elementos, como o espectro autista de uma personagem secundária, inspirando produções paralelas, e Reymond elogiou a escrita de Manuela Dias por preservar o legado de Braga sem cópias literais.

Química explosiva no elenco principal

A parceria entre Reymond e Campos tem sido o motor da trama, com César e Fátima formando um duo disposto a tudo por status, em um amor tóxico que transcende o romântico tradicional. Campos, em ascensão, traz frescor à vilã clássica de Glória Pires, enquanto Reymond adiciona camadas de sedução calculada.

Débora Bloch, reprisando o ícone Odete Roitman, compartilha com o ator cenas de poder e traição que ecoam o original, mas com diálogos mais afiados sobre desigualdades atuais. O casamento fictício entre os dois, bombástico e cheio de reviravoltas, já gerou memes e debates online sobre o vilão que conquista sem esforço.

Taís Araújo, como a resiliente Raquel, contrasta com o cinismo de César, criando tensões familiares que culminam em momentos de reconciliação surpreendentes, como a revelação de uma gravidez que humaniza Fátima.

  • Treinos conjuntos para cenas físicas intensas.
  • Imersões em Rio de Janeiro para capturar o glamour falso.
  • Ajustes no roteiro para maior diversidade no elenco.

Esses elementos técnicos garantem que o remake não seja mera nostalgia, mas uma releitura vibrante.

Reymond, pai de Sofia com ex-esposa Grazi Massafera, equilibra a agenda lotada com paternidade, e sua modéstia sobre o galã status contrasta com o impacto de César nas redes.

Influência do clássico na TV moderna

Vale Tudo original, de 1988, revolucionou as novelas ao satirizar a elite brasileira, com frases como “Quem não tem caráter não é de confiança” se tornando bordões culturais. O remake preserva essa veia crítica, adaptando para temas como redes sociais e ascensão rápida via influenciadores.

Reymond, fã do original, buscou inspiração em Riccelli sem imitar, criando um César mais nuançado, que usa apps de paquera como arma. A produção da Globo, dirigida por Dennis Carvalho, investiu em cenários luxuosos no Rio para imersão visual.

Outros atores brasileiros, como Nicolas Prattes, também finalistas em categorias semelhantes, mostram o momento de ouro da teledramaturgia nacional.

  • Exportação para mais de 50 países desde a estreia.
  • Renovação de contratos por sucesso de audiência.
  • Parcerias com plataformas para spin-offs.

A indicação de Reymond impulsiona não só sua carreira, mas o setor, com negociações para versões internacionais.

Preparação física e emocional para o vilão

Para encarnar César, Reymond adotou rotina rigorosa de academia, focando em tônus muscular para cenas de sedução, revertendo conselhos passados de diretores para emagrecer. Aos 45, ele reflete sobre envelhecimento na TV, mas vê no papel uma chance de quebrar estereótipos de galã infalível.

Emocionalmente, o ator mergulhou na psicologia do personagem, explorando o abandono e a ambição como motores, em workshops com o elenco que duraram semanas antes das gravações.

A novela, com 200 capítulos previstos, mantém o formato de pirâmide invertida, priorizando reviravoltas nos primeiros meses para prender o público.

Reymond compartilhou em bastidores o orgulho de contribuir para o legado da Globo, especialmente em ano de aniversário.

Carolina Costa é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2019. Formação: Administração

Notícias relacionadas