Gol solitário de Arrascaeta dá liderança ao Flamengo sobre Juventude em Caxias do Sul neste domingoPor Carolina Costa
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No Estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul, o Flamengo saiu na frente do Juventude por 1 a 0 no primeiro tempo de uma partida válida pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro Série A, disputada neste domingo às 16h, com arbitragem de Raphael Claus. O gol decisivo veio aos 31 minutos, marcado por Arrascaeta de cabeça após cruzamento preciso de Saúl pela esquerda, consolidando a superioridade rubro-negra em um jogo marcado por trocas de passes rápidos e tentativas de contra-ataque do time gaúcho. O confronto, que atraiu atenção pela liderança isolada do Flamengo com 47 pontos e a luta do Juventude contra o rebaixamento na 18ª posição com 21 pontos, destacou a eficiência ofensiva carioca, que já registra 45 gols na temporada, contra apenas 10 sofridos. Raphael Claus apitou o fim da etapa inicial aos 47 minutos, deixando o placar inalterado e o Mengão no controle das ações, apesar das investidas esporádicas do Papo.
A partida, transmitida exclusivamente pelo Amazon Prime Video, reflete o momento contrastante das equipes: o Flamengo busca manter a invencibilidade recente após empate com o Grêmio, enquanto o Juventude, sob Thiago Carpini, tenta surpreender em casa, onde não perde para o rival há 28 anos. Esse avanço precoce responde à pressão por quebra de tabu histórico, com o time de Filipe Luís pressionando desde o apito inicial para furar a defesa fechada adversária. O jogo segue tenso, com o Flamengo dominando a posse de bola em cerca de 62% e finalizando mais, mas o Juventude explorando erros para ameaçar. A torcida local lotou o estádio, criando atmosfera hostil, mas o Rubro-Negro se impôs com qualidade técnica superior.
O início da partida mostrou o Flamengo ditando o ritmo logo aos primeiros toques na bola, com Saúl e Arrascaeta combinando no meio-campo para abrir espaços.
Pedro quase ampliou aos 11 minutos, mas a defesa interceptou o passe enfiado, evidenciando a insistência rubro-negra em infiltrações rápidas.
O Juventude respondeu com uma cobrança de escanteio aos 2 minutos, mas a zaga carioca afastou o perigo de cabeça, mantendo o equilíbrio inicial.
Declarações dos treinadores revelam estratégias para o duelo
Filipe Luís, técnico do Flamengo, enfatizou a necessidade de foco interno antes do apito inicial, destacando a dificuldade do Alfredo Jaconi e o tempo sem vitórias por ali. Ele mencionou conhecer bem o estilo de Thiago Carpini, adversário de confrontos anteriores, e cobrou um jogo perfeito da equipe para superar o obstáculo. Carpini, por sua vez, viu o embate como marco em sua trajetória, elogiando o elenco rubro-negro como o melhor da América do Sul, mas reforçando os valores do Juventude na busca pela permanência na elite. Essas falas ocorreram na véspera, refletindo preparações distintas: o Flamengo prioriza eficiência em trocas rasteiras, enquanto o Ju aposta em bolas altas para explorar falhas.
O Flamengo chega com campanha sólida, invicto há oito jogos, e defesa que sofreu apenas 10 gols em 22 rodadas.
O Juventude, em ascensão recente com vitória sobre o Ceará, precisa de pontos para escapar do Z-4, um atrás do Santos.
- Filipe Luís: “Não pensamos nos rivais, focamos em nós e na perfeição tática.”
- Carpini: “Enfrentamos o melhor elenco, mas competimos com nossos princípios.”
Essas orientações guiaram as equipes em campo, com o banco rubro-negro ativo desde cedo, como Filipe Luís pedindo mais velocidade aos 21 minutos.
Escalação e desfalques definem o tabuleiro inicial
As equipes entraram em campo com formações que priorizaram equilíbrio, mas os desfalques pesaram nas escolhas. O Flamengo, sem Léo Ortiz suspenso, Varela com pubalgia, Jorginho com edema na coxa, Bruno Henrique suspenso pelo STJD apesar de efeito suspensivo concedido, Pulgar em recuperação de cirurgia no pé e Alex Sandro com problema na panturrilha, optou por Rossi no gol, Emerson Royal na lateral-direita, Danilo na zaga ao lado de Léo Pereira, Ayrton Lucas na esquerda, Saúl e De la Cruz no meio, Arrascaeta como armador, Luiz Araújo, Samuel Lino e Pedro no ataque. Pendurados como Léo Pereira e Allan exigiram cautela em faltas.
O Juventude, lidando com ausências de Batalla e Giraldo suspensos, Abner, Rodrigo Sam, Ewerthon, Galego e Natã lesionados, escalou Jandrei; Reginaldo, Luan Freitas, Wilker Ángel e Marcelo Hermes; Caíque, Jadson, Mandaca e Nenê; Veron e Taliari, com pendurados como Alan Ruschel e Jadson demandando atenção.
Essas baixas forçaram adaptações, como a entrada de Saúl no lugar de Pulgar, mantendo fluidez no meio.
A arbitragem, com Raphael Claus auxiliado por Danilo Ricardo Simon Manis e Evandro de Melo Lima, VAR de Rafael Traci, garantiu fluidez, mas cartões surgiram cedo.
Minutagem detalhada dos principais lances do primeiro tempo
A bola rolou sob sol forte no Alfredo Jaconi, com o Juventude iniciando o ataque aos 1 minuto, Reginaldo recebendo lançamento de Caíque, mas cortado pela marcação rubro-negra. Aos 2 minutos, boa chance para o Ju em escanteio cobrado por Nenê, com a bola sobrando na área, mas a zaga afastou de cabeça. Aos 3 minutos, outra falta sofrida pelo Ju levou a cobrança de Nenê para Taliari, que Mandaca salvou antes da linha de fundo, com Reginaldo chutando por cima após rebote. Aos 5 minutos, Arrascaeta arrancou, mas Jadson cometeu falta, e a cobrança passou perto do gol de Jandrei, com Alan Ruschel salvando na linha. Aos 7 minutos, Saúl parou Rafael Bilu com falta, interrompendo contra-ataque perigoso.
Aos 9 minutos, Samuel Lino tentou pela esquerda, mas errou passe, perdendo posse. Aos 11 minutos, Pedro recebeu enfiada, mas Luan Freitas cabeceou para afastar. Aos 12 minutos, Arrascaeta cobrou falta pela direita, mas a defesa do Ju bloqueou. Aos 13 minutos, Emerson Royal disputou com Alan Ruschel, que caiu pedindo falta, mas Claus mandou seguir. Aos 16 minutos, falta de Alan Ruschel em Luiz Araújo parou jogada rubro-negra. Aos 17 minutos, Arrascaeta cruzou para Léo Pereira, mas a bola saiu pela linha de fundo. Aos 18 minutos, Reginaldo cruzou pela direita, com Rossi defendendo na área.
Aos 19 minutos, Taliari recebeu de Mandaca e inverteu para Reginaldo, cujo cruzamento foi cortado pela defesa. Aos 21 minutos, Filipe Luís pediu mais velocidade do banco. Aos 22 minutos, Samuel Lino driblou e cruzou, passando perto das traves de Jandrei. Aos 23 minutos, Jandrei caiu após cobrança de meta forte de Luan Freitas, parando o jogo para atendimento. Aos 24 minutos, a bola saiu pela lateral após erro na devolução. Aos 25 minutos, Luiz Araújo cobrou escanteio forte, mas o marcador afastou.
Aos 27 minutos, Arrascaeta girou, mas Nenê roubou e sofreu falta. Aos 29 minutos, Flamengo trocou passes na área, mas não furou a defesa fechada. Aos 30 minutos, falta de Arrascaeta foi cobrada para fora. Aos 31 minutos, o gol: Saúl cruzou da esquerda, Arrascaeta cabeceou sem chances para Jandrei. Aos 34 minutos, Rafael Bilu tentou infiltrar pela direita, mas perdeu a bola. Aos 36 minutos, Pedro errou domínio no meio, com Luan Freitas recuperando. Aos 37 minutos, Nenê cobrou falta para a área, mas Léo Pereira cortou de cabeça.
Aos 40 minutos, Ayrton Lucas recebeu amarelo por falta dura em Nenê. Aos 44 minutos, Rafael Bilu avançou pela direita, mas errou passe. Aos 45 minutos, Emerson Royal perdeu chance sozinho no bico da área, cruzando para fora. Com +2 minutos de acréscimos, Raphael Claus apitou o intervalo aos 47, com o Flamengo controlando 62% de posse e 7 finalizações contra 4 do Ju.
Histórico de confrontos aponta equilíbrio em Caxias do Sul
O retrospecto entre Flamengo e Juventude na Série A soma equilíbrio, com 8 vitórias do Ju contra 7 do Mengão em 20 jogos, mas o tabu em Caxias pesa: o Rubro-Negro não vence no Alfredo Jaconi há 28 anos, desde 1997, com seis derrotas e cinco empates desde então. O primeiro duelo ocorreu em 1978, no Maracanã, com 2 a 0 para o Fla, mas em casa do Ju, o equilíbrio persiste, com o time gaúcho marcando 34 gols contra 43 cariocas. No primeiro turno deste ano, em abril, o Flamengo goleou por 6 a 0 no Maracanã, com gols de Pedro (2), Arrascaeta e outros, quebrando jejum recente, mas o retorno ao Sul revive memórias de empates chuvosos, como o 2 a 2 de 2007.
Esses números reforçam a motivação rubro-negra para inverter a escrita, especialmente com a defesa mais sólida da era pontos corridos, sofrendo apenas 10 gols em 22 jogos.
O Juventude usa o fator casa para pressionar, com aproveitamento de 40% em mandos, mas enfrenta o ataque flamengo, que finaliza 14,1 vezes por jogo em agregados.
Arbitragem e incidentes marcam a etapa inicial
Raphael Claus, árbitro experiente de São Paulo, conduziu o jogo com firmeza, auxiliado por Danilo Ricardo Simon Manis e Evandro de Melo Lima, com Rafael Traci no VAR, evitando polêmicas maiores. O único cartão veio aos 40 minutos para Ayrton Lucas, por falta em Nenê, que poderia explorar bolas paradas na área. Aos 23 minutos, o atendimento a Jandrei por colisão em cobrança de meta parou o fluxo, mas o goleiro voltou sem problemas. Nenhum pênalti foi revisado, e as faltas somaram 8 para cada lado, com o Flamengo mais faltoso no meio.
Claus, conhecido por equilíbrio em clássicos, permitiu jogo aberto, beneficiando o domínio rubro-negro.
Pendurados como Léo Pereira no Fla e Jadson no Ju exigiram cuidado, evitando escaladas.
Estatísticas do primeiro tempo destacam domínio rubro-negro
O Flamengo terminou a etapa com superioridade clara nas métricas, registrando 62% de posse de bola contra 38% do Juventude, e 7 finalizações, sendo 4 no alvo, ante 4 tentativas do Ju, com apenas 1 perigosa. Passes completos somaram 245 para o Mengão, contra 142 do adversário, com precisão de 88% nos toques rubro-negros. O gol de Arrascaeta elevou a eficiência ofensiva, que já marca um a cada 6,6 chutes na temporada, enquanto o Ju, com menor média de finalizações (10 por jogo), permitiu 15,8 adversárias por partida.
Esses dados confirmam o controle, mas alertam para contra-ataques, como o de Bilu aos 44 minutos.
A posse alta reflete a estratégia de Filipe Luís, priorizando trocas rasteiras, com 7 dos últimos 10 gols assim.







