Erros defensivos custam vitória ao Vasco em 2 a 2 contra Ceará e aumentam tensão na luta contra rebaixamentoPor Maria
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Vasco da Gama e Ceará empataram por 2 a 2 em partida eletrizante disputada na noite de domingo, 14 de setembro de 2025, no Estádio de São Januário, no Rio de Janeiro, pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro Série A. O time carioca, comandado pelo técnico Fernando Diniz, dominou boa parte do jogo, especialmente após ficar com um jogador a mais, mas erros individuais na defesa permitiram que o adversário arrancasse o empate aos 49 minutos do segundo tempo, frustrando a torcida presente. O placar reflete uma partida de oscilações, com gols de Philippe Coutinho e Carlos Cuesta para o Vasco, e de Facundo Galeano e Pedro Henrique para o Ceará, destacando a pressão na saída de bola e rebotes mal defendidos como fatores decisivos. Essa igualdade mantém o Vasco na 15ª posição, com 23 pontos, a apenas um do Z-4, enquanto o Ceará sobe para 11º, com 27 pontos, em um confronto que expôs fragilidades defensivas do time da casa em um momento crucial da competição. A torcida, que lotou o estádio esperando o fim de um jejum de quase quatro meses sem vitórias em casa pelo Brasileirão, saiu inconformada com o resultado, que complica ainda mais a campanha do Cruz-Maltino antes de uma sequência de jogos contra líderes da tabela.
O jogo começou com o Vasco impondo ritmo ofensivo, aproveitando desfalques no Ceará para criar chances. Philippe Coutinho, em seu 100º jogo pelo clube, abriu o placar aos 11 minutos com um chute preciso de fora da área, após sofrer falta em jogada individual. A torcida vibrou, vendo sinais de uma partida controlada.
No entanto, a alegria durou pouco. Aos 15 minutos, um erro na saída de bola de Mateus Carvalho, pressionado por Paulo Baya, resultou em finalização defendida por Léo Jardim, mas o rebote caiu nos pés de Galeano, que empatou sem dificuldades. Esse lance expôs a vulnerabilidade do meio-campo vascaíno em momentos de pressão alta do adversário.
- Coutinho brilhou com sua precisão no arremate inicial.
- A defesa do Ceará mostrou solidez em contra-ataques rápidos.
- O primeiro tempo terminou equilibrado, com 1 a 1 no placar.
O segundo tempo trouxe ajustes táticos de Diniz, que deslocou Nuno Moreira para o meio e trouxe Andrés Gómez para o ataque, variando as jogadas pelo lado direito. Aos 27 minutos, o Ceará ficou com 10 jogadores após a expulsão de Rodriguinho por falta dura em Cauan Barros, abrindo vantagem numérica ao Vasco.
Mudanças táticas e o segundo gol vascaíno
Com a superioridade numérica, o Vasco aumentou a pressão, mas demorou a converter em gol. Aos 34 minutos, Gómez avançou pela direita e cruzou rasteiro para Carlos Cuesta, estreante no clube, completar de primeira e recolocar o time da casa em vantagem. A jogada demonstrou a efetividade das trocas de Diniz, que priorizou velocidade nas laterais.
O Ceará, mesmo desfalcado, resistiu e explorou lançamentos longos. Aos 49 minutos, Fernandinho desarmou Paulo Henrique na entrada da área, chutou forte e viu Léo Jardim rebater para Pedro Henrique, que empatou de perto. Esse erro individual selou o resultado, ampliando a frustração em São Januário.
Diniz optou por manter Vegetti em campo por 90 minutos, apostando em sua presença física, mas o atacante teve pouca participação efetiva. As substituições, como a entrada de David no lugar de Barros, visavam reforçar o meio, mas não evitaram a desorganização final.
O empate representa o quarto jogo consecutivo sem vitória em casa pelo Brasileirão, desde o 3 a 0 sobre o Fortaleza em 17 de maio. Nesse período, o Vasco acumulou dois empates e duas derrotas em São Januário, desperdiçando 12 pontos potenciais nessa sequência.
Desfalques e improvisações no setor defensivo
A escalação inicial de Diniz foi moldada por ausências, como a lesão de Tchê Tchê no meio-campo. Robert Renan atuou na zaga direita ao lado de Lucas Freitas, enquanto Puma Rodríguez improvisou na lateral esquerda, no lugar de Lucas Piton. Essas mudanças geraram oscilações, especialmente nos cruzamentos pela esquerda, onde Puma errou passes com o pé canhoto.
Mateus Carvalho, titular ao lado de Barros, acumulou falhas, incluindo o erro que levou ao primeiro gol do Ceará. Sua saída no intervalo foi vaiada pela torcida, que cobrava mais segurança na transição. No segundo tempo, a entrada de Cuesta deslocou Renan para sua posição natural na esquerda, melhorando a estabilidade.
- Renan se adaptou bem à zaga, com interceptações chave.
- Puma mostrou desconforto, mas contribuiu em apoios ofensivos.
- Cuesta estreou marcando e ganhou confiança imediata.
- A defesa como um todo sofreu com rebotes, concedendo dois gols assim.
Léo Jardim realizou defesas importantes, como no chute de Pedro Raul no fim do primeiro tempo, mas os rebotes foram fatais. O goleiro evitou uma virada precoce, mas não pôde impedir o empate final. A torcida reconheceu seu esforço, mas o foco recaiu sobre os erros coletivos.
Histórico recente em São Januário e pressão crescente
São Januário sempre foi um trunfo para o Vasco, com apenas quatro derrotas nos últimos 40 jogos disputados ali. No entanto, em 2025, o estádio perdeu o status de fortaleza no Brasileirão, com o time somando apenas um triunfo sob Diniz em casa. O empate com o Ceará reforça essa tendência, deixando o Cruz-Maltino com aproveitamento de 33% em seus domínios pela Série A.
Antes do jogo, o Vasco vinha de classificação heroica na Copa do Brasil, vencendo o Botafogo nos pênaltis e avançando à semifinal. Esse ânimo contrastou com a realidade do Brasileirão, onde o time não vence dois jogos seguidos no torneio. A sequência anterior incluía vitória sobre o lanterna Sport, mas o tropeço contra o Ceará interrompe qualquer reação.
O Ceará, por sua vez, mostrou resiliência, mesmo com 10 jogadores. O time cearense tem 26% de aproveitamento fora de casa, com empates frequentes em placares mínimos. Seu técnico, Léo Condé, elogiou a garra dos atletas, que pressionaram alto e capitalizaram erros adversários.
- Última vitória em casa: 3 a 0 sobre Fortaleza, em maio.
- Empates recentes: Grêmio, Atlético-MG e agora Ceará.
- Derrotas: Bragantino e Corinthians na Colina.
- Pontos perdidos: 12 em cinco jogos em São Januário.
Diniz, em entrevista pós-jogo, admitiu a frustração coletiva, destacando que o time evolui em volume ofensivo, mas falha em momentos decisivos. Ele defendeu os jogadores, afirmando que erros fazem parte do esporte, mas cobrou mais organização defensiva. A torcida, que compareceu em 17.497 pagantes, vaiou ao final, expressando insatisfação com o resultado.
Sequência desafiadora e posição na tabela
A tabela do Brasileirão fica mais apertada para o Vasco após a 23ª rodada. Com 23 pontos, o time ultrapassou apenas o Santos na classificação, mas segue a um ponto do Vitória, que abre o Z-4. O Ceará, com o empate, ganha fôlego, ficando cinco pontos acima da zona de risco.
A próxima partida é o clássico contra o Flamengo, no Maracanã, no domingo seguinte, às 17h30. Em seguida, vêm Bahia, Cruzeiro e Palmeiras, quatro dos cinco primeiros colocados. Essa agenda exige correções urgentes, especialmente na defesa, que sofreu gols em rebotes em jogos recentes.
O Vasco tem um jogo a menos que rivais diretos, o que pode ser uma vantagem se convertido em vitória. No entanto, o jejum em casa pressiona Diniz a recuperar a confiança do elenco. Jogadores como Coutinho, com seu golaço, e Cuesta, com estreia promissora, são esperanças para o ataque.
Destaques individuais e estatísticas do confronto
O jogo registrou domínio vascaíno em posse de bola, com 58% contra 42% do Ceará. O time da casa finalizou 14 vezes, contra 9 do adversário, mas a eficiência defensiva falhou. Coutinho foi eleito o craque da partida, com uma assistência e gol, enquanto Vegetti, apesar de isolado, pressionou a zaga.
Galeano e Pedro Henrique foram decisivos para o Ceará, explorando falhas. A expulsão de Rodriguinho mudou o ritmo, mas o Vozão manteve a estrutura. Árbitro Matheus Delgado Candançan controlou bem, sem polêmicas maiores.
- Posse de bola: Vasco 58%, Ceará 42%.
- Finalizações: 14 a 9, com 5 no alvo para cada lado.
- Cartões: Três amarelos para Vasco, dois para Ceará, mais uma vermelha.
- Público: 17.497 pagantes, renda de R$ 512.300.
O empate reflete o equilíbrio da Série A, onde 70% dos jogos da rodada terminaram com placar alterado. Para o Vasco, o foco agora é em treinos específicos para saída de bola e finalizações defensivas, visando quebrar o ciclo de tropeços.







