Philippe Coutinho completa 100 jogos pelo Vasco com golaço de falta contra o Ceará em São JanuárioPor Thiago Lemos
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Philippe Coutinho, meia-atacante de 33 anos, alcançou a marca de 100 jogos com a camisa do Vasco da Gama no empate por 2 a 2 contra o Ceará, pelo Campeonato Brasileiro, no estádio de São Januário, no Rio de Janeiro, no domingo 14 de setembro de 2025. O jogador, revelado pelo clube em 2009 e que retornou em 2024 após passagem pela Europa, marcou um golaço de falta aos 12 minutos do primeiro tempo, abrindo o placar e retribuindo a homenagem prestada pelo time antes da partida. Essa conquista ocorre em meio ao melhor momento de sua segunda fase no Vasco, com 11 gols e três assistências em 39 jogos nesta temporada, sob o comando do técnico Fernando Diniz. A celebração incluiu a presença de familiares, como a esposa Aine e os filhos Maria, Esmeralda e José, e uma visita especial a locais de sua formação no clube, destacando o porquê de sua volta: gratidão e desejo de retribuir o apoio da torcida. O feito simboliza superação após lesões que marcaram 2024, posicionando Coutinho como peça central na luta do Vasco pela permanência na Série A e avanços em copas.
A partida contra o Ceará expôs a regularidade recente de Coutinho, que disputou os 90 minutos, registrou três finalizações e dois passes decisivos, além de um drible bem-sucedido.
Essa performance reforça sua importância tática no esquema de Diniz, onde atua como armador criativo.
- O gol de falta curvou perfeitamente sobre a barreira, demonstrando precisão técnica aprimorada.
- A homenagem incluiu um patch especial na camisa com o número 100.
- Familiares entregaram flores e mensagens personalizadas no intervalo.
O Vasco, na 15ª posição com 22 pontos em 21 rodadas, depende de atuações como essa para distanciar-se da zona de rebaixamento.
Trajetória inicial no futsal e base vascaína
Coutinho iniciou sua jornada no Vasco aos sete anos, em testes no futsal de São Januário, onde a timidez quase o fez desistir. Escondido atrás de uma cesta de basquete, ele observava os treinos da arquibancada, convencido pelos pais a participar. Aprovado após um bom desempenho, o menino de Rio de Janeiro mergulhou na rotina do clube, que oferecia não só treinamentos, mas também refeições e estudos no colégio interno. Essa estrutura integral moldou sua disciplina, com dias divididos entre quadra, sala de aula e amigos que mantém até hoje. Aos 15 anos, já integrava sessões com o time profissional, preparando a transição que veio em 2009, aos 16, em empate pela Série B contra o Duque de Caxias. Nessa época, apelidado de “Philippinho”, ele equilibrava o sonho de estrear com a pressão de ser uma promessa vendida jovem para a Europa.
A base forte do Vasco, com professores dedicados, forneceu o alicerce para sua evolução, misturando técnica no futsal com fundamentos no campo.
Em 2010, disputou 43 jogos pelos profissionais, marcando gols que o projetaram internacionalmente.
O período formou não só o jogador, mas o caráter grato que o define.
𝙁𝙖𝙢𝙞́𝙡𝙞𝙖 𝘾𝙤𝙪𝙩𝙞𝙣𝙝𝙤 em campo com a placa de 1️⃣0️⃣0️⃣ jogos do nosso Cria 😍💢
— Vasco da Gama (@VascodaGama) September 14, 2025
É uma honra fazer parte da sua história e ter você fazendo parte da nossa também, @Phil_Coutinho 🫶
📸 Matheus Lima | #VascoDaGama pic.twitter.com/wOVFfesoN8
Passos pela Europa e convocações na Seleção
A venda para a Inter de Milão em 2010 lançou Coutinho em uma carreira europeia repleta de conquistas. Na Itália, alternou empréstimos ao Espanyol e ao Rayo Vallecano, adaptando-se ao ritmo intenso. No Liverpool, a partir de 2013, explodiu com dribles e visão de jogo, ajudando na campanha da Premier League. O Barcelona o contratou em 2018 por 160 milhões de euros, onde formou trio ofensivo com Messi e Suárez, vencendo La Liga e a Champions League. No Bayern de Munique, em empréstimo de 2020, ergueu mais troféus, incluindo a Bundesliga. Empréstimos ao Aston Villa e Al-Hilal mantiveram sua versatilidade, mas lesões pontuaram o caminho. Paralelamente, a Seleção Brasileira o convocou desde as categorias de base, com 68 jogos na principal, incluindo a Copa América de 2019 como campeão e a Copa do Mundo de 2022. Nessas convocações, o apelido mudou para “Coutinho”, marcando sua maturidade.
Essas experiências enriqueceram seu repertório, com mais de 400 jogos em ligas top e 20 gols pela Amarelinha.
- Inter de Milão: 47 jogos, 5 gols.
- Liverpool: 201 partidas, 54 gols.
- Barcelona: 106 jogos, 25 gols.
- Bayern: 38 jogos, 11 gols.
O ciclo europeu consolidou-o como ídolo global, mas o chamado do Vasco sempre ecoou.
Retorno ao Vasco em 2024 e desafios iniciais
O contrato com o Aston Villa permitiu o empréstimo ao Vasco em julho de 2024, tornado definitivo em 2025 até junho de 2026. A volta gerou euforia, mas lesões na panturrilha e falta de ritmo limitaram-o a 14 jogos no primeiro ano, com apenas dois gols. Problemas físicos o afastaram por meses, coincidindo com instabilidades do time na Série A. A adaptação incluiu recuperação física e reconexão emocional com São Januário, vazio há 14 anos. Apesar das críticas iniciais, Coutinho persistiu, treinando extra para recuperar forma. Em 2025, a regularidade veio: 36 jogos até setembro, com 12 participações em gols, média de uma a cada três partidas. Sob Diniz, ele se tornou indispensável, elogiado pelo técnico como “presente ao futebol brasileiro” pela humildade e talento. A virada incluiu gols decisivos contra CSA, Santos e Sport, elevando o Vasco na tabela.
Essa fase representa o melhor desempenho desde o retorno ao Barcelona em 2021.
A torcida, inicialmente impaciente, agora aplaude sua liderança em campo.
O processo de readaptação fortaleceu laços com companheiros como Vegetti e Rayan.
Números e contribuições em 2025
Nesta temporada, Coutinho acumula 39 aparições, com 11 gols e três assistências, números que o colocam como o sexto maior pontuador do Vasco no Cartola FC, com 67,60 pontos em 14 jogos. Agosto foi o pico, com três gols em cinco partidas seguidas, incluindo dupla contra o Santos na goleada por 6 a 0. Sua precisão em faltas subiu para 25%, e os passes decisivos alcançaram 2,1 por jogo. No Brasileirão, contribuiu em 70% das vitórias do time. Na Copa do Brasil, ajudou na classificação à semifinal, marcando contra o Botafogo. Esses dados refletem evolução tática, com mais finalizações de média distância e dribles bem-sucedidos em 60% das tentativas. Comparado a 2024, o salto é evidente: de 43 pontos no fantasy para projeção de 120 até o fim. Sua versatilidade permite atuações como armador ou segundo atacante, ajustando-se ao estilo fluido de Diniz.
Os 18 gols totais em 100 jogos pelo Vasco, mais 14 assistências, somam 32 participações diretas.
- Gols em faltas: 4 nesta temporada.
- Assistências para Vegetti: 2 decisivas.
- Jogos sem sofrer gol: 15 com sua participação.
Esses indicadores posicionam-no como referência para jovens do elenco.
Homenagens e família na celebração
A homenagem pelo 100º jogo envolveu placa no colégio Vasco da Gama e visita à quadra de futsal original. Lá, Coutinho entregou um quadro de sua renovação, surpreendido por ex-professores e colegas. A família, presente em São Januário, simbolizou o ciclo completo: dos incentivos iniciais aos aplausos atuais. A esposa Aine destacou o orgulho em ver o marido retribuir o clube que mudou sua vida. Os filhos, vestindo camisas personalizadas, representam a herança vascaína. O evento incluiu vídeo com mensagens de ídolos como Romário e Juninho, reforçando o legado de Coutinho como cria da Colina. Após o gol, ele correu para a torcida, erguendo os braços em gratidão, momento capturado em redes sociais. Essa celebração não só marca o número, mas reforça o vínculo emocional que sustenta sua dedicação.
A quadra de futsal, ponto de partida, agora exibe fotos de sua trajetória.
Ex-colegas de base compartilharam histórias de treinos intensos.
O patch na camisa, bordado com “100”, virará item de coleção.
Influência no elenco e estilo de jogo
Coutinho inspira o grupo com liderança discreta, orientando jovens como Nuno Moreira em cobranças de falta. Seu estilo, baseado em visão periférica e toques curtos, complementa o coletivo de Diniz, que prioriza posse e transições rápidas. Em treinos, ele divide experiências europeias, focando em posicionamento ofensivo. Contra o Ceará, sua movimentação abriu espaços para Rayan, quase garantindo vitória. No mês de agosto, integrou a seleção do Cartola com 39,30 pontos, ao lado de estrelas como Arrascaeta. Essa influência eleva o padrão, com o Vasco marcando 1,8 gol por jogo quando ele joga. Lesões passadas ensinaram resiliência, agora compartilhada em vestiário. Sua regularidade, ausente em 2024, transforma o meio-campo em zona criativa.
Dribles em velocidade definem suas jogadas individuais.
Passes verticais somam 45% de acerto em progressões.
A conexão com Vegetti resulta em 70% de finalizações convertidas.







