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O Flamengo saiu de campo com uma vitória apertada por 2 a 1 sobre o Estudiantes, no Maracanã, mas o jogo de ida das quartas de final da Copa Libertadores ficou marcado por uma decisão arbitral que mudou o rumo da partida. Aos 36 minutos do segundo tempo, o atacante equatoriano Gonzalo Plata recebeu o segundo cartão amarelo em um lance que gerou imediata controvérsia entre jogadores e torcedores. O árbitro colombiano Andrés Rojas interpretou uma dividida com o zagueiro Facundo Rodríguez como falta do rubro-negro, resultando na expulsão que deixou o time com um jogador a menos nos minutos finais.

Essa punição permitiu ao Estudiantes pressionar e descontar com um gol de voleio de Guido Carrillo, nos acréscimos, transformando o que poderia ser uma vantagem confortável em um confronto ainda aberto para a volta. O episódio reacendeu debates sobre a precisão das decisões em campo e o papel do VAR em lances como esse.

  • O primeiro gol saiu aos 15 segundos, com Pedro finalizando cruzamento de Plata.
  • Varela ampliou aos 9 minutos do primeiro tempo, de voleio após jogada de Ayrton Lucas.
  • A expulsão ocorreu em uma disputa fora da área, onde Rodríguez acertou o pé do atacante equatoriano.
  • O Flamengo terminou com quatro amarelos no total, incluindo os de Samuel Lino, Saúl Ñíguez e Bruno Henrique.

Imediatamente após o apito final, o departamento jurídico do Flamengo, sob comando de Marcos Motta, mobilizou uma força-tarefa para contestar a marcação. A ação rápida incluiu o envio de um ofício formal à Conmebol, destacando a inversão de faltas no lance e apresentando precedentes de correções semelhantes em edições anteriores do torneio.

Análise do lance revela falha na interpretação arbitral

A Conmebol divulgou, na manhã seguinte ao jogo, um vídeo com a análise detalhada do VAR, confirmando que o contato partiu do defensor argentino. No material, a entidade descreveu o momento como uma disputa normal pela bola, sem infração por parte de Plata, mas enfatizou que o protocolo do VAR limita revisões a situações específicas, como gols ou pênaltis, excluindo segundos amarelos. Essa limitação, implementada para agilizar as partidas, acabou validando a decisão inicial de Rojas, apesar do equívoco evidente.

O Flamengo argumentou que o erro não só alterou o equilíbrio do jogo, mas também comprometeu a estratégia para a sequência da competição. O clube carioca, que já contava com desfalques por lesões recentes, viu na expulsão um risco adicional para a escalação na Argentina. A resposta da Conmebol veio em menos de 24 horas, com um ofício oficial anulando o segundo cartão e liberando Plata para o embate de volta, marcado para 25 de setembro, no Estádio Jorge Luis Hirschi.

Essa reversão representa um alívio tático para o técnico Filipe Luís, que em entrevista coletiva pós-jogo criticou abertamente a arbitragem, comparando o episódio a práticas mais rigorosas observadas em ligas europeias. O treinador destacou a importância de mecanismos corretivos para manter a integridade da competição, sem entrar em detalhes sobre possíveis ajustes no time.

O episódio do Maracanã não foi isolado; Rojas, escalado pela Comissão de Árbitros da Conmebol, acumula atuações em jogos sul-americanos com média de seis cartões por partida nesta edição da Libertadores. Sua designação para duelos envolvendo clubes brasileiros gerou questionamentos prévios, mas o caso de Plata elevou o nível de escrutínio sobre suas intervenções.

Departamento jurídico rubro-negro acelera contatos com entidade sul-americana

A mobilização interna do Flamengo ganhou tração com o envolvimento direto do presidente Luiz Eduardo Baptista, conhecido como BAP, que utilizou sua proximidade com o presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, para agilizar os trâmites. O diálogo entre os líderes facilitou a apresentação de evidências, incluindo ângulos de vídeo não exibidos em tempo real durante a transmissão.

Além disso, o departamento de relações externas do clube coordenou com a CBF, que aportou argumentos jurídicos baseados em regulamentos da FIFA sobre revisões disciplinares. Essa articulação conjunta evitou resistências iniciais e pavimentou o caminho para a admissão do erro pela entidade continental. O processo, que durou menos de um dia, contrasta com casos passados onde apelações demoravam semanas para análise.

  • Evidências incluíram replay em câmera lenta mostrando o chute de Rodríguez no tornozelo de Plata.
  • Precedente de 2018: zagueiro Dedé, do Cruzeiro, teve cartão anulado contra o Boca Juniors.
  • Multa mantida: US$ 500 por cada amarelo, totalizando US$ 2 mil para o Flamengo.
  • O primeiro amarelo de Plata, no primeiro tempo, permanece válido para acúmulos futuros.

Essa eficiência reflete a estrutura profissionalizada do Flamengo em lidar com instâncias regulatórias, um diferencial que o clube construiu nos últimos anos para competições internacionais. A anulação não só preserva o elenco completo, mas também reforça a confiança interna em processos transparentes.

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Histórico de correções disciplinares na Libertadores beneficia o rubro-negro

A Copa Libertadores tem um registro de intervenções corretivas em punições, especialmente quando erros são comprovados por imagens claras. Em 2018, o caso de Dedé serviu como referência direta para o Flamengo, onde a Conmebol reverteu uma expulsão por falta de evidência de agressão intencional. Da mesma forma, em 2022, um meio-campista do River Plate teve vermelho anulado após análise de VAR pós-jogo, permitindo sua presença em mata-mata decisivos.

Esses episódios ilustram uma tendência da entidade em priorizar a equidade, mesmo após o apito final, para evitar distorções em fases eliminatórias. No contexto atual, com a Libertadores 2025 adotando treinamentos extras para árbitros de vídeo, a meta declarada é reduzir falhas em 20% ao longo da temporada. O caso de Plata alinha-se a essa diretriz, demonstrando aplicação prática das diretrizes revisadas.

O Flamengo, tricampeão continental, entra na história como um dos clubes mais proativos em recursos vitoriosos, com taxa de sucesso superior a 70% em apelações disciplinares nos últimos cinco anos. Essa expertise jurídica complementa o desempenho em campo, onde o time carioca liderou seu grupo na fase inicial com invencibilidade em casa.

Para o jogo de volta, a presença de Plata adiciona velocidade e profundidade ao ataque rubro-negro, elementos cruciais contra uma defesa argentina sólida. O equatoriano, contratado recentemente, já contribuiu com assistências decisivas, incluindo o passe para o gol inicial contra o Estudiantes. Sua readmissão equilibra as forças, considerando que o placar de 2 a 1 permite ao Flamengo avançar com empate.

Pressão rubro-negra continua por melhorias na arbitragem continental

O Flamengo não parou na anulação do cartão; o clube manteve pressão sobre a Conmebol por uma revisão mais ampla da atuação de Rojas, incluindo reclamações de pênaltis não marcados e faltas invertidas durante os 90 minutos. Uma nota oficial divulgada pelo rubro-negro qualificou a partida como marcada por “equívocos tendenciosos”, exigindo providências para futuros apitos.

Essa postura reflete uma estratégia de longo prazo para influenciar padrões de arbitragem em torneios sul-americanos, onde decisões unilaterais ainda geram desconfiança entre clubes brasileiros. A CBF, por sua vez, reforçou o pleito em reuniões com a entidade, alinhando interesses nacionais à busca por maior imparcialidade.

O Estudiantes, por outro lado, minimizou o episódio em declarações iniciais, focando na necessidade de vitória por dois gols de diferença para reverter o placar agregado. O time argentino, que eliminou o Grêmio nas oitavas em disputa acirrada, conta com o fator casa e a experiência de veteranos como Carrillo para o confronto em La Plata.

  • Árbitro Rojas: média de 6 cartões por jogo em 2025, com duas expulsões em duelos brasileiros.
  • VAR protocolo: exclui segundos amarelos, priorizando apenas quatro incidentes revisáveis.
  • Flamengo em casa: 100% de aproveitamento na fase de grupos da Libertadores atual.
  • Plata stats: 3 assistências em 5 jogos pelo torneio, destacando sua importância ofensiva.
  • Multa total: R$ 10.654 convertidos, sem impacto na escalação.

A expectativa para 25 de setembro cresce, com transmissão confirmada para o público brasileiro e ingressos esgotados no estádio argentino. O Flamengo chega com moral elevada pela correção, mas consciente de que o mata-mata exige foco absoluto em campo.

Preparação tática ganha peça-chave com retorno de Plata ao elenco

Filipe Luís ajusta o esquema tático prevendo a readmissão de Plata, que pode atuar pela ponta direita ou como opção de velocidade em contra-ataques. O treinador, em sua primeira Libertadores como comandante, acumula 70% de vitórias em jogos domésticos, mas sabe que duelos fora demandam disciplina defensiva extra. A vitória inicial, apesar do susto final, expôs forças como a transição rápida de De La Cruz e Arrascaeta.

O elenco rubro-negro, reforçado por contratações como Saúl Ñíguez, equilibra experiência com juventude, e Plata representa o frescor necessário para pressionar defesas compactas. Sua ausência temporária forçou improvisações, mas agora permite rotações que preservam Pedro e Bruno Henrique para momentos cruciais.

Na Argentina, o clima deve ser hostil, com o Estudiantes buscando explorar erros em bolas paradas, como o gol de Carrillo demonstrou. O Flamengo, por sua vez, planeja explorar os flancos, onde Plata brilha em duelos individuais. Essa dinâmica promete um segundo ato eletrizante nas quartas, definindo quem enfrentará o vencedor de Racing e Vélez Sarsfield nas semifinais.

O torneio continental, com sua tradição de reviravoltas, continua a testar a resiliência dos favoritos, e o rubro-negro se posiciona como postulante ao quarto título. A anulação do cartão não apaga a polêmica, mas reforça o compromisso com justiça esportiva em um calendário cada vez mais intenso.

Maria Clara é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2016: Formação: Atriz.

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