Atlético-MG explora fraqueza do Bolívar em solo brasileiro nas quartas da Sul-AmericanaPor Thiago Lemos
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O Estádio Hernando Siles, em La Paz, testemunhou um empate eletrizante na ida das quartas de final da Copa Sul-Americana. Atlético-MG e Bolívar ficaram no 2 a 2, com o time mineiro abrindo vantagem nos minutos finais do primeiro tempo. A altitude de 3.600 metros acima do nível do mar pressionou os jogadores brasileiros, que viram o placar se igualar na etapa complementar.
Alexsander e Vitor Hugo marcaram para o Galo, aproveitando contra-ataques rápidos. O Bolívar reagiu com gols de Robson Matheus e Dorny Romero, este último de pênalti. A partida, disputada na noite de 17 de setembro, deixou a decisão aberta para o jogo de volta na Arena MRV.
- Empate em La Paz equilibra confronto das quartas de final.
- Atlético-MG precisa vencer por um gol de diferença para avançar.
- Bolívar desperdiçou pênalti com Cauteruccio antes do empate.
- Lesão de Cuello preocupa o Galo para a partida decisiva.
O confronto destaca contrastes entre as equipes. Enquanto o Atlético-MG busca romper um jejum de títulos continentais recentes, o Bolívar aposta na resiliência em casa para sonhar com a semifinal.
Preparativos intensos marcam a semana no CT do Galo. Treinadores ajustam táticas para explorar fraquezas do adversário boliviano, que raramente pontua em território nacional.
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— Flamengo (@Flamengo) September 23, 2025
Desempenho do Bolívar em confrontos brasileiros
O Bolívar acumula números desfavoráveis em visitas ao Brasil ao longo de torneios sul-americanos. Em 20 partidas disputadas, o time celeste conquistou apenas uma vitória, datada de 2002, contra o Athletico-PR pela Libertadores. Empates somam um único caso, enquanto derrotas representam 18 ocorrências, configurando 90% de insucessos.
Esses resultados refletem dificuldades de adaptação a condições climáticas e estilos de jogo predominantes no futebol brasileiro. O saldo de gols negativo chega a -54, com a defesa boliviana exposta em múltiplas ocasiões.
- 1 vitória: Athletico-PR 1 x 2 Bolívar (Libertadores 2002).
- 1 empate: contra time brasileiro não especificado em registros recentes.
- 18 derrotas: incluindo duelos contra Palmeiras, Grêmio e São Paulo.
- Aproveitamento geral: 6,7% em pontos conquistados.
O histórico reforça o otimismo no lado mineiro para o embate na Arena MRV. Jogadores como Hulk e Rony, autores de gols importantes na temporada, treinam finalizações para capitalizar erros defensivos do rival.
Análises táticas apontam para uma partida de alta intensidade. O Bolívar, treinado por foco em transições rápidas, enfrentará uma marcação cerrada imposta pelo Atlético-MG. Dados da Conmebol indicam que equipes bolivianas marcam em média 0,8 gol por jogo fora de casa contra brasileiros.
O encontro de 2000, único entre as equipes em solo brasileiro, terminou com vitória magra do Galo por 1 a 0 na fase de grupos da Libertadores. Esse precedente alimenta expectativas de repetição do resultado.
Estratégias do Atlético-MG para a partida decisiva
Treinador Jorge Sampaoli enfatiza a importância de controlar o ritmo desde o apito inicial. Com desfalques na defesa, como a ausência confirmada de Cuello após cirurgia no tornozelo, o Galo ajusta o esquema com Junior Alonso e Lyanco na zaga.
O meio-campo ganha reforço com Alan Franco, que retorna de suspensão. Escalações prováveis incluem Everson no gol, Natanael na lateral-direita e Gustavo Scarpa na armação de jogadas.
- Rotação no ataque: Rony e Hulk dividem responsabilidades ofensivas.
- Foco defensivo: Duas linhas de quatro para neutralizar contra-ataques.
- Exploração de bolas paradas: Cobranças de Scarpa geraram o segundo gol na ida.
- Recuperação física: Sessões de oxigenação para simular altitude residual.
O Bolívar, por sua vez, chega com oito jogos de invencibilidade na temporada boliviana. Vitórias recentes incluem goleada de 4 a 0 sobre o Guabirá, mas o histórico em viagens internacionais pesa contra.
Jogadores bolivianos como Melgar e Cauteruccio destacam a motivação extra pela Sul-Americana, principal torneio em disputa. No entanto, estatísticas mostram que o time sofre 2,7 gols por partida no Brasil.
O Atlético-MG acumula 10 jogos na Sul-Americana 2025, com cinco vitórias, três empates e duas derrotas. Artilheiro Hulk soma três gols na competição, seguido por Rony com dois.
Confronto direto e lições da ida em La Paz
O empate na Bolívia expôs vulnerabilidades de ambas as partes. O Galo liderou por 2 a 0 até o intervalo, mas o desgaste físico permitiu a reação adversária. Pênaltis perdidos e convertidos definiram o placar final.
Lesão de Tomás Cuello, aos 33 minutos do primeiro tempo, alterou o fluxo. O colombiano caiu após dividida e saiu chorando, com suspeita de ruptura ligamentar. Exames confirmam operação na terça-feira, afastando-o da temporada.
- Gols do Atlético-MG: Alexsander (45’/1ºT, contra-ataque) e Vitor Hugo (51’/1ºT, cobrança de falta).
- Gols do Bolívar: Robson Matheus (3’/2ºT, cabeceio) e Dorny Romero (42’/2ºT, pênalti).
- Cartões: Amarelos para Sampaoli (técnico), Natanael, Scarpa, Alonso e Franco; vermelho para Gariglio (Bolívar).
- Público: 25 mil torcedores no Hernando Siles, criando atmosfera hostil.
Árbitro Kevin Ortega, do Peru, gerenciou o jogo com VAR de Joel Alarcón. Decisões polêmicas, como os pênaltis por mão na bola, geraram debates entre treinadores.
O Bolívar eliminou o Cienciano nas oitavas com agregado de 4 a 0. Já o Atlético-MG superou o Godoy Cruz por 3 a 1 no somatório, com triunfo na Argentina marcando o fim do jejum de vitórias.
Rival de La Paz: o caso do Strongest
Clubes de La Paz compartilham desafios em deslocamentos ao Brasil. O Strongest, arquirrival do Bolívar, registra desempenho ainda mais precário: 21 jogos, uma vitória e 20 derrotas, equivalendo a 95% de reveses.
O único triunfo do Tigre ocorreu em 1971, contra o Palmeiras pela Libertadores. Desde então, confrontos contra São Paulo, Athletico, Internacional, Santos, Fluminense e Grêmio resultaram em derrotas.
- 1 vitória: Palmeiras 1 x 2 Strongest (Libertadores 1971).
- 20 derrotas: Incluindo goleadas como 0-5 para o Grêmio em 2017.
- Saldo de gols: -62, com média de 3 gols sofridos por partida.
- Aproveitamento: Menos de 5% em pontos fora.
O Estádio Hernando Siles, compartilhado pelas equipes, amplifica o fator casa em La Paz. No entanto, viagens ao Brasil expõem limitações físicas e táticas, com altitude invertida como desvantagem.
O Strongest não perde para brasileiros em casa na Libertadores há 12 anos. Última derrota ocorreu em 2013 para o Atlético-MG de Ronaldinho Gaúcho. Bahia tentará quebrar esse tabu em fevereiro de 2025.
Esses padrões regionais destacam a supremacia brasileira em competições continentais. Equipes como Palmeiras e Grêmio acumulam vitórias em altitudes elevadas, usando preparações específicas.
Preparação e expectativa para a Arena MRV
Belo Horizonte recebe o Bolívar com clima ameno e torcida inflamada. A Arena MRV, casa do Galo desde 2023, registra média de 40 mil pagantes em jogos decisivos. Ingressos esgotam rapidamente para o duelo de 24 de setembro, às 19h.
Transmissão ocorre pelo Disney+, com narração de Galvão Bueno e comentários de Craque Neto. Expectativa envolve 4,28 milhões de reais em premiação para o classificado às semifinais.
- Capacidade da Arena MRV: 46 mil lugares, com setor popular lotado.
- Previsão climática: 22 graus Celsius, sem chuva.
- Arbitragem: Árbitro brasileiro Raphael Claus, auxiliado por Bruno Pires e Rodrigo Correa.
- Apostas: Favoritismo ao Atlético-MG com odds de 1.50 para vitória simples.
O Bolívar viaja com delegação de 25 jogadores, incluindo reforços como Carlos Melgar. Treinador boliviano prioriza descanso para mitigar jet lag e fadiga.
Atlético-MG integra jovens como Ruan, que treina pela primeira vez com o grupo principal. Sampaoli elogia a versatilidade do elenco, misturando experiência e velocidade.
A Sul-Americana 2025 conta com sete representantes brasileiros: Atlético-MG, Corinthians, Cruzeiro, Fluminense, Grêmio, Vasco e Vitória. Fase de grupos ocorreu de abril a maio, com final marcada para 22 de novembro em Santa Cruz de la Sierra.
O torneio oferece vaga direta na Libertadores 2026 e Recopa Sul-Americana. Histórico recente mostra domínio brasileiro, com cinco títulos nas últimas dez edições.







