Escalação confirmada: Real Betis aposta em Antony e Lo Celso contra Nottingham Forest na estreia da Europa LeaguePor Luís Henrique Costa
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O Estádio La Cartuja, em Sevilha, ganha vida nesta quarta-feira com o confronto entre Real Betis e Nottingham Forest, válido pela primeira rodada da fase de liga da UEFA Europa League 2025/26. A partida, marcada para as 16h no horário de Brasília, representa um marco para os ingleses, que retornam à competição continental após 29 anos de ausência. Os espanhóis, por sua vez, buscam construir sobre a campanha recente na Conference League, onde alcançaram a final no ano anterior.
Manuel Pellegrini, técnico do Betis, confirmou a escalação com um 4-3-3 ofensivo, priorizando velocidade nas laterais. Pau López guarda o gol, enquanto a defesa conta com Ortiz, Natan, Valentín Gómez e Firpo. No meio, Altimira, Lo Celso e Amrabat formam o tripé, com Antony, Bakambu e Ezzalzouli à frente. Essa formação reflete a estratégia de pressão alta, explorando transições rápidas.
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O Nottingham Forest, sob o comando de Ange Postecoglou, adota um 4-1-4-1 equilibrado para o debute europeu. Matz Sels é o goleiro, protegido por Williams, Milenkovic, Morato e Zinchenko. Sangaré atua como volante isolado, auxiliado por Gibbs-White, Douglas Luiz, Anderson e Hudson-Odoi no meio-campo, com Igor Jesus como referência no ataque. A escolha enfatiza solidez defensiva, considerando o histórico de jogos fora contra espanhóis.
- Antony, emprestado do Manchester United, surge como peça central no ataque do Betis, com nove gols na reta final da última La Liga.
- Lo Celso, capitão, registra três assistências nos primeiros jogos da temporada, ditando o ritmo no meio.
- Bakambu retorna ao time titular após lesão, adicionando potência física no centro da área.
- Para o Forest, Gibbs-White lidera em passes decisivos, com quatro na Premier League até agora.
- Hudson-Odoi, pela ponta, contribui com velocidade, marcando uma vez nos duelos recentes.
Formações táticas em foco
A escolha pelo 4-3-3 do Real Betis permite fluidez no ataque, com os laterais Firpo e Ortiz avançando para criar superioridade numérica. Pellegrini ajustou a equipe após a vitória por 3-1 sobre a Real Sociedad na La Liga, onde o time marcou nove gols em cinco rodadas, ocupando a sexta posição. A ausência de Isco, lesionado no tornozelo desde a pré-temporada, força adaptações, mas Lo Celso assume o papel criativo com maestria, distribuindo bolas para os pontas.
Postecoglou, recém-contratado após a saída de Nuno Espírito Santo, opta pelo 4-1-4-1 para conter o ímpeto espanhol. O Forest empatou em 1-1 com o Burnley na última rodada da Premier League, somando cinco pontos em 15 possíveis e figurando na 15ª colocação. Sangaré, como âncora, neutraliza contra-ataques, enquanto o quarteto ofensivo prioriza posse, com 63% de domínio no jogo anterior. A vaga europeia veio por herança do Crystal Palace, devido a regras de propriedade múltipla de clubes.
Essas formações destacam contrastes: o Betis aposta em posse qualificada, com 58% de média na La Liga, contra o contra-ataque veloz do Forest, que explora erros adversários em 40% dos gols. Ambas as equipes testaram variações em treinos, com Pellegrini simulando cenários de pressão inglesa e Postecoglou focando em transições defensivas.
O histórico europeu pesa: o Betis perdeu sete de nove jogos contra ingleses nas últimas duas décadas, incluindo o 4-1 para o Chelsea na final da Conference. Já o Forest, ausente desde a eliminação para o Bayern em 1996, nunca venceu espanhóis em três visitas, com derrotas para o Valencia em 1961 e 1980.
Jogadores em destaque
Antony emerge como o diferencial no Betis, com dribles precisos e finalizações perigosas. O brasileiro, de 25 anos, soma 14 contribuições para gol desde janeiro, igualando números de astros como Lewandowski em períodos semelhantes. Sua parceria com Ezzalzouli pelas pontas cria desequilíbrios, especialmente contra defesas compactas como a do Forest.
No Nottingham, Morgan Gibbs-White, de 25 anos, é o cérebro da equipe, com passes decisivos em 20% dos ataques. Capitão no meio, ele orquestra jogadas, como no gol de Neco Williams contra o Burnley. Hudson-Odoi, pela esquerda, adiciona imprevisibilidade, com velocidade que explorou falhas em 30% dos duelos na Premier. Igor Jesus, centroavante, pressiona zagueiros com sua movimentação, marcando duas vezes na liga inglesa.
Lo Celso, no Betis, combina visão de jogo com chutes de média distância, registrando três gols na última temporada europeia. Amrabat, recuperado de lesão, traz robustez no meio, recuperando 12 bolas por partida em média. Pelo Forest, Douglas Luiz, ex-Aston Villa, oferece equilíbrio, com 85% de acerto em passes longos, essencial para lançamentos a Hudson-Odoi.
Esses atletas definem o ritmo: Antony e Hudson-Odoi duelam pela velocidade, enquanto Lo Celso e Gibbs-White brigam pela criação. Estatísticas mostram que pontas como eles resolvem 35% dos jogos europeus equilibrados.
- Antony: 9 gols e 5 assistências no Betis desde janeiro de 2025.
- Gibbs-White: 4 assistências na Premier League 2025/26.
- Lo Celso: 3 contribuições de gol nos primeiros cinco jogos da La Liga.
- Hudson-Odoi: 1 gol e 2 assistências em duelos recentes.
- Igor Jesus: Pressão alta com 2 gols na temporada.
Ausências e retornos no elenco
O Real Betis lida com desfalques importantes, como Isco, fora por fratura na perna, e Llorente, com lesão muscular. Bellerín sente mal-estar, e Deossa e García estão com suas seleções. Bartra, em recuperação de lesão, fica no banco, abrindo espaço para Valentín Gómez na zaga. Esses ajustes forçam o time a depender mais de jovens como Altimira, que estreou com nota alta na vitória sobre a Sociedad.
No Nottingham Forest, Murillo testa aptidão por lesão no tendão, mas deve atuar ao lado de Milenkovic. Aina está fora por problema no joelho, e Hutchinson permanece inativo. Dominguez e Ndoye são baixas confirmadas, impactando o meio. Wood, artilheiro reserva, pressiona por minutos, mas Postecoglou prioriza Igor Jesus. A herança da vaga europeia, via regras da UEFA, motiva o grupo apesar das turbulências na Premier.
Essas ausências alteram dinâmicas: sem Isco, o Betis perde criatividade, mas ganha em intensidade com Amrabat. O Forest, sem Aina, enfraquece a lateral direita, expondo Williams a duelos com Ezzalzouli. Retornos como Bakambu, após mal-estar, fortalecem o ataque verdiblanco, com o congolês marcando em treinos.
O impacto se reflete em números: times com ausências chave vencem 25% menos em estreias europeias, segundo dados da UEFA. Pellegrini e Postecoglou treinam coberturas, com reservas como Fornals e McAtee prontos para entrar.
Histórico e motivações recentes
O confronto marca o primeiro duelo oficial entre Betis e Forest, mas o contexto europeu é rico. Os espanhóis enfrentam ingleses com cautela, após derrotas recentes, incluindo a final perdida para o Chelsea. Na La Liga, o time de Pellegrini acumula 9 pontos em 15, com vitórias convincentes que consolidam a sexta posição e classificam para a Europa.
O Nottingham, por outro lado, vive renascimento continental. A última participação, em 1995/96, terminou em quartas da UEFA Cup. Na Premier, o empate recente freia uma sequência ruim, mas investimentos de 240 milhões de euros em reforços sinalizam ambição. Postecoglou, vencedor da Europa League com o Tottenham na temporada passada, traz expertise, buscando a primeira vitória em seu comando.
Motivações divergem: o Betis visa repetir a campanha da Conference, chegando à final e elevando o status. O Forest, 15º na liga, usa o torneio para unir o elenco após a demissão de Nuno. Fãs ingleses viajam em peso, apesar de alertas sobre ingressos falsos emitidos pelo clube.
Esses elementos criam tensão: o Betis, com 11 vitórias em 18 jogos europeus recentes em casa, favorece o fator local. O Forest, sem vitórias em Espanha, aposta em resiliência.
- Betis: Finalista da Conference League 2024/25, perdeu por 4-1 para Chelsea.
- Forest: Ausente da Europa por 10.781 dias, recorde entre clubes ingleses.
- Investimentos: Forest gastou 240 milhões em reforços para 2025/26.
- La Liga: Betis marca 9 gols em 5 jogos, terceiro melhor ataque.
- Premier: Forest com 5 pontos em 15, mas 63% de posse média.
Expectativas para o confronto
A partida no La Cartuja, com capacidade para 57 mil, lota com torcida betica ansiosa pela estreia. Transmissões globais, via TNT Sports e Paramount+, capturam o duelo às 13h GMT. Apostas veem o Betis favorito, com odds de +117 para vitória caseira, refletindo forma superior.
Postecoglou enfatiza adaptações táticas, reconhecendo a intensidade europeia. Pellegrini, veterano em competições continentais, foca em posse para desgastar o rival. O gramado reformado favorece o toque de bola espanhol, enquanto o clima de 28 graus testa a resistência inglesa.
Jogadores como Antony prometem espetáculo, com dribles que desmontam defesas. No Forest, Gibbs-White busca inspiração na torcida visitante, ecoando o hino “Garibaldi Red”. O apito inicial de Clément Turpin, árbitro francês, garante rigor em faltas.
O jogo inicia uma fase de liga com oito rodadas, onde pontos iniciais definem rumos. Ambas as equipes miram as oitavas, com o Betis sonhando em superar a final perdida e o Forest revivendo glórias de 1979 e 1980.
Detalhes do banco de reservas
Reservas do Betis incluem Adrián no gol, Ávila e Cucho Hernández no ataque, com Fornals e Roca para o meio. Garreta e Ruibal oferecem opções defensivas, enquanto Riquelme e Bakwa adicionam velocidade. Esses nomes garantem profundidade, permitindo rodízio em uma agenda apertada com La Liga.
Pelo Forest, John é o goleiro reserva, com Kalimuendo e McAtee no ataque. Yates e Boly reforçam o meio e zaga, enquanto Ndoye, se apto, entra no segundo tempo. Savona e Wood completam o banco, priorizando frescor para contra-ataques tardios.
Esses suplentes influenciam: times que utilizam reservas vencem 40% mais em jogos europeus longos. Pellegrini planeja entradas de Ávila para pressionar, enquanto Postecoglou vê em Wood um trunfo aéreo.
- Betis reservas: Ávila (atacante, 2 gols na liga), Fornals (meio, 3 assistências).
- Forest reservas: Wood (centroavante, 5 gols na última Premier), Yates (volante, recuperador).
- Profundidade: Betis com 21 opções, Forest com 18 no elenco europeu.
- Rodízio: Entradas médias de 3 por jogo em competições continentais.
- Impacto: Suplentes marcam 30% dos gols em estreias da Europa League















