Copa 2026 nos EUA: Trump propõe realocar partidas de locais com alto risco de criminalidade
Trump afirmou, em entrevista no Salão Oval da Casa Branca, que transferiria jogos da Copa do Mundo de 2026 de cidades americanas consideradas inseguras. O presidente citou especificamente Seattle e São Francisco, governadas por democratas, como exemplos de locais sob risco. A declaração ocorreu na quinta-feira, 25 de setembro de 2025, durante questionamento de jornalistas sobre preparativos do torneio.
A Copa do Mundo de 2026 ocorrerá de 11 de junho a 19 de julho, organizada por Estados Unidos, Canadá e México, com 48 seleções participantes. Seis partidas estão previstas para o Lumen Field, em Seattle, e outras seis no Levi’s Stadium, em Santa Clara, próximo a São Francisco. Trump enfatizou que a Fifa supervisiona os locais, mas ele interviria para garantir proteção aos eventos.
O torneio distribuirá 104 jogos por 16 cidades, sendo 78 nos Estados Unidos. Cidades como Atlanta, Boston e Los Angeles também sediarão partidas, incluindo semifinais e a final em Nova York. A medida proposta por Trump visa evitar incidentes em áreas com altas taxas de criminalidade, segundo dados recentes de segurança pública.
- Planejamento inicial da Fifa confirma 11 sedes nos EUA.
- Orçamento federal de 625 milhões de dólares alocado para reforços.
- Sorteio das chaves agendado para 5 de dezembro em Washington.
Cidades visadas recebem críticas diretas
Seattle registra aumento de 15% em incidentes violentos nos últimos dois anos, conforme relatórios locais. Trump destacou essa estatística ao questionar a capacidade das autoridades municipais de lidar com multidões internacionais.
São Francisco enfrenta desafios semelhantes, com furtos e protestos frequentes na região central. O presidente argumentou que tais condições poderiam comprometer a operação dos jogos.
Investimentos federais em proteção
O governo americano destinou 625 milhões de dólares para segurança da Copa em julho de 2025. Esses recursos cobrem treinamento de forças locais e monitoramento de ameaças, como drones, em todas as sedes.
Uma força-tarefa da Casa Branca, liderada por Andrew Giuliani, coordena a distribuição proporcional entre as cidades. Medidas incluem scanners avançados e patrulhas federais durante os eventos.
Adicionalmente, 500 milhões de dólares foram aprovados para contramedidas contra veículos aéreos não tripulados. Essa iniciativa responde a alertas de inteligência sobre riscos em grandes aglomerações.
O pacote faz parte de uma lei aprovada pelo Congresso, que prioriza eventos esportivos de magnitude global. As verbas reembolsam custos reportados pelas prefeituras anfitriãs.

Relação entre Trump e a Fifa avança
Trump mantém contato próximo com Gianni Infantino, presidente da Fifa. Os dois se reuniram recentemente na Casa Branca para discutir logística do torneio.
Infantino elogiou o compromisso americano com a segurança em eventos passados, como o Club World Cup. A entidade máxima do futebol confirmou que contratos com sedes são firmes, mas alterações pontuais podem ser negociadas.
Cronologia dos preparativos para 2026
A escolha das sedes foi anunciada pela Fifa em fevereiro de 2024. Nesse período, candidaturas passaram por avaliações de infraestrutura e capacidade hoteleira.
Em junho de 2025, o calendário detalhado foi divulgado, com horários ajustados para evitar conflitos climáticos. Testes de segurança ocorreram em estádios selecionados.
Julho trouxe a aprovação orçamentária federal, alinhada a demandas das comitês locais. Dezembro marcará o sorteio, definindo confrontos iniciais.
O torneio expandido para 48 times exige coordenação tripartite entre os países anfitriões. Acordos bilaterais garantem mobilidade de torcedores entre fronteiras.
Declarações sobre outras localidades
Chicago, apesar de não sediar jogos, foi mencionada por Trump como alvo de intervenções. O presidente planeja enviar a Guarda Nacional para reduzir crimes na cidade.
Memphis e Washington já receberam tropas federais recentemente. Trump creditou essas ações por quedas em índices de criminalidade local.
Boston e Los Angeles, com oito jogos cada, permanecem sob escrutínio. Autoridades locais defendem planos de contingência robustos para o período.
Medidas contra ameaças aéreas
Drones representam risco crescente em eventos esportivos, segundo o Centro Nacional de Contraterrorismo dos EUA. Uma ordem executiva de Trump em junho de 2025 ampliou contramedidas.
O Congresso aprovou fundos para detecção e neutralização de aparelhos suspeitos. Treinamentos envolvem policiais estaduais em todas as sedes.
Fifa e Uefa discutiram protocolos semelhantes para competições europeias. A tecnologia será testada em amistosos preparatórios.
Especialistas preveem que esses sistemas cubram fan zones e acessos a estádios. A implementação visa prevenir incidentes sem interrupções ao fluxo de espectadores.
Preparativos logísticos em foco
Estádios como o Gillette, em Foxborough, perto de Boston, receberão quartas de final em 9 de julho de 2026. Reformas incluem expansão de assentos e melhorias em iluminação. Transporte público em Nova York será reforçado para a final. Parcerias com companhias aéreas facilitam chegadas internacionais.
Hotéis em Dallas e Houston reservam 70% de capacidade para delegações. Contratos garantem tarifas fixas durante o torneio. A expansão para 104 partidas demanda 12 estádios americanos com capacidade acima de 40 mil lugares. Fifa monitora conformidade ambiental em todos os locais.
Trump reforçou que o evento impulsionará a economia local, com projeções de 5 bilhões de dólares em receitas. Políticas de visto facilitam entrada de fãs qualificados.

















