Conmebol apresenta proposta para Copa de 2030 com 64 seleções em reunião da Fifa na SuíçaPor Maria
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A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) formaliza nesta quinta-feira, 2 de outubro de 2025, em Zurique, na Suíça, uma proposta para expandir a Copa do Mundo de 2030 para 64 seleções. O anúncio ocorre durante reunião do Conselho da Fifa, com presença de 37 dirigentes, incluindo representantes sul-americanos que apoiam a iniciativa. A medida visa celebrar os 100 anos do torneio, cuja primeira edição aconteceu no Uruguai em 1930, e aumentar a inclusão de equipes de diversos continentes.
A entidade sul-americana argumenta que a ampliação, pontual para 2030, permitiria mais jogos na América do Sul, com Argentina, Uruguai e Paraguai como sedes de grupos completos na fase inicial. Essa estrutura adicionaria pelo menos 18 partidas ao calendário sul-americano, além de elevar o total de confrontos para 128.
- A proposta garante vagas diretas para todas as 10 seleções da Conmebol, incluindo a Venezuela, que nunca participou de um Mundial.
- Países africanos e asiáticos poderiam se beneficiar com mais oportunidades de classificação.
- O formato atual de 48 seleções, testado em 2026 nos Estados Unidos, Canadá e México, serve de base para a expansão.
O presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, coordena o esforço, com apoio de líderes governamentais de Uruguai e Paraguai, que participaram de discussões prévias em Nova York no mês passado.
Detalhes da proposta em análise
A iniciativa ganhou contornos formais após reuniões preliminares, como a de 23 de setembro em Nova York, onde Domínguez se encontrou com o presidente da Fifa, Gianni Infantino. Ali, representantes das federações argentina, uruguaia e paraguaia defenderam a ideia de um torneio mais inclusivo para marcar o centenário.
O plano prevê seis países-sede: Espanha, Portugal e Marrocos como principais, com os três jogos inaugurais e grupos iniciais na América do Sul. Essa divisão geográfica facilitaria a logística e homenagearia a origem do Mundial.
A Fifa analisa o pedido, mas não espera decisão imediata. Alterações no regulamento demandam avaliação técnica, e o tema pode retornar ao Congresso da entidade em abril de 2026, no Canadá.

Argumentos a favor da inclusão maior
A Conmebol destaca que o aumento para 64 equipes representaria quase um terço das 211 federações filiadas à Fifa. Essa proporção ampliaria a representatividade global, especialmente para regiões sub-representadas.
Dirigentes sul-americanos enfatizam o crescimento das competições continentais, com maior audiência e patrocínios. A entidade relata avanços em visibilidade internacional, o que justificaria mais exposição no Mundial.
Uma força-tarefa contra o racismo, lançada recentemente pela Conmebol, reforça o compromisso com valores éticos no futebol. Essa iniciativa, apoiada por ex-jogadores, integra o pacote de propostas para um torneio mais sustentável.
Resistências de outras confederações
A Uefa, liderada por Aleksander Čeferin, manifesta oposição à expansão. O presidente europeu alerta para impactos no calendário, com necessidade de mais datas para 128 jogos, o que afetaria ligas nacionais.
A Concacaf e a AFC também questionam aspectos logísticos e financeiros. Representantes dessas entidades preveem custos elevados em infraestrutura e viagens, além de desequilíbrios em eliminatórias.
Formato inédito e implicações logísticas
O modelo proposto altera o torneio para uma estrutura com 16 grupos de quatro equipes cada, avançando os dois primeiros para oitavas de final. Essa configuração demandaria ajustes em estádios, com capacidade para audiências maiores em múltiplos continentes.
Preparações incluem renovações em arenas sul-americanas, como o Estádio Centenário no Uruguai. A Fifa estuda viabilidade técnica, priorizando segurança e transmissão global.
Países-sede sul-americanos planejam investimentos em transporte e hospedagem para grupos completos. Essa divisão reduziria sobrecarga em sedes europeias e africanas.
Coordenação entre confederações exige harmonização de fusos horários para transmissões. A Conmebol sugere rodízio de jogos matinais e noturnos para otimizar alcance.
Apoio governamental na articulação
Governos de Uruguai e Paraguai enviam representantes ao Conselho da Fifa. O presidente uruguaio, Yamandú Orsi, e o paraguaio, Santiago Peña, participaram de encontros iniciais, reforçando o viés histórico da proposta.
Autoridades argentinas acompanham o processo, alinhadas à federação local. Essa união política visa pressionar por aprovação, destacando benefícios econômicos para o continente.
A iniciativa se insere em esforços maiores de integração sul-americana no esporte. Federações planejam campanhas conjuntas para promover o centenário.
Perspectivas para decisão futura
O Conselho da Fifa reúne 37 membros, com 20 inclinados contra a ampliação inicial. Debates desta quinta focam em prós e contras, sem votação prevista.
Qualquer mudança depende de consenso amplo. A Conmebol busca aliados em África e Ásia para contrabalançar resistências europeias.







