Crefisa, de Leila Pereira do Palmeiras, concede R$ 80 mi ao Vasco em operação de recuperação judicialPor Luís Henrique Costa
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O Vasco da Gama anunciou, nesta quarta-feira, 1º de outubro de 2025, um acordo com a Crefisa para um empréstimo de R$ 80 milhões no Rio de Janeiro. A operação, na modalidade DIP (Debtor-in-Possession), visa estabilizar o fluxo de caixa do clube, que está em recuperação judicial. O recurso cobre despesas como salários, obrigações fiscais e fornecedores até dezembro. O presidente Pedrinho destacou a escolha da Crefisa, ligada à presidente do Palmeiras, Leila Pereira, por oferecer as melhores condições após análise de 40 instituições financeiras.
A transação aguarda aprovação da 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, com previsão de liberação em 15 dias. O financiamento é parte do plano de reestruturação do clube, iniciado para quitar dívidas e garantir operações. A Crefisa, controlada por José Roberto Lamacchia, também destinou R$ 5 milhões para projetos incentivados.
- Pagamento de salários atrasados para jogadores e staff.
- Quitação de débitos com fornecedores estratégicos.
- Regularização de obrigações fiscais e trabalhistas.
O acordo reforça a confiança no plano de recuperação, com assembleias de credores marcadas para novembro.
Negociação detalhada para o empréstimo
O Vasco contatou mais de 60 instituições financeiras para o financiamento. Após rodadas de negociação, cinco propostas foram recebidas, com a Crefisa selecionada por taxas e prazos vantajosos.
A escolha adiou a captação inicial, mas garantiu melhores termos, segundo Pedrinho. O processo envolveu assessores financeiros e análises detalhadas do plano de recuperação.
Financiamento DIP e sua relevância
O modelo DIP é usado por empresas em recuperação judicial para priorizar credores essenciais. No Brasil, clubes como o Botafogo já adotaram a prática desde 2020.
O Vasco utiliza os R$ 80 milhões para despesas operacionais, com parcelas mensais. O recurso reduz atrasos salariais em 90%, conforme projeções internas.
A 4ª Vara Empresarial analisa a compatibilidade do pleito com o fluxo de caixa. A juíza solicitou ajustes no plano, já fornecidos pelo clube.
Parceria com a Crefisa
José Roberto Lamacchia, dono da Crefisa e marido de Leila Pereira, facilitou as negociações. A relação entre as gestões fortaleceu o acordo, que inclui verbas extras para projetos esportivos e culturais.
Leila Pereira, presidente do Palmeiras, não atua diretamente na gestão da Crefisa. O foco do Vasco permanece na estabilidade financeira, sem interferência esportiva.
A colaboração reflete discussões anteriores, como naming rights de estádios. O clube carioca prioriza a transparência com a torcida.
Aplicação dos recursos financeiros
Os R$ 80 milhões cobrem salários atrasados, débitos fiscais e pagamentos a fornecedores. O plano de recuperação judicial monitora os gastos mensalmente para relatórios à Justiça.
Projetos incentivados, como clínicas de futebol em São Januário, recebem R$ 5 milhões iniciais. Essas iniciativas visam engajar jovens atletas e a comunidade.
O aporte evita paralisação de atividades e apoia negociações com credores. O clube estima regularizar compromissos trabalhistas até dezembro.
Jogo contra o Palmeiras
Horas após o anúncio, Vasco e Palmeiras se enfrentam às 19h no Allianz Parque, pela 26ª rodada do Brasileirão. O Vasco, 12º com 30 pontos, busca pontos para fugir do Z-4.
O Palmeiras, líder com folga, mantém invencibilidade em casa. O histórico recente favorece o time alviverde, com vitórias em 2024 e 2025.
Planejamento para 2026
O empréstimo alinha-se às metas de equilíbrio financeiro do Vasco para 2026. A recuperação judicial avança com assembleias de credores em novembro, reforçando a gestão financeira.







