Golpe do bilhete premiado faz vítimas entregarem fortunas em troca de prêmios falsos no BrasilPor Luís Henrique Costa
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Criminosos aplicam o golpe do bilhete premiado em ruas movimentadas de cidades brasileiras, como Goiânia e Brasília, onde abordam pedestres com promessas de divisão de prêmios milionários. A fraude ocorre diariamente, com golpistas fingindo possuir bilhetes de loterias federais que não podem resgatar sozinhos. Vítimas, muitas vezes idosas, transferem dinheiro ou entregam joias após verificações falsas de autenticidade.
Um segundo comparsa surge para confirmar o valor do bilhete, simulando ligações para bancos como a Caixa Econômica Federal. O esquema explora a confiança das pessoas, levando a saques imediatos em agências próximas. Autoridades registram casos com prejuízos acima de R$ 1 milhão por operação.
- Golpistas se apresentam como pessoas humildes ou analfabetas.
- Usam bilhetes falsos com números de sorteios reais para credibilidade.
- Exigem “garantia” financeira antes de entregar o suposto prêmio.
Abordagem inicial dos estelionatários
Golpistas escolhem locais próximos a bancos ou feiras para iniciar o contato. Eles pedem informações sobre endereços e revelam o bilhete, alegando dificuldades para sacar o prêmio devido a restrições religiosas ou falta de documentos. Essa narrativa cria empatia imediata na vítima.
Um cúmplice intervém, fingindo ser um transeunte que verifica o bilhete e o declara autêntico. Os dois convencem a pessoa a acompanhar até uma agência bancária para “liberar” o valor.
Etapas para convencer a vítima
O grupo leva a vítima a uma agência da Caixa Econômica Federal, onde simulam confirmações com papéis falsos ou chamadas encenadas. Eles argumentam que o prêmio exige uma caução para transferência, prometendo devolução multiplicada.
Vítimas sacam valores altos, como R$ 50 mil diários, ou vendem bens para cumprir o “acordo”. Após o pagamento, os criminosos desaparecem, deixando o bilhete inútil.
Casos recentes envolvem quadrilhas de estados como Rio Grande do Sul e São Paulo, com prisões por estelionato e associação criminosa.
- Simulação de ligação para gerente bancário.
- Uso de dinheiro falso em envelopes para iludir.
- Pressão para sigilo e rapidez na transação.
Variações modernas do esquema
Fraudes evoluem com anúncios falsos em redes sociais, prometendo prêmios de rifas ou loterias online. Golpistas ligam após cliques em links, exigindo procedimentos para “liberar” valores como R$ 50 mil.
Em abordagens presenciais, incorporam elementos digitais, como apps falsos para verificação. Prejuízos chegam a R$ 250 mil em transferências para contas desconhecidas.
Idosos permanecem alvos principais, com relatos de saques em múltiplos bancos.
Sinais de alerta no golpe
Abordagens inesperadas por estranhos com histórias de prêmios rápidos indicam risco. Bilhetes reais são resgatados apenas em lotéricas ou agências oficiais, sem divisão com desconhecidos.
- Verificação oficial só via canais da Caixa.
- Nenhum prêmio exige pagamento prévio.
- Desconfie de comparsas que confirmam narrativas.
Autoridades recomendam registrar boletins de ocorrência imediatamente após suspeitas. Prisões recentes desmantelam grupos que operam em várias cidades, recuperando parte dos bens.







