Alexander Zverev questiona tratamento dado a Sinner e Alcaraz, enquanto Morón aponta busca por justificativasPor Bruna
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Alexander Zverev, número 3 do ranking da ATP, criticou abertamente os organizadores de torneios durante sua estreia no Masters 1000 de Xangai, na China, em 4 de outubro de 2025. O alemão alegou que as superfícies das quadras estão sendo padronizadas para beneficiar Jannik Sinner e Carlos Alcaraz, o que limita a variedade no tênis. A declaração veio logo após sua vitória por 6-4 e 6-4 contra o francês Valentin Royer, mas foi rapidamente contestada por analistas.
O tenista alemão, que luta contra lesões recorrentes, machucou o pé durante o jogo e já vinha de um ano irregular, com apenas um título no ATP 500 de Munique.
Suas palavras ecoam opiniões anteriores de Roger Federer, mas geram debate sobre se Zverev busca explicações externas para resultados abaixo do esperado.
- Ele chegou à final do Australian Open em janeiro, mas perdeu para Sinner em sets diretos.
- Em Wimbledon, caiu na primeira rodada para Arthur Rinderknech.
- Nos Masters de Toronto e Cincinnati, não avançou além das oitavas.
Desempenho irregular na temporada
Zverev começou 2025 com expectativas altas após melhorias no fim do ano anterior, mas viu sua forma cair após a derrota em Melbourne. O alemão, vice-campeão em Roland Garros de 2024, ergueu apenas o troféu em Munique, no saibro, e falhou em capitalizar a suspensão de três meses de Sinner pela WADA.
Resultados em quadras rápidas, como Miami e Indian Wells, foram medianos, com eliminações precoces que afetaram sua confiança.

Críticas de José Morón às queixas
José Morón, analista experiente, reagiu às falas de Zverev em postagem pública, afirmando que o alemão repete argumentos de Federer, mas com viés pessoal.
Morón destacou que as declarações são parcialmente válidas, pois a uniformização das quadras reduz estilos variados no circuito. No entanto, ele apontou que Zverev parece usar o tema para explicar derrotas em torneios chave. Em Miami, Zverev perdeu nas oitavas para Arthur Fils em uma quadra considerada rápida.
Toronto e Cincinnati, também velozes, trouxeram saídas cedo contra rivais de menor ranking. O analista concluiu que o foco deveria estar na adaptação, não em acusações aos diretores de torneio.
Histórico de lesões e desafios físicos
Zverev enfrenta desconforto nas costas há semanas, agravado pelo calor úmido de Xangai. Durante o jogo contra Royer, ele pediu atendimento médico no último game de saque, mas fechou a partida sem ceder sets.
O alemão, de 28 anos, já havia lidado com problemas semelhantes em Pequim, onde caiu nas quartas para Daniil Medvedev. Esses incidentes somam-se a uma temporada com 47 vitórias e 20 derrotas, mas sem o breakthrough em Grand Slams.
Ele viajou a Manacor, na Espanha, para treinar com Toni Nadal após Wimbledon, visando corrigir falhas técnicas. Resultados subsequentes, como o US Open, onde parou nas oitavas, não refletiram avanços imediatos.
No entanto, Zverev soma 24 vitórias em quadras duras este ano, mostrando resiliência apesar das adversidades.
Treino em Manacor e ajustes táticos
Após a eliminação em Wimbledon, Zverev optou por uma semana intensiva em Manacor com Toni Nadal, focando em transições e consistência no saque.
O período incluiu sessões diárias de seis horas, com ênfase em rallies longos para simular quadras lentas.
Retorno aos torneios norte-americanos trouxe vitórias iniciais, mas tropeços em momentos decisivos. Ele acumula sete títulos em Masters 1000, incluindo o de 2019 em Xangai, onde chegou à final.
Perspectivas no circuito ATP
Zverev segue como um dos principais contendores, com histórico de 493 vitórias em 687 jogos na carreira. Sua participação em Xangai, contra Arthur Rinderknech nas oitavas, pode definir o rumo da reta final da temporada.
O alemão defende pontos em Paris e busca vaga no ATP Finals, onde foi vice em 2021. Analistas notam que sua potência no saque, com média de 12 aces por jogo, permanece elite.
Reações no mundo do tênis
Sinner respondeu às acusações, afirmando que adaptações são parte do esporte e que quadras não são escolhidas por jogadores. Federer, em entrevista recente, endossou a necessidade de variedade para preservar estilos únicos.
Outros tenistas, como Novak Djokovic, mencionaram fadiga com calendários apertados, mas sem culpar superfícies diretamente.
O debate sobre padronização ganhou força com dados da ATP, mostrando redução de 15% na velocidade média das quadras desde 2020.







