Grêmio cobra CBF por erros de arbitragem e Marlon pode pegar até 6 jogos de punição no BrasileirãoPor Maria
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Lateral Marlon, do Grêmio, pode enfrentar suspensão de um a seis jogos e multa de R$ 100 mil após declarações críticas à arbitragem na derrota por 1 a 0 para o Red Bull Bragantino, em Bragança Paulista, no sábado (4). O caso ocorreu na 27ª rodada do Campeonato Brasileiro Série A de 2025, com o jogador enquadrado no artigo 243-F do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que trata de ofensas à honra relacionadas ao esporte. A Comissão de Arbitragem da CBF afastou os árbitros envolvidos para treinamento, reconhecendo falhas na partida.
O Grêmio protocolou pedido formal para anular cartões aplicados a Marlon e ao zagueiro Kannemann, expulso no primeiro tempo por suposta agressão. A entidade máxima do futebol brasileiro determinou aprimoramento interno para os responsáveis pelo VAR e pelo apito central, visando corrigir interpretações de lances como pênalti nos acréscimos e expulsão polêmica. Clubes como o São Paulo também reclamaram de erros em jogos da mesma rodada, o que ampliou o debate sobre a qualidade da arbitragem nacional.
Declarações do lateral geram repercussão
Marlon expressou insatisfação com decisões que, segundo ele, prejudicaram o time ao longo da temporada. O jogador destacou lances específicos, como o pênalti marcado contra si e a expulsão de Kannemann, sem critério claro. A repercussão das falas levou a análise do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) para possível aplicação de pena.
O desabafo ocorreu na saída de campo, onde Marlon cobrou profissionalização dos árbitros e suporte da CBF. Ele mencionou prejuízos em partidas anteriores, incluindo clássicos e confrontos contra outros adversários. A CBF confirmou o afastamento temporário dos árbitros para avaliação.
Ações do Grêmio contra erros acumulados
O clube gaúcho documentou 15 equívocos graves de arbitragem em 2025, com impactos em resultados e pontos perdidos. Diretoria enviou ofício ao Departamento de Competições da CBF solicitando anulações e medidas corretivas.
Executivos do Grêmio, incluindo o presidente Alberto Guerra, planejam reuniões presenciais no Rio de Janeiro para propor qualificação nacional da arbitragem. O movimento visa reduzir margens de erro e preservar a lisura das competições.
- Solicitação de anulação de cartões vermelhos e amarelos em lances contestados.
- Adoção de medidas jurídicas para evitar punições duplas aos atletas.
- Transformação da insatisfação em iniciativa coletiva por melhorias no setor.
Medidas da CBF em resposta às polêmicas
A Comissão de Arbitragem determinou treinamento obrigatório para árbitros de dois jogos polêmicos da rodada. Foco recai sobre interpretação de mãos na bola e faltas imprudentes, com avaliação interna antes do retorno.
Árbitros centrais e de VAR passarão por aprimoramento para alinhar critérios com regras internacionais. A entidade registrou redução de reclamações em temporadas anteriores após ações semelhantes. Clubes participam de reuniões mensais para discutir protocolos.
O afastamento temporário abrange profissionais como Lucas Casagrande, do duelo contra o Bragantino. Treinamentos incluem análise de vídeos e pareceres de ex-árbitros.
Contexto de reclamações no Brasileirão
Erros documentados pelo Grêmio incluem 14 casos na Série A, com perdas estimadas em pontos cruciais. Diretoria estima prejuízos econômicos e desportivos ao longo do ano, afetando campanhas em competições nacionais.
O clube transformou críticas em propostas para um comitê consultivo com especialistas internacionais. Iniciativas semelhantes ocorreram em maio de 2025, com visitas à CBF por líderes gremistas. Ações visam padronização de decisões e uso de tecnologias avançadas no VAR.
Reclamações de outros times, como São Paulo, reforçam a necessidade de reformas. O Grêmio defende movimento conjunto para elevar o padrão da arbitragem brasileira, com feedbacks formais de clubes.
Detalhes do artigo 243-F aplicado
O dispositivo pune ofensas à honra por fatos ligados ao desporto, com suspensão mínima de um jogo. Pena máxima chega a seis partidas e multa fixa de R$ 100 mil, aplicada pelo STJD.
Casos semelhantes envolveram atletas criticando decisões em entrevistas pós-jogo. O enquadramento depende de análise de repercussão e intenção das declarações. Marlon minimizou risco de punição em momento inicial, mas processo avança.







