Pular para o conteúdo
Menu
Mix Vale

Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) notificou 177,4 mil famílias para devolver R$ 478,8 milhões recebidos indevidamente do Auxílio Emergencial em 2020 e 2021. O processo começou em março de 2025 e visa corrigir pagamentos feitos durante a pandemia de Covid-19 a quem não atendia aos critérios de elegibilidade. As notificações priorizam casos com maior capacidade financeira e valores elevados, excluindo vulneráveis como beneficiários do Bolsa Família.

O sistema Vejae, disponível desde 6 de março de 2025, permite consulta e regularização via portal Gov.br. Cruzamentos de dados identificaram inconsistências, como emprego formal ou renda acima do limite. O objetivo é ressarcir a União sem afetar quem tem renda familiar per capita de até dois salários mínimos ou mensal de até três.

Casos que exigem restituição

Pagamentos indevidos ocorreram por emprego formal ativo durante o período. Beneficiários com vínculo trabalhista registrado não se enquadravam nos requisitos.

Recebimento simultâneo de benefícios previdenciários também configura irregularidade. O governo cruzou bases para detectar essas sobreposições.

Renda familiar superior ao limite legal levou a mais de 6,7 milhões de casos iniciais de irregularidade em todo o país. Após revisão, a cobrança focou em 177,4 mil famílias com valores totais de R$ 478,8 milhões.

Duplicidade de pagamentos ou mais de duas pessoas por família agravaram as pendências. O MDS analisou esses fatores para priorizar notificações.

Isenções para grupos vulneráveis

Beneficiários do Bolsa Família estão excluídos da cobrança. Inscrição no Cadastro Único garante proteção automática.

Quem recebeu menos de R$ 1,8 mil também não precisa devolver. Essa medida considera o impacto mínimo nos cofres públicos.

Famílias com renda per capita de até dois salários mínimos ficam isentas. Renda mensal familiar de até três salários mínimos segue o mesmo critério.

  • Inscritos no Cadastro Único: Protegidos por vulnerabilidade comprovada.
  • Valores abaixo de R$ 1,8 mil: Isenção total aplicada.
  • Renda até dois salários mínimos per capita: Exclusão imediata.
  • Renda mensal familiar até três salários: Sem cobrança.

Procedimentos no sistema Vejae

O acesso ao Vejae exige conta Gov.br com CPF e senha. Usuários consultam pendências diretamente no portal do MDS.

Notificações chegam por SMS, e-mail, WhatsApp ou app Notifica. O prazo para defesa é de 30 dias após o aviso.

Pagamento à vista ou parcelado em até 60 vezes, com mínimo de R$ 50 por parcela. Não há juros ou multas no processo inicial.

Recursos podem ser interpostos em 45 dias se a defesa for indeferida. O sistema registra atualizações por e-mail cadastrado.

Para dúvidas, o Disque Social 121 oferece orientação. O Guia do Vejae e FAQ estão disponíveis no site oficial.

Opções de pagamento disponíveis

O PagTesouro integra o Vejae para transações seguras. PIX permite quitação imediata sem custos extras.

Cartão de crédito facilita o débito automático em parcelas. Usuários escolhem o número de prestações no momento.

Boleto via GRU simples é exclusivo para Banco do Brasil. Pagamento em até 60 dias inicia a regularização.

  • PIX: Transferência instantânea para o governo.
  • Cartão de crédito: Parcelamento flexível sem juros.
  • Boleto/GRU: Opção bancária tradicional.

Consequências por não regularizar

Inscrição na Dívida Ativa da União ocorre após o prazo. O Cadin bloqueia acesso a novos benefícios federais.

Negativação em órgãos de proteção ao crédito afeta score financeiro. Empresas de análise consultam essas listas regularmente.

Fraudes identificadas levam a cancelamento do débito. Denúncias de uso indevido do CPF são analisadas pelo MDS.

O processo garante ampla defesa para todos os notificados. Contestar exige documentos comprovadores no sistema.

Distribuição por estados afetados

São Paulo lidera com 55,2 mil famílias notificadas. Minas Gerais segue com 21,1 mil casos identificados.

Rio de Janeiro registra 13,26 mil pendências. Paraná tem 13,25 mil famílias na lista de restituição.

No Rio Grande do Norte, 1,7 mil famílias devem devolver R$ 4,6 milhões. O Pará conta com 4,468 casos pendentes.

Outros estados como Bahia e Pernambuco somam milhares de notificações. A distribuição reflete o volume de pagamentos durante a pandemia.

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2013. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

Notícias relacionadas

Mais lidas

  1. Destaques

    Apagão atinge Regional de Mafra e deixa cerca de 600 sem luz

  2. Ciência

    Tempestade solar na Terra: NOAA calcula 35% de chance de apagões de rádio e monitora satélites

  3. Mundo

    Ataque em Cracóvia: homem dispara de carro contra pessoas na praça central e mata cinco na Pôlonia

  4. Destaques

    Desabamento no Brás: prédio de quatro andares cai com cerca de 20 pessoas na Rua Maria Joaquina em São Paulo

  5. Destaques

    Pai de Meghan Markle preso na Flórida: agentes federais detêm Thomas Markle em investigação sobre abuso infantil

  6. Destaques

    Servidora pública esfaqueia mulher em festa de Halloween; polícia investiga tentativa de homicídio

  7. Internet

    Falha em sistema bancário no Japão atinge 128 instituições e operadora descarta ataque cibernético

  8. Destaques

    Botnet TV box: polícia e gigantes de tecnologia derrubam rede de 1,3 milhão de aparelhos adulterados

  9. Destaques

    Jogador Bismarck é morto em Natal após ataque no Beco da Lama: meia conquistou títulos no Piauí

  10. Destaques

    Polícia descarta investigar por homicídio namorado de jovem que caiu do 7º andar

Sua privacidade

O Mix Vale usa cookies para medir audiência e exibir anúncios que sustentam a redação. Você escolhe. Política de privacidade.