A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) realizou reunião com representantes do São Paulo para analisar os lances polêmicos do clássico contra o Palmeiras, disputado no Morumbi, em São Paulo, no domingo, 5 de outubro de 2025. O jogo, válido pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro, terminou com vitória do Palmeiras por 3 a 2, após virada no segundo tempo. O Tricolor questionou decisões da arbitragem que, segundo o clube, influenciaram o resultado, com foco em um pênalti não marcado em Gonzalo Tapia e na não expulsão de Andreas Pereira.
O São Paulo, treinado por Hernán Crespo, abriu 2 a 0 com gols de Luciano e Tapia na primeira etapa. No entanto, o VAR, operado por Ilbert Estevam da Silva, não interveio em momentos cruciais, como o contato de Allan em Tapia aos 6 minutos do segundo tempo, quando o placar ainda favorecia os donos da casa. A CBF confirmou as falhas em encontro comandado pela Comissão de Arbitragem, mas manteve o protocolo de não divulgar áudios internos publicamente.
⚠️ VAR de São Paulo 2×3 Palmeiras afirmou que Tapia não chegaria na bola pois ela estava longe do seu alcance, e que Allan escorregou, atingindo o atacante tricolor de forma acidental. Por isso, não havia necessidade de ida do árbitro Ramon Abatti Abel ao monitor para rever o… pic.twitter.com/YbUE5sDm49
— Planeta do Futebol 🌎 (@futebol_info) October 6, 2025
O Palmeiras, sob o comando de Abel Ferreira, reagiu com gols de Vitor Roque, Flaco López e Sosa, assumindo a liderança do Brasileirão com 55 pontos. O São Paulo, com 38 pontos, afasta-se do G-6. A entidade máxima do futebol nacional afastou o árbitro Ramon Abatti Abel e Estevam para período de aprimoramento, sem data definida para retorno.
Explicação oficial sobre o pênalti em Tapia
A Comissão de Arbitragem da CBF revisou o lance envolvendo Allan e Gonzalo Tapia, ocorrido aos 6 minutos do segundo tempo. O zagueiro palmeirense escorregou e acertou o atacante são-paulino na área, mas o VAR considerou o contato acidental e sem intenção de falta.
Áudios internos indicaram que Tapia não alcançaria a bola a tempo, justificando a manutenção da decisão inicial de jogo limpo. O São Paulo, representado pelo executivo Rui Costa, argumentou que o erro comprometeu a partida, mas a CBF reiterou que revisões só ocorrem em casos de clara e óbvia falha.
O afastamento de Abel e Estevam reflete o reconhecimento da entidade, que planeja reuniões mensais com clubes para uniformizar critérios.
Decisão no caso de Andreas Pereira
Andreas Pereira recebeu cartão amarelo aos 10 minutos do segundo tempo, após dividida com Marcos Antônio. O meia palmeirense pisou na canela do volante são-paulino, mas o VAR avaliou que ele tocou primeiro na bola.
A CBF explicou que a entrada não configurava violência suficiente para expulsão, alinhando-se às regras da FIFA sobre faltas imprudentes. Dirigentes do São Paulo, como Julio Casares, conversaram com o presidente da CBF, Samir Xaud, logo após o apito final.
O clube tricolor exige maior transparência em futuras análises, enquanto o Palmeiras evitou comentários sobre o tema.
Essa medida visa aprimorar atuações em jogos de alto risco.
Outros lances questionados no clássico
Gustavo Gómez, zagueiro do Palmeiras, envolveu-se em dois contatos com Tapia: uma cotovelada no primeiro tempo e um pisão na origem do primeiro gol alviverde. O VAR manteve as decisões de falta comum, sem recomendação de revisão.
Raphael Veiga aplicou carrinho por trás em Enzo Díaz, no lance do segundo gol são-paulino, mas o árbitro optou por amarelo. Esses episódios somam-se às reclamações do São Paulo, que vê padrão em erros favoráveis ao rival.
A CBF admitiu falhas gerais na arbitragem, sem especificar lances individuais.
Por outro lado, o Palmeiras reclamou de possível segundo amarelo a Bobadilla, que puxou Allan em contra-ataque.
- Cotovelada de Gómez em Tapia: Avaliada como disputa normal de bola.
- Pisão de Gómez: Considerado involuntário pelo VAR.
- Carrinho de Veiga: Punido com cartão, mas sem expulsão.
- Puxão de Bobadilla: Falta assinalada, sem segundo cartão.
Repercussão imediata entre os clubes
A derrota ampliou a distância do São Paulo para o G-6 em sete pontos, pressionando a diretoria. Rui Costa destacou a necessidade de mudanças na arbitragem, em nota oficial divulgada horas após o jogo.
O Palmeiras, líder isolado, foca na sequência do Brasileirão, com Abel Ferreira elogiando a resiliência do time. A vitória elevou o moral para confrontos diretos.
Casares, presidente tricolor, manteve diálogo com a CBF, buscando acesso a áudios no Fórum Permanente de Arbitragem.
A entidade reforça que o foco é na capacitação, com treinamentos para 20 árbitros na próxima semana.
Medidas corretivas da CBF anunciadas
A CBF anunciou afastamento temporário de duplas de arbitragem em três jogos da rodada, incluindo o Choque-Rei. Abel, que já havia sido criticado em 2024 por erros em partida do Palmeiras, passa por reciclagem técnica.
Estevam da Silva, VAR do clássico, integra o grupo de aprimoramento, com ênfase em protocolos de intervenção. A Comissão planeja seminários mensais para debater regras com clubes.
Essas ações visam reduzir controvérsias em 15% nas próximas rodadas, conforme meta interna. O São Paulo monitora o cumprimento das promessas.
Os treinamentos incluem simulações de lances reais, com feedback de ex-árbitros FIFA.
Protocolo de áudios do VAR mantido
A CBF segue protocolo que restringe divulgação de áudios a revisões no monitor de campo. No clássico, nenhuma checagem ocorreu, justificando a não liberação pública.
Clubes acessam gravações via Fórum Permanente, exclusivo para partes envolvidas. Essa regra, adotada em 2024, evita vazamentos prematuros.
A medida equilibra transparência e proteção a decisões técnicas. Críticos argumentam por maior abertura, mas a entidade prioriza uniformidade.
A próxima rodada, em 12 de outubro, terá escalações revisadas pela Comissão.
