Três estreantes garantem vagas inéditas na Copa do Mundo de 2026 com 48 seleçõesPor Beatriz
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As eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026 avançam para fases decisivas, definindo as 48 seleções que competirão nos Estados Unidos, México e Canadá a partir de 11 de junho. Pela primeira vez, o torneio inclui 16 vagas extras, o que facilita a entrada de equipes inéditas. Jordânia, Uzbequistão e Cabo Verde já asseguraram presença, marcando estreias históricas em um evento que promete maior diversidade continental.
A Confederação Asiática de Futebol alocou oito vagas diretas, enquanto a Africana distribui nove, ampliando oportunidades para nações menores.
- Países-sede: Estados Unidos, México e Canadá já estão garantidos.
- Ásia: Japão, Irã, Coreia do Sul, Austrália, além das estreantes Jordânia e Uzbequistão.
- África: Marrocos, Tunísia, Egito, Argélia, Gana e a novata Cabo Verde.
- América do Sul: Argentina, Brasil, Uruguai, Equador, Colômbia e Paraguai.
- Oceania: Nova Zelândia.
Trajetória da Jordânia rumo à estreia global
A seleção jordaniana conquistou sua vaga em junho de 2025, ao vencer o Omã e depender de derrota iraquiana para a Coreia do Sul. Essa campanha representa o maior feito do futebol local desde a final da Copa da Ásia em 2024, perdida para o Catar.
Com 36 milhões de habitantes e evolução constante, a Jordânia disputou eliminatórias desde 1986, mas nunca avançara tão longe. O técnico Jamal Sellami aposta em uma defesa sólida para surpreender no Mundial.
Destaques do Uzbequistão na Ásia Central
O Uzbequistão empatou em 0 a 0 com os Emirados Árabes Unidos em junho de 2025, garantindo a segunda posição no grupo e a classificação inédita. Essa nação de 36 milhões de pessoas torna-se o primeiro país da Ásia Central no torneio, superando repescagens em edições passadas como 2006 e 2014.
Jovens talentos como o zagueiro Abdukodir Khusanov, do Manchester City, e o atacante Abbosbek Fayzullaev impulsionam a equipe sob o comando de Timur Kapadze. A base do sucesso inclui quartas de final no Mundial Sub-17 e oitavas no Sub-20.
Cabo Verde surpreende gigantes africanos
Cabo Verde assegurou a vaga em 13 de outubro de 2025, com vitória por 3 a 0 sobre Eswatini, superando Camarões no Grupo D. Essa ilha de 600 mil habitantes, independente desde 1975, inicia sua participação no futebol mundial apenas desde 1978 e entra como o país de menor área já classificado.
Os Tubarões Azuis, como são conhecidos, eliminam uma potência africana e preparam-se para o torneio com foco em contra-ataques rápidos.
Candidatas africanas na reta final
Gabão e Benim lideram grupos com chances reais de classificação direta até 15 de outubro de 2025. O Gabão, com Pierre-Emerick Aubameyang como referência, precisa vencer o Lesoto para confirmar a vaga.
Benim, por sua vez, depende de empate contra o Egito para avançar, em uma campanha marcada por vitórias sobre rivais diretos como Nigéria. Ambas as seleções buscam a estreia em um continente que ganha nove vagas.
A repescagem africana envolverá os quatro melhores segundos colocados, definindo um representante extra para os playoffs intercontinentais em março de 2026.
Retornos asiáticos após décadas de ausência
Iraque e Emirados Árabes Unidos aproximam-se da vaga após hiato de 39 e 36 anos, respectivamente, desde 1986 e 1990. O Iraque, atual terceiro no grupo, enfrenta a Coreia do Sul em jogo decisivo nesta terça-feira.
Os Emirados, vice-líderes, empataram com o Uzbequistão recentemente e contam com pontos em casa para forçar a repescagem asiática. Essas campanhas revivem memórias de participações passadas, como o oitavo lugar iraquiano em 1986.
Formato ampliado e calendário definido
O torneio de 2026 contará com 104 partidas em 16 cidades, divididas em 12 grupos de quatro equipes cada. Avançam os dois primeiros de cada grupo mais os oito melhores terceiros para as oitavas de final.
A final ocorre em 19 de julho no MetLife Stadium, nos EUA, encerrando uma edição que distribui vagas por confederções: nove para África, oito para Ásia, seis para Concacaf, seis para América do Sul, 16 para Europa e uma para Oceania, mais playoffs.
Essa estrutura permite mais confrontos equilibrados e oportunidades para estreantes como as recentes classificadas.







