Polícia Civil cumpre mandados de busca contra vazamento de vídeo de jovem com padre em Nova MaringáPor Luís Henrique Costa
Atualizado 4 min de leitura
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A Polícia Civil de Mato Grosso executou quatro mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira, 16 de outubro de 2025, em residências de suspeitos envolvidos na divulgação de um vídeo que mostra uma jovem de 21 anos na casa paroquial de Nova Maringá. O episódio ocorreu no sábado anterior, 11 de outubro, quando o noivo da vítima, retornando de viagem, invadiu o local junto com familiares e flagrou a situação comprometedora com o padre Luciano Braga Simplício. As imagens, que se espalharam rapidamente pelas redes sociais, registram a mulher se escondendo embaixo da pia do banheiro após o arrombamento das portas.
A família da jovem registrou boletim de ocorrência na segunda-feira, 13 de outubro, denunciando a exposição indevida das gravações, o que gerou constrangimento imediato em uma cidade de cerca de 5.800 habitantes.
- O inquérito policial apura constrangimento ilegal qualificado, invasão de domicílio e exposição de intimidade.
- Dispositivos como celulares e computadores foram apreendidos para análise de provas.
- A ocorrência, classificada como atípica, depende de representação da vítima para prosseguir.
Detalhes da operação policial
Agentes da Delegacia de São José do Rio Claro coordenaram as ações, focando na identificação de todos os participantes na produção e disseminação do material. Os mandados visam coletar evidências que confirmem a origem das imagens, incluindo cartões de memória e pen drives.
A investigação segue sob sigilo para preservar os direitos da vítima e evitar interferências externas.
Circunstâncias do flagrante
O noivo, alertado por amigos sobre a presença da jovem na paróquia, chegou ao local na noite de sábado e exigiu a abertura das portas trancadas pelo religioso. O grupo arrombou o quarto e o banheiro, onde encontrou a mulher vestida com pijama e em estado de agitação.
O padre, de 39 anos, aparecia sem camisa nas gravações, o que intensificou a repercussão local.
A jovem, integrante da comunidade católica, havia passado parte do dia em atividades na igreja antes do incidente.
O episódio se desenrolou em menos de uma hora, com o confronto registrado em vídeo pelo noivo.
Trajetória do padre Luciano Simplício
Luciano Braga Simplício ingressou no clero em 2012, após formação na Diocese de Diamantino, e atuava como vigário em São José do Rio Claro antes de assumir a Paróquia Nossa Senhora Aparecida em abril de 2025. Sua transferência ocorreu por motivos administrativos não divulgados, conforme registros eclesiais.
O religioso mantinha perfis ativos em redes sociais para compartilhar mensagens de fé, mas os desativou após o episódio.
Procedimentos eclesiais em curso
A Diocese de Diamantino, responsável pela paróquia, iniciou apuração interna na terça-feira, 14 de outubro, aplicando medidas canônicas para avaliar a conduta do sacerdote. O processo segue as normas do Direito Canônico, priorizando a preservação da ordem religiosa e o bem-estar da comunidade.
Em nota oficial, a diocese solicitou orações dos fiéis e evitou detalhes para não comprometer a investigação.
Posicionamento do religioso
Em áudio atribuído a Luciano, circulado nas redes, ele relata que a jovem solicitou uso do quarto externo para se trocar após auxiliar em tarefas paroquiais pela manhã. O padre afirma que o noivo viajava na ocasião e nega qualquer envolvimento íntimo, descrevendo o pedido como uma brincadeira casual sobre pernoite.
A gravação, de cerca de dois minutos, foi enviada a contatos próximos para esclarecer os fatos.
Direitos da vítima protegidos
A legislação brasileira, no artigo 218-C do Código Penal, prevê pena de até cinco anos de reclusão para divulgação indevida de imagens íntimas, com agravantes em casos de vulnerabilidade. Especialistas em direito digital auxiliam na rastreabilidade do vídeo original, analisando metadados de compartilhamentos.
A família prioriza suporte psicológico à jovem, evitando contato com a imprensa para resguardar sua privacidade.
- Depoimentos iniciais foram colhidos para mapear a cadeia de disseminação.
- Análises forenses em equipamentos apreendidos buscam vestígios adicionais.
- O Ministério Público pode intervir se houver indícios de danos morais coletivos.







