Corinthians atrasa segunda parcela de dívida na CNRD e enfrenta risco de transfer ban imediato do CuiabáPor Carolina Costa
4 min de leitura
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O Corinthians adiou o pagamento da segunda parcela de uma dívida com o Cuiabá, registrada na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) da CBF, o que pode resultar em proibição de registrar novos jogadores. O valor devido, de cerca de R$ 780 mil, venceu em 17 de outubro de 2025, em São Paulo, devido a interpretações distintas sobre prazos contratuais. A CNRD homologou o plano em abril deste ano para evitar sanções acumuladas.
A diretoria alvinegra argumenta que possui extensão de cinco dias para comprovar o depósito, conforme cláusulas do acordo, e planeja regularizar até 22 de outubro.
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O Cuiabá contesta essa visão e prepara notificação formal à CNRD para aplicação imediata do transfer ban, alegando reincidência no descumprimento.
Detalhes do acordo homologado
O plano coletivo de pagamentos do Corinthians abrange débitos com múltiplos credores e totaliza R$ 76 milhões, quitados em 24 parcelas trimestrais ao longo de seis anos.
Cada parcela mínima varia por processo, com 80% destinada ao credor principal e 20% a honorários advocatícios.
- O Cuiabá lidera como maior credor, com R$ 18 milhões pendentes pela transferência de Raniele em janeiro de 2024.
- Outros credores incluem empresários como André Cury e Walter Caetano, além de clubes como Santos Laguna.
- Pagamentos ocorrem todo dia 17, iniciando em julho de 2025 e finalizando em abril de 2031.
A CNRD estipulou o cronograma para equilibrar as finanças do Timão sem juros adicionais.
Histórico de pendências financeiras
O Corinthians já enfrentou atraso na primeira parcela, em setembro de 2025, mas evitou punição ao depositar dentro do período de tolerância.
Na ocasião, o valor de R$ 4,2 milhões foi quitado após petição do Cuiabá, que questionou o montante inicial de R$ 150 mil.
Agora, o segundo episódio reforça preocupações com o fluxo de caixa, em meio a dívidas totais estimadas em R$ 2,5 bilhões.
O clube busca adesão ao Regime Centralizado de Execuções (RCE) para parcelar R$ 367 milhões em dez anos, destinando 27% das receitas recorrentes.
Repercussões no elenco e planejamento
A possível sanção afetaria contratações futuras, limitando o elenco para 2026.
O Timão já opera sob transfer ban da Fifa por dívida de R$ 100 milhões com o Santos Laguna, referente a Félix Torres.
Diretores priorizam receitas de patrocínios e vendas de direitos de jogadores para cumprir obrigações.
- Renovação com Nike injeta R$ 50 milhões em agosto de 2025.
- Negociações com credores visam evitar ações judiciais paralelas.
Lista de principais credores
O plano na CNRD lista dezenas de partes, com foco em pendências de transferências e contratos.
- Cuiabá: R$ 18 milhões (maior volume, por Raniele).
- André Cury: R$ 5,2 milhões (direitos de imagem de ex-jogadores).
- Walter Caetano: R$ 3,8 milhões (agenciamento de atletas).
Outros débitos menores envolvem ex-funcionários e fornecedores esportivos.
A distribuição garante prioridade a credores com valores corrigidos pela Selic ou IPCA.
Medidas para regularização futura
A CNRD pode impor transfer ban de seis meses em casos reincidentes, sem suspensão imediata.
O Corinthians prepara auditoria interna para mapear receitas e despesas.
Gestores destacam que o plano coletivo reduz bloqueios judiciais em contas bancárias.
Parcerias com bancos como Caixa Econômica Federal financiam a Neo Química Arena, separada do RCE.
Consequências de descumprimentos reiterados
Sanções da CNRD impedem inscrições de atletas, impactando competições nacionais e internacionais.
Clubes credores, como o Cuiabá, dependem dos repasses para equilibrar folhas salariais.
O Timão monitora prazos para evitar escalada, com foco em transparência documental.
A CBF reforça que o órgão atua como mediador independente para preservar a integridade do futebol.















