Empresa mineira processa Yasmin Brunet e L7nnon por uso indevido de conceito publicitário em campanha da L’Oréal

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Yasmin Brunet Foto: Yasmin Brunet - Foto: @yasminbrunet

Fábrica de Afetos, empresa sediada em Minas Gerais, ingressou com ação judicial contra a L’Oréal Brasil, a modelo Yasmin Brunet e o rapper L7nnon. O processo alega violação de direitos autorais em uma campanha publicitária veiculada nas redes sociais. A Justiça mineira tramita o caso em sigilo desde outubro de 2025.

A companhia busca indenização de R$ 400 mil por danos morais e 40% da receita gerada pela peça acusada. A iniciativa ocorreu em Belo Horizonte, capital do estado, onde a empresa desenvolve conceitos criativos para ações de marketing. O motivo central reside na reprodução não autorizada de uma ideia desenvolvida em 2023.

Em parceria com o aplicativo Tinder, a Fábrica de Afetos criou o jogo “Isso não é (só) um date”. A dinâmica visava promover conexões afetivas entre participantes por meio de interações lúdicas. Essa estrutura foi replicada, segundo a ação, na campanha da L’Oréal estrelada pelas celebridades.

A acusação destaca a identidade no nome, na mecânica e no propósito das ações. Ambas envolvem diálogos e desafios que simulam encontros românticos de forma inovadora. A produtora argumenta que a ausência de consulta prévia configura infração à propriedade intelectual.

Conceito original da campanha mineira

A Fábrica de Afetos lançou o jogo em 2023 como ferramenta para engajar usuários em reflexões sobre relacionamentos. Participantes respondiam perguntas que revelavam compatibilidades emocionais, tudo em um formato leve e interativo. Essa abordagem gerou buzz nas redes, com milhares de compartilhamentos.

O projeto surgiu de uma demanda por conteúdos autênticos em um mercado saturado de propagandas tradicionais. A empresa investiu em pesquisa comportamental para refinar a dinâmica, garantindo originalidade. Resultados iniciais mostraram aumento de 30% no engajamento de marcas parceiras.

Reprodução na ação da L’Oréal

Yasmin Brunet e L7nnon participaram de vídeos no Instagram promovendo produtos da Yves Saint Laurent, marca do grupo L’Oréal. Os conteúdos exibiam um jogo batizado de forma similar, com interações que ecoavam o conceito mineiro. A campanha alcançou milhões de visualizações em poucas semanas.

A produtora alega que a semelhança vai além do superficial, abrangendo o fluxo de perguntas e respostas. Isso, para a Fábrica, dilui o valor exclusivo de sua criação no setor publicitário. A L’Oréal ainda não se manifestou publicamente sobre as alegações.

Detalhes da ação judicial

O processo pede não só compensação financeira, mas também reconhecimento da autoria do conceito. A Justiça de Minas Gerais determinou sigilo para preservar estratégias das partes envolvidas. Audiências preliminares estão agendadas para os próximos meses.

  • Valor da indenização por danos morais: R$ 400 mil.
  • Percentual da receita da campanha: 40% solicitados.
  • Tipo de violação alegada: Direitos autorais sobre nome, ideia e dinâmica.
  • Foro: Vara Cível de Belo Horizonte.
  • Data de protocolamento: Início de outubro de 2025.

Esses elementos reforçam a gravidade da queixa, segundo documentos do caso.

Histórico de Yasmin Brunet em disputas legais

A modelo já enfrentou ações relacionadas a contratos publicitários no passado. Em 2023, perdeu um processo contra uma marca de lingerie por irregularidades documentais, renunciando a indenização de R$ 70 mil. Esse episódio destacou a importância de compliance em parcerias comerciais.

Brunet, conhecida por participações em realities e campanhas de moda, acumula experiência em endossos. No entanto, casos como esse ilustram riscos no uso de conteúdos criativos terceirizados. A defesa da atriz prioriza negociações extrajudiciais em situações semelhantes.

Contexto do rapper L7nnon no marketing

L7nnon, figura em ascensão no rap brasileiro, integra campanhas de lifestyle com frequência. Sua participação na peça da L’Oréal visava atrair público jovem com toques culturais urbanos. O artista, natural do Rio de Janeiro, tem parcerias com marcas globais desde 2022.

O envolvimento em processos como este é inédito para ele, focado até agora em música e eventos. Agentes do rapper monitoram o andamento, preparando respostas técnicas. A ação pode influenciar seleções futuras de projetos publicitários.

Implicações para o setor publicitário

Empresas de criação como a Fábrica de Afetos dependem de proteção legal para inovar. Violações recorrentes erodem investimentos em ideias originais, segundo especialistas do ramo. O caso pode estabelecer precedentes para fiscalizações mais rigorosas em colaborações.

Agências globais, como a L’Oréal, adotam protocolos internos de verificação de direitos. Ainda assim, falhas ocorrem em cadeias complexas de produção. O episódio reforça a necessidade de due diligence antes de lançamentos.

No Brasil, a Lei de Direitos Autorais regula esses conflitos desde 1998, com atualizações para o digital. Casos semelhantes cresceram 15% nos últimos anos, conforme relatórios do judiciário. A resolução pode demandar perícia técnica para comparar as dinâmicas.

Maria Clara é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2016: Formação: Atriz.

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