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Barcelona apresentou relatório financeiro que expõe dívidas de 159 milhões de euros, equivalentes a R$ 1 bilhão, com clubes por contratações de jogadores. A assembleia de sócios ocorreu no domingo, 19 de outubro de 2025, em Barcelona, na Espanha, e destacou obrigações acumuladas nos últimos anos. O presidente Joan Laporta gerencia o clube em meio a restrições da LaLiga por fair play financeiro.

Desse total, 140 milhões de euros devem ser quitados até junho de 2026, o fim da temporada europeia. As pendências envolvem parcelas de negócios fechados desde 2022, incluindo vendas de jogadores que já deixaram o elenco. A situação reflete desafios na gestão de receitas, apesar de faturamento anual próximo de 1 bilhão de euros.

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O Athletico-PR figura como credor brasileiro principal, com 17,237 milhões de euros pendentes pela venda de Vitor Roque em 2023. O atacante foi negociado pelo Barcelona ao Palmeiras por 25 milhões de euros em janeiro de 2025, mas os valores originais permanecem em aberto.

Outros brasileiros na lista incluem o Betis, que espera 892 mil euros pelo lateral Emerson Royal, transferido em anos anteriores e que passou por Tottenham e Milan.

Pendências com gigantes europeus

Leeds United lidera os credores, com 41,958 milhões de euros a receber pela contratação de Raphinha em 2022. O atacante brasileiro continua no elenco e contribui com gols na atual temporada.

RB Leipzig cobra 33,749 milhões de euros por Dani Olmo, reforço recente de 2024 que enfrenta questões de registro na LaLiga devido às finanças do clube.

Sevilla aguarda 24,524 milhões de euros relacionados a Jules Koundé, zagueiro titular sob o comando de Hansi Flick.

Esses valores de curto prazo pressionam o caixa catalão e limitam novas contratações.

Casos de jogadores brasileiros envolvidos

Vitor Roque representa o maior débito com o Brasil, totalizando 17,237 milhões de euros ao Athletico-PR. O negócio incluiu variáveis que ainda não foram ativadas.

Emerson Royal gera pendência de 892 mil euros ao Betis, após passagem curta pelo Barcelona antes de rumar ao Flamengo e outros clubes.

Esses casos ilustram como transferências sul-americanas impactam o balanço do clube espanhol.

O Barcelona reteve percentual na revenda de Roque ao Palmeiras, mas isso não altera o pagamento original.

Detalhes das dívidas de 2022

A janela de verão de 2022 concentrou grande parte das obrigações, com 78 milhões de euros pendentes por Lewandowski, Raphinha e Koundé. Bayern de Munique espera 10,688 milhões de euros pelo polonês.

Manchester City cobra 13,295 milhões de euros por Ferran Torres, atacante que integrou o time em 2021.

Valencia adiciona 455 mil euros ao total por outro parcelamento relacionado a Torres.

Bayern, Leeds e Sevilla repartem os maiores lotes, somando mais de 77 milhões de euros.

Esses negócios elevaram o elenco, mas esticaram os pagamentos ao longo dos anos.

Valores menores e mecanismos de solidariedade

  • Girona: 1,25 milhão de euros por Pau Victor, reforço de 2024.
  • CPF Africa Foot: 1,16 milhão de euros por Ibrahim Diarra.
  • Bordeaux: 359 mil euros por Koundé.
  • Vitória de Guimarães: 242 mil euros por Raphinha.

Esses itens surgem de cláusulas de formação e solidariedade da Fifa.

Benfica tem 190 mil euros pendentes por Kika Nazareth, jogadora do time feminino.

Osasuna espera 183 mil euros por Abde, ex-jogador da base.

Clubes poloneses como MKS Varsovia (169 mil euros) e Lech Poznán (119 mil euros) cobram por etapas iniciais da carreira de Lewandowski.

Contrapartidas financeiras a favor do Barcelona

Porto deve 6,7 milhões de euros ao clube pela venda de Nico González em anos anteriores. O meio-campista retornou ao Brasil recentemente. Al Ahli, da Arábia Saudita, tem pendência de 4,1 milhões de euros por Franck Kessié. Shakhtar Donetsk cobra 3,1 milhões de euros relacionados a Marlon, zagueiro brasileiro.

Esses recebíveis totalizam 64,1 milhões de euros, mitigando parte das saídas. LaLiga contribui com 12 milhões de euros em ajustes de mercado.

Estratégias para quitação das dívidas

A diretoria planeja vendas de ativos para cobrir os 140 milhões de euros de curto prazo. Acordos com Nike e Spotify geram receitas extras. O relatório de junho de 2025 mostra redução de 90 milhões de euros na dívida geral, mas transferências persistem como foco.

Laporta negocia refinanciamentos para evitar sanções da Fifa em registros de novos atletas. A assembleia aprovou o balanço, com ênfase em sustentabilidade para a temporada 2025/2026. Essas medidas visam equilibrar o orçamento sem afetar o desempenho em campo.

Thiago Lemos é colaborador da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2020: Formação: Administração.

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