Operação da PF desmantela esquema de R$ 42 milhões com fraudes na Caixa
A Polícia Federal realizou uma operação no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, prendendo suspeitos de um esquema que desviou mais de R$ 42 milhões de clientes da Caixa Econômica Federal. A quadrilha falsificava documentos e usava dados obtidos ilegalmente para acessar contas bancárias e realizar saques. A ação, deflagrada em 21 de outubro de 2025, resultou na prisão de 12 pessoas e no cumprimento de 11 mandados de busca e apreensão. As fraudes afetaram vítimas nos dois estados, com movimentações financeiras milionárias.
A investigação começou após a prisão de três suspeitos em Rio Grande, no sul do estado, flagrados saindo de uma agência bancária com dinheiro das vítimas. Eles utilizavam documentos falsificados e cadastros biométricos irregulares para efetuar os saques.
- Documentos falsos eram produzidos com dados obtidos ilegalmente.
- Criminosos cancelavam cartões das vítimas e solicitavam segundas vias.
- Novos cartões eram enviados a endereços controlados pela quadrilha.
Detalhes da operação
A Polícia Federal cumpriu mandados em cinco cidades: Balneário Camboriú, Brasília, Camboriú, Itajaí e Porto Alegre. Foram 12 prisões preventivas e 11 buscas, com apreensão de 17 veículos e um imóvel. Os bens confiscados serão usados para ressarcir as vítimas do esquema.
Modo operandi do grupo
Os criminosos obtinham dados pessoais das vítimas por meios ilícitos. Com essas informações, falsificavam documentos para acessar contas bancárias.
Outro método era o cancelamento de cartões por telefone, redirecionando as segundas vias para endereços ligados à quadrilha. Os saques eram realizados em agências da Caixa, com uso de biometria fraudulenta.
Cidades alvos da operação
A ação policial abrangeu diferentes regiões, com mandados distribuídos da seguinte forma:
- Balneário Camboriú: 1 prisão e 1 busca.
- Brasília: 1 prisão e 1 busca.
- Camboriú: 5 prisões e 5 buscas.
- Itajaí: 4 prisões e 3 buscas.
- Porto Alegre: 1 prisão e 1 busca. Os alvos foram selecionados com base em evidências coletadas durante meses de investigação.
Crimes imputados
Os suspeitos responderão por organização criminosa, estelionato majorado, falsificação de documentos e lavagem de dinheiro. A PF estima que o esquema operava de forma estruturada, com divisão de tarefas entre os membros.
As penas, se condenados, podem ultrapassar 20 anos de prisão, dependendo da gravidade das acusações.
Impacto nas vítimas
As fraudes geraram prejuízos financeiros significativos para clientes da Caixa nos dois estados. A operação visa não apenas punir os responsáveis, mas também recuperar parte dos valores desviados.
A Polícia Federal segue investigando possíveis ramificações do esquema em outras regiões do país.
Próximos passos
A PF continuará analisando os materiais apreendidos para identificar outras vítimas e possíveis envolvidos. A investigação também busca rastrear o destino final dos R$ 42 milhões movimentados.
Os suspeitos permanecem detidos, à disposição da Justiça, enquanto o inquérito avança.
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