Cinco SUVs e hatches que sofreram transformações radicais no mercado brasileiro
A indústria automotiva brasileira registra casos em que modelos iniciais enfrentam críticas por desempenho fraco ou design ultrapassado, mas recebem atualizações que os elevam a referências de mercado. Esses veículos, produzidos localmente, exemplificam como engenharia e investimentos podem reverter cenários negativos.
O Jeep Compass, a Fiat Titano, o Ford Fiesta, o Volkswagen Gol e o Honda WR-V destacam-se nessa lista. Lançados em diferentes períodos, eles passaram por reformulações que impactaram vendas e aceitação.
- Plataformas antigas deram lugar a estruturas modernas, com maior rigidez e espaço interno.
- Motores aspirados fracos evoluíram para opções turbo, com ganhos de até 50% em potência.
- Sistemas de segurança, como airbags e assistentes de frenagem, tornaram-se padrão em versões atualizadas.
Essas mudanças ocorreram entre 2008 e 2025, impulsionadas por demandas de consumidores por eficiência e tecnologia.
Avanços no Jeep Compass
A segunda geração do Jeep Compass, lançada em 2017, abandonou a plataforma herdada do Mitsubishi Lancer, que causava vibrações e instabilidade. O novo modelo adotou estrutura própria da Stellantis, com dimensões ampliadas para 4,40 metros de comprimento e entre-eixos de 2,64 metros.
O motor 1.3 turbo flex entrega 185 cv e 270 Nm de torque, acelerando de 0 a 100 km/h em 9,7 segundos, contra os 12 segundos do antecessor. A suspensão independente nas quatro rodas melhorou o conforto em rodovias.
Fiat Titano ganha fôlego mecânico
A Fiat Titano de 2025, importada inicialmente do Uruguai, apresentava motor 2.2 diesel de 180 cv com câmbio de seis marchas, criticado por trocas lentas e consumo alto de 8,5 km/l na cidade. A linha 2026, produzida na Argentina, incorporou o propulsor Multijet de 200 cv e 450 Nm, associado a transmissão automática de oito velocidades.
O consumo urbano subiu para 9,9 km/l com diesel, representando economia de 16%. A direção elétrica substituiu a hidráulica, facilitando manobras em áreas urbanas.
Diferenças marcantes no Ford Fiesta
O Ford Fiesta RoCam, produzido a partir de 2002 em Camaçari (BA), usava motor 1.6 de 110 cv com construção simples e acabamento básico, limitando sua apelo em dinâmica. O New Fiesta, importado do México em 2011 e nacionalizado em 2014, trouxe plataforma global com injeção direta e turbo EcoBoost de 125 cv em algumas versões.
A cabine ganhou multimídia de 6,5 polegadas e ar-condicionado digital, elevando o nível de refinamento. O modelo antigo mantinha-se como opção de entrada, mas o novo dominou vendas por sua agilidade em curvas.
A evolução incluiu freios ABS de série e maior rigidez torsional, reduzindo ruídos internos em 20%.
Volkswagen Gol salta de geração
A terceira geração do Volkswagen Gol, conhecida como G5 e lançada em 2008, rompeu com a plataforma PQ24 do G4, de 1999, que sofria com visual datado e espaço interno restrito de 2,46 metros entre-eixos. O G5 adotou base do Fox, ampliando para 2,47 metros e incorporando traços inspirados no Polo europeu.
O motor 1.0 VHT total flex de 75 cv ofereceu aceleração 15% mais rápida que o antecessor. Airbags frontais e ABS viraram opcionais, atendendo normas iniciais de segurança.
O design frontal ganhou faróis alongados e grade hexagonal, modernizando o hatch compacto. Bancos com maior densidade de espuma melhoraram o conforto em viagens longas.
Honda WR-V redefine segmento
O Honda WR-V original, derivado do Fit em 2017, media 4,02 metros com motor 1.5 aspirado de 116 cv, mas carecia de robustez off-road verdadeira. A nova geração, revelada em outubro de 2025 e produzida em Itirapina (SP), usa plataforma Global Small Car com 4,32 metros de comprimento e 2,65 metros entre-eixos.
O porta-malas expande para 458 litros, superando rivais como o Fiat Pulse. A suspensão McPherson na frente e eixo de torção atrás eleva o vão livre para 22 cm.
Versões EX e EXL custam R$ 144.900 e R$ 149.900, com seis anos de garantia sem limite de quilometragem. O pacote Honda Sensing inclui frenagem automática e controle adaptativo de cruzeiro desde a entrada.
- Consumo misto: 12 km/l com gasolina, contra 8,2 km/l com etanol na cidade.
- Capacidade de reboque: até 1.000 kg em configurações totais.
- Espaço traseiro: joelhos com 10 cm a mais que o HR-V.
A motorização 1.5 flex de 126 cv mantém aceleração de 0 a 100 km/h em 10,7 segundos, priorizando eficiência urbana.
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