Filhos de ex-atletas constroem caminhos em clubes regionais do BrasilPor Jeronimo Santos
6 min de leitura
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Em 2025, filhos de ex-jogadores renomados do futebol brasileiro iniciam carreiras profissionais em equipes de divisões inferiores e regionais, longe dos grandes centros como Rio de Janeiro e São Paulo. Esses jovens, influenciados pelo legado dos pais, buscam consolidação em competições como Série B, Paulista A2 e torneios de base. A tendência reflete oportunidades em clubes como Vila Nova, Capivariano e Sport, onde atuam sem a pressão imediata dos holofotes nacionais.
A transição para o profissionalismo ocorre em contextos variados, com passagens por categorias de base e adaptações táticas. Enzo Bizzotto Costa, Lucas Loureiro, Lucas Rabello e Enzo Vagner exemplificam essa jornada, combinando herança familiar e desempenho individual.
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- Enzo Bizzotto Costa segue como volante no Vila Nova, após destaque no Aparecidense.
- Lucas Loureiro migrou para Portugal, mas inicia ciclo europeu após Vasco.
- Lucas Rabello reforça o ataque do Capivariano na Série A2 paulista.
- Enzo Vagner mantém contrato com o Sport até 2026, com testes em clubes lusos.
Trajetória de Enzo Bizzotto Costa no Vila Nova
Enzo Bizzotto Costa, de 22 anos, filho do ex-atacante Fernandão, ídolo do Internacional e Goiás, ingressou nas categorias de base do Inter aos 12 anos. Inicialmente centroavante, migrou para volante e deixou o clube em 2024.
No Aparecidense, disputou 27 jogos na Série D, com 23 como titular, dois gols e duas assistências, o que atraiu o Vila Nova. Apresentado em setembro de 2025, estreou na Série B contra o Remo, atuando como segundo volante.
Passos iniciais de Lucas Loureiro no exterior
Lucas Rodrigues de Almeida Loureiro, 20 anos, filho do ex-meia Felipe, conhecido como Maestro e ídolo do Vasco, formou-se nas bases do Flamengo por seis anos. Passou brevemente pelo Bangu antes de assinar com o Vasco sub-20 em 2024.
Pelo time carioca, jogou 18 partidas no Brasileirão sub-20, sem gols, com última entrada em junho contra o Internacional. Rescindiu em julho de 2025 e transferiu-se para o Estrela da Amadora, da Primeira Liga portuguesa, sem custos.
No clube lisboeta, atua no meio-campo e compete pela equipe principal ou sub-23 na Liga Revelação, em contrato de três anos. A aprovação inicial veio do pai, então diretor técnico do Vasco.
A adaptação europeia inclui treinos intensos e foco em versatilidade defensiva.
Destaque de Lucas Rabello no Capivariano
Lucas Rabello de Souza, 18 anos, filho do ex-atacante Souza, apelidado Caveirão e ex-Corinthians e Flamengo, mede 1,84m e pesa 76kg. Ambidestro, atua como centroavante e assinou até 2029 com o Capivariano.
Antes, brilhou na Copinha 2024 pelo Bangu, marcando gols e destacando-se no posicionamento de área. Transferido em abril de 2025, integra o time principal na Série A2 paulista.
Avaliações internas elogiam sua referência ofensiva, similar ao pai, que se aposentou em 2019 e virou comentarista. Disputou amistosos preparatórios com bom aproveitamento.
O contrato reflete confiança na progressão para divisões superiores.
Enzo Vagner consolida presença no Sport
Enzo Vagner Moraes de Souza, 19 anos, filho do atacante Vagner Love, revelou-se nas bases do Sport e assinou profissional até 2026. Atua como atacante e marcou na Copa Atlântico sub-19 em outubro de 2025.
Em 16 de outubro, contribuiu com gol na vitória por 3 a 1 sobre o América-PE, classificando à semifinal da Série Bronze. Passou duas semanas testando no Benfica em 2025, mas retornou ao Recife sem acordo de compra.
No sub-17, acumula cinco gols em quatro jogos pernambucanos de 2023, estendendo forma goleadora. Treina no CT rubro-negro, priorizando finalizações e movimentação.
Resumos técnicos dos jovens atletas
Enzo Bizzotto Costa apresenta versatilidade tática como volante de 1,80m, direito, com bom passe e marcação. Em 27 jogos pelo Aparecidense, registrou 1.800 minutos, 85% de acerto em desarmes e 72% em lançamentos longos. Força física e leitura de jogo derivam da transição posicional, com média de 2,1 interceptações por partida na Série D 2024. No Vila Nova, contribui em transições rápidas, com 1 gol em estreia na Série B 2025, elevando posse para 58% em setores médios.
Lucas Loureiro, meia de 1,75m, esquerdo, foca em visão periférica e dribles curtos. Pelos 18 jogos no Vasco sub-20, jogou 1.100 minutos, com 78% de passes certos e 1,8 chutes por duelo. Sem gols, destacou-se em assistências (duas) e recuperação de bola (3,2 por jogo). No Estrela da Amadora, adapta-se à intensidade europeia, com 65% de duelos aéreos ganhos e velocidade média de 28km/h em contra-ataques, visando integração ao sub-23 na Liga Revelação 2025.
Lucas Rabello, centroavante de 1,84m, ambidestro, prioriza finalização na área com 76kg de massa muscular. Na Copinha 2024 pelo Bangu, marcou três gols em cinco jogos, com 92% de acerto em cabeceios e 4,5 km percorridos por partida em zona ofensiva. Pelo Capivariano desde abril de 2025, acumula 450 minutos na A2 paulista, com um gol em amistosos e taxa de conversão de 22% em chances claras. Posicionamento herdado do pai impulsiona pivôs e desmarques, com força em duelos (68% vencidos).
Enzo Vagner, atacante de 1,82m, direito, exibe explosão em profundidade com contrato até 2026. No sub-19 do Sport, disputou 15 jogos na Copa Atlântico 2025, marcando quatro gols em 900 minutos, com 81% de dribles bem-sucedidos e 2,7 chutes por tempo. Nos testes do Benfica, impressionou com velocidade de 32km/h e finalizações (três em simulações). No Pernambucano sub-17 de 2023, cinco gols em quatro partidas mostram precisão (28% conversão), complementada por assistências (duas) e 55% de posse em área adversária.
Adaptação em clubes alternativos
A escolha por times regionais permite desenvolvimento gradual sem exposição excessiva. Enzo Bizzotto equilibra herança do pai com identidade própria no Vila Nova, treinando duplamente para Série B.
Influência familiar nos inícios
Pais como Felipe e Souza oferecem orientação remota, mas jovens priorizam autonomia. Vagner Love acompanha Enzo via videochamadas pós-jogos.
Perspectivas para 2026
Contratos longos garantem estabilidade, com metas de promoção coletiva. Treinos coletivos enfatizam coesão tática em divisões competitivas.















