Guerra no Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho deixa 64 mortos e fecha vias na “Cidade Maravilhosa”Por Luís Henrique Costa
Atualizado 3 min de leitura
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Megaoperação policial registra 64 mortos nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, nesta terça-feira (28). A ação envolveu cerca de 2.500 agentes das polícias Civil e Militar para cumprir 100 mandados de prisão e 150 de busca e apreensão contra membros do Comando Vermelho. Quatro policiais foram mortos em confrontos, e criminosos utilizaram drones para lançar explosivos.
O governo estadual confirmou 60 suspeitos mortos por tráfico e os quatro agentes, elevando o total para 64 vítimas. Vias principais da cidade foram interditadas, afetando o trânsito em diversas regiões. Instituições como UFRJ, Uerj e Fiocruz suspenderam atividades para preservar a segurança de alunos e funcionários.
- 23 prisões efetuadas até o momento.
- Drones empregados por criminosos em ataques.
- Mais de 50 ônibus usados como barricadas.
Operação atinge recorde de letalidade
A ação superou o número de mortes registradas na operação do Jacarezinho, em 2021, que teve 28 vítimas. Autoridades destacam o uso de tecnologia por parte dos criminosos, incluindo drones para monitoramento e lançamento de bombas.
O governador Cláudio Castro admitiu que a capacidade estadual de combate ao crime foi ultrapassada. Pedidos de blindados às Forças Armadas foram negados, conforme declaração oficial.
Interdições paralisam mobilidade urbana
Diversas avenidas permaneceram fechadas durante a tarde, conforme relatório do Centro de Operações Rio. A Avenida Brasil registrou bloqueios em Ramos e Barros Filho.
Ônibus foram sequestrados e posicionados como barreiras em pontos como Engenho Novo e Riachuelo. O sindicato RioÔnibus informou impacto em 127 linhas.
Moradores enfrentaram dificuldades para retornar às residências em áreas próximas aos complexos.
Repercussões em instituições locais
Universidades ajustaram horários para evitar riscos. A UFRJ orientou a evasão da Ilha do Fundão.
A Uerj cancelou atividades noturnas em unidades da região metropolitana. A Fiocruz antecipou a saída de funcionários às 15h30.
Pedidos de apoio e recompensas
A Polícia Civil solicitou doações de sangue no Hemorio e no Hospital Getúlio Vargas para agentes feridos. Filas de doadores formaram-se nos locais.
O Disque Denúncia ofereceu R$ 100 mil por informações sobre Edgar Alves de Andrade, o Doca, líder do Comando Vermelho na Penha.
Confrontos intensificam tensões
Criminosos incendiaram caçambas de lixo em barricadas. A Autoestrada Grajaú-Jacarepaguá foi temporariamente bloqueada.
Agentes relataram trocas de tiros constantes nas comunidades. A operação Contenção visava desarticular a cúpula da facção.
Medidas de segurança adotadas
A Câmara Municipal suspendeu sessão plenária devido a dificuldades de deslocamento. Parlamentares e servidores enfrentaram interdições.
Policiais isolam acessos aos complexos para cumprimento de mandados. Veículos blindados apoiaram as equipes em campo.
A megaoperação mobilizou recursos de inteligência para localizar alvos prioritários. Confrontos ocorreram em múltiplos pontos das favelas, com uso de armamento pesado por ambos os lados. Autoridades monitoram a situação para evitar escalada em outras áreas da cidade.







