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WhatsApp registra falhas generalizadas nesta quarta-feira, 29 de outubro de 2025, impedindo que usuários acessem o aplicativo em dispositivos móveis no Brasil. A instabilidade começou por volta das 9h e persiste em estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, com relatos de telas brancas e travamentos após a atualização recente. A Meta, proprietária do serviço, ainda não emitiu comunicado oficial sobre a causa, mas o volume de queixas supera o habitual em 74%, segundo monitoramento independente.

Usuários enfrentam dificuldades para enviar mensagens, áudios e imagens, o que afeta comunicações pessoais e profissionais. O problema ocorre principalmente no app móvel, com 17% das denúncias ligadas à conexão com servidores e 9% ao login. Especialistas indicam que a falha pode estar relacionada a uma atualização liberada na véspera, compatível com iOS 18 e Android 14.

  • Tela inicial congela após o logo do app;
  • Mensagens antigas não carregam, mesmo com backup;
  • Notificações param de chegar em tempo real.

A interrupção destaca a dependência diária do WhatsApp, usado por mais de 120 milhões de brasileiros para trocas cotidianas.

WhatsApp - Downdetector
WhatsApp – Downdetector

Relatos iniciais de usuários

Desde o início da manhã, relatos surgiram em fóruns e redes sociais sobre o app que não responde ao toque. Um usuário de iPhone 15 descreveu o ícone travando na tela de carregamento, sem avançar para as conversas. Outros, com Android, mencionaram reinicializações forçadas que não resolvem o erro.

A propagação rápida das queixas indica um problema sistêmico, não isolado a uma região específica. Ferramentas de monitoramento registraram picos às 12h, com mais de 500 denúncias por hora em São Paulo.

Tipos de falhas observadas

O aplicativo móvel concentra 74% das reclamações, com sintomas variados entre dispositivos. Usuários de iOS relatam fechamentos abruptos após a abertura, enquanto em Android o erro aparece como “falha na sincronização”. A versão Web funciona parcialmente, permitindo acesso a chats antigos, mas sem atualizações em tempo real.

Conexões com servidores representam 17% dos casos, afetando o envio de mídias como fotos e vídeos. Logins falham em 9% das instâncias, exigindo reinstalação sem perda de dados.

Esses padrões sugerem sobrecarga em atualizações recentes, liberadas para corrigir vulnerabilidades de segurança.

Soluções tentadas pelos afetados

Muitos usuários já experimentaram reiniciar o dispositivo, o que alivia sintomas temporários em 20% dos casos. Desinstalar e reinstalar o app preserva backups na nuvem, mas não corrige o travamento central para a maioria.

Limpar o cache interno resolve lentidões em versões desatualizadas, recomendada para Androids com menos de 2 GB de RAM livre. Atualizações manuais na App Store ou Google Play Store evitam conflitos com iOS 18.1 ou superior.

  • Verifique espaço de armazenamento mínimo de 1 GB;
  • Desative VPNs que interferem na conexão;
  • Teste em modo avião por 30 segundos antes de reconectar.

Essas medidas paliativas mantêm o acesso parcial enquanto o serviço não se estabiliza.

Histórico de interrupções semelhantes

Falhas no WhatsApp ocorreram em setembro de 2025, com duração de duas horas e impacto em envios de áudios. Naquele episódio, 80% das queixas envolviam mídias, resolvidas por ajustes nos servidores globais da Meta.

Em abril, uma instabilidade afetou atualizações de status em grupos, registrando 60 mil relatos no Brasil. A empresa atribuiu o problema a testes de novas criptografias, implementadas para conformidade com regulamentações europeias.

Dispositivos mais impactados pela falha

iPhones com iOS 18 enfrentam o maior número de travamentos, especialmente modelos 13 e 15, devido a otimizações recentes no app. Androids em versões 14, como Samsung Galaxy S23, reportam 40% dos erros de login.

Atualizações pendentes agravam o quadro em aparelhos com menos de 4 GB de RAM, onde o app consome até 500 MB em idle. A Meta planeja suporte estendido para iOS 12 até maio de 2026, mas recomenda migração para evitar exclusões futuras.

Expectativas para resolução

A Meta monitora o tráfego em tempo real e costuma restaurar serviços em até quatro horas para incidentes semelhantes. Usuários podem acompanhar o status oficial via central de ajuda, acessível por navegador.

Enquanto isso, alternativas como Telegram ou Signal oferecem migração rápida de chats, com criptografia equivalente. A interrupção reforça a necessidade de backups automáticos ativados semanalmente.

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2013. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

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