Flamengo entra na história da Libertadores com quatro finais em sete anos e busca tetra continentalPor Thiago Lemos
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Flamengo assegura vaga na final da Copa Libertadores 2025 após empatar em 0 a 0 com o Racing, na Argentina, nesta quarta-feira (29). O resultado soma-se à vitória por 1 a 0 no jogo de ida, no Maracanã, e leva o clube carioca à sua quinta decisão na competição continental. O feito destaca o time como o primeiro brasileiro a disputar quatro finais em sete anos, consolidando sua presença constante nas fases decisivas desde 2019.
O Brasil mantém a hegemonia no torneio, com representantes em todas as finais desde 2019, e o Flamengo responde por quatro dessas aparições.
- Principais momentos da semifinal: Gol de Carrascal no Maracanã decidiu a ida; na volta, expulsão de Gonzalo Plata aos 10 minutos do segundo tempo mudou o jogo.
- Defesa rubro-negra: Agustín Rossi evitou gols em investidas constantes do Racing nos minutos finais.
- Próximo passo: Adversário sai de Palmeiras x LDU, com o time equatoriano à frente por 3 a 0 na ida.
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— Flamengo (@Flamengo) October 30, 2025
Trajetória recente impulsiona marca histórica
A sequência de decisões reflete o investimento do Flamengo em estrutura e elenco desde 2019. O time conquistou títulos em 2019 e 2022, além do vice em 2021, o que eleva sua contagem para três troféus na Libertadores. Essa regularidade contrasta com períodos anteriores, quando o clube teve longos intervalos sem avançar às fases finais.
Treinadores como Jorge Jesus e Dorival Júnior foram fundamentais para as conquistas, com ênfase em transições rápidas e finalizações precisas.
Comparação com rivais brasileiros
Palmeiras e São Paulo lideram com seis finais cada, mas o Flamengo se aproxima ao igualar Grêmio e Santos com cinco decisões.
O São Paulo disputou suas quatro finais em 14 anos, entre 1992 e 2005, enquanto o Palmeiras espalhou suas aparições ao longo de décadas. Santos e Grêmio também somam três títulos, mas sem a concentração recente vista no rubro-negro. Internacional e Cruzeiro completam o grupo de clubes com pelo menos duas conquistas.
Essa distribuição mostra a evolução do futebol brasileiro na competição, com 24 títulos contra 25 argentinos.
Premiações envolvidas na campanha
A classificação garante ao Flamengo US$ 9,24 milhões (cerca de R$ 52 milhões) acumulados nas fases disputadas. O vice-campeão recebe mais US$ 7 milhões (R$ 39,7 milhões), valor já assegurado, totalizando R$ 91,7 milhões.
Uma vitória na final eleva o prêmio para US$ 24 milhões (R$ 128,8 milhões), o maior da história da Conmebol para o torneio.
A entidade distribui mais de US$ 200 milhões anuais na Libertadores, com aumentos de 43% para o campeão em relação ao vice.
Detalhes da final em novembro
A decisão ocorre em 29 de novembro, no Estádio Monumental, em Lima, no Peru, com capacidade para 80 mil torcedores. O local sediou a vitória rubro-negra sobre o River Plate em 2019, marcando o bicampeonato.
O Flamengo retorna ao estádio onde Gabigol virou o placar nos minutos finais, um registro icônico da campanha.
Treinos leves no Rio preparam o time para o confronto, com foco em recuperação física após a viagem à Argentina.
Momentos decisivos das decisões passadas
Em 1981, o Flamengo superou o Cobreloa, no Chile, com gols de Nunes e destaque para Zico na criação de jogadas. A partida de volta, no Maracanã, confirmou o primeiro título continental do clube.
A final de 2019, contra o River Plate, viu o time carioca reverter 1 a 0 com dois gols de Gabigol no fim, após domínio argentino no primeiro tempo.
Em 2021, o Palmeiras venceu por 2 a 1 na prorrogação, com Deyverson marcando após empate de Gabigol. A disputa ocorreu no Estádio Centenário, em Montevidéu.
A conquista de 2022 veio com 1 a 0 sobre o Athletico-PR, em Guayaquil, novamente com Gabigol como autor do gol solitário.
Preparação para o tetra continental
O elenco atual, sob Filipe Luís, prioriza equilíbrio tático, com média de 1,8 gols por jogo na campanha de 2025. Jogadores como Pedro e Arrascaeta lideram as finalizações, com 12 assistências combinadas.
O clube investe em análise de dados para contrapor estilos adversários, como a pressão alta vista contra o Racing.
Essa abordagem técnica sustenta a meta de igualar os tricampeões brasileiros em quatro taças.







