Lucas Moura converte pênalti e São Paulo vence Vasco por 2 a 0 na 31ª rodada do Brasileirão 2025Por Beatriz
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São Paulo superou o Vasco por 2 a 0 neste domingo, 2 de novembro de 2025, em partida válida pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro, disputada no Estádio de São Januário, no Rio de Janeiro. O jogo, arbitrado por Wilton Pereira Sampaio, com auxílio do VAR, terminou com gols de Lucas Moura, de pênalti aos 51 minutos do primeiro tempo, e Luiz Gustavo, aos 42 do segundo. A vitória marca a segunda consecutiva do Tricolor, que soma agora 44 pontos e ocupa a oitava posição na tabela, reduzindo a distância para o G6 em dois pontos.
O confronto ocorreu em meio à disputa acirrada por posições na parte intermediária da classificação, com o São Paulo buscando consolidação na briga por vaga na Libertadores e o Vasco visando interromper uma sequência de quatro triunfos consecutivos em casa. A partida atraiu atenção extra pela presença de Carlo Ancelotti, técnico da seleção brasileira, nas tribunas, acompanhado pelo diretor de seleções da CBF, Rodrigo Caetano.
A escalação inicial do São Paulo incluiu Rafael no gol, Alan Franco, Arboleda e Sabino na defesa, com Maílton, Pablo Maia, Bobadilla, Marcos Antônio e Enzo Diaz no meio, e Lucas Moura e Tapia no ataque. O Vasco, treinado por Fernando Diniz, alinhou Léo Jardim; Paulo Henrique, Léo Pelé, Maurício Lemos e Nuno Moreira na retaguarda, com Payet, Philippe Sampaio, Gerson e Rayan no setor médio, e Vegetti e Adson na frente.
Momento decisivo do pênalti
O primeiro tempo seguiu equilibrado, com posse de bola dividida em 48% para cada lado, segundo dados oficiais da CBF. Aos 49 minutos, em cobrança de escanteio por Maílton, Sabino cabeceou para o gol, mas o lance gerou polêmica.
Paulo Henrique agarrou Arboleda dentro da área, o que levou o VAR a recomendar revisão. Wilton Pereira Sampaio analisou as imagens e confirmou a infração, concedendo a penalidade máxima.
Lucas Moura, que não balançava as redes há sete partidas, cobrou com precisão no canto direito de Léo Jardim, inaugurando o marcador.
Estratégias em campo
O São Paulo, sob comando de Thiago Carpini, priorizou transições rápidas e pressão alta, explorando as pontas com Tapia e Bobadilla. Essa abordagem sobrecarregou a marcação vascaína, criando chances claras.
O Vasco respondeu com investidas pelo meio, lideradas por Gerson e Payet, mas esbarrou na solidez defensiva tricolor. Rafael realizou defesas importantes, como em chute de Robert Renan aos 45 minutos.
No segundo tempo, o ritmo caiu, com substituições como a entrada de Luiz Gustavo pelo São Paulo e Nuno Moreira pelo Vasco. A posse evoluiu para 52% dos cariocas, mas sem efetividade.
- Rafael evitou gol em cabeçada de Rayan aos 47 do primeiro tempo;
- Escanteios: 6 para o Vasco contra 4 do São Paulo;
- Chutes a gol: 8 tentativas tricolores, com 3 no alvo.
Golaço que selou o placar
Com o 1 a 0 no intervalo, o São Paulo administrou o jogo, mas o Vasco pressionou nos minutos iniciais da etapa final. Aos 30, Vegetti exigiu defesa de Rafael em finalização de fora da área.
Aos 42 minutos, Marcos Antônio iniciou contra-ataque com passe para Alisson, que encontrou Luiz Gustavo livre na entrada da área. O volante finalizou colocado, no ângulo esquerdo de Léo Jardim, ampliando para 2 a 0.
Essa foi a primeira assistência de Alisson na competição, destacando a rotatividade no meio-campo tricolor.
O gol veio após uma sequência de quatro vitórias do Vasco em casa, interrompendo a boa fase local da equipe de Diniz.
Reações após o apito final
Lucas Moura comentou a conquista em entrevista pós-jogo, elogiando o coletivo: “O grupo merecia esses pontos, trabalhamos duro para isso”. O autor do pênalti enfatizou a importância da calma na cobrança.
O goleiro Rafael, peça-chave na vitória, destacou as duas sequências positivas: “Estamos crescendo, as vitórias sobre Bahia e agora aqui mostram evolução”. Ele mencionou a defesa como pilar do resultado.
Pelo lado vascaíno, Fernando Diniz lamentou a perda de pontos: “Faltou capricho nas finalizações, mas o time lutou”. O treinador apontou o pênalti como ponto de virada.
Cartões amarelos foram distribuídos a PH e Nuno Moreira pelo Vasco, além de Alan Franco e Enzo pelo São Paulo. Nenhum expulsão ocorreu.
Histórico rompido em São Januário
O triunfo representa o fim de um jejum de 12 anos sem vitórias do São Paulo em São Januário pelo Brasileirão. A última data de 2013, com gols de Rodrigo Caio e Antônio Carlos em placar de 2 a 0.
Desde então, o Tricolor acumulava seis derrotas e dois empates no local. Essa quebra impulsiona a confiança para os jogos fora.
O estádio, com capacidade para 21 mil torcedores, registrou público pagante de 18.452, com renda de R$ 1,2 milhão.
No geral, os confrontos entre as equipes somam 58 partidas, com 22 vitórias para o São Paulo, 18 para o Vasco e 18 empates.
Próximos passos na tabela
Com 44 pontos, o São Paulo encara o Flamengo na quarta-feira, 5 de novembro, às 21h30, na Vila Belmiro, pela 32ª rodada. A partida pode aproximar o time do G7, dependendo de outros resultados.
O Vasco, agora com 38 pontos na 12ª posição, recebe o Athletico-PR no mesmo dia, às 19h, em São Januário. A derrota aumenta a pressão para recuperação em casa.
A rodada 31 registrou outros resultados, como Juventude 0 x 2 Palmeiras, reforçando a disputa no topo. O Flamengo lidera com 58 pontos, seguido pelo Palmeiras com 55.
Esses confrontos definem as vagas para Libertadores e Sul-Americana, com apenas sete rodadas restantes.







