Leclerc exclui chocolates de Natal Lindt dos 700 lojas por impasse em preços

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Natal Lindt Foto: Natal Lindt- PKucera Photo/Shutterstock.com

Leclerc decidiu não comercializar os chocolates de Natal da marca Lindt em seus cerca de 700 supermercados espalhados pela França. A medida resulta de negociações frustradas sobre o repasse de custos elevados do cacao. Produtos regulares da linha, como tablettes, continuam disponíveis.

A decisão foi confirmada nesta terça-feira, 11 de novembro de 2025, por fontes próximas às partes. A ausência afeta apenas a coleção sazonal de fim de ano. Outras redes mantêm o estoque normal da marca suíça.

  • Negociações envolveram reajuste de até 30% em alguns itens.
  • Leclerc alega defesa do poder de compra do consumidor.
  • Lindt justifica aumento pela triplicação do preço do cacao em dois anos.

Alta recorde do cacao pressiona indústrias

O preço internacional do cacao atingiu 8 mil dólares por tonelada em 2024-2025. Registros da Organização Internacional do Cacao indicam picos de 12 mil dólares. Esse cenário força fabricantes a transferir parte do custo ao varejo.

Produtores enfrentam redução de oferta na África Ocidental, principal região fornecedora. Condições climáticas adversas contribuem para a escassez.

Estratégia de Leclerc reforça posicionamento

A rede francesa adota postura firme em negociações anuais com fornecedores. Casos semelhantes ocorreram com outras marcas no passado.

A ausência dos produtos natalinos ocorre em momento de alta demanda sazonal. Consumidores buscam alternativas em concorrentes como Carrefour e Auchan.

Produção antecipada na fábrica francesa

A unidade de Oloron-Sainte-Marie, nos Pirenéus Atlânticos, concluiu a linha natalina com um mês de antecedência. Estoque já está alocado para outras redes.

Funcionários da planta mantêm ritmo normal para coleções futuras. Negociações para Pâques já estão em curso entre as partes.

Histórico de boicotes no varejo francês

Carrefour removeu itens da PepsiCo em janeiro de 2024 por desacordo de preços. A ação durou vários meses até novo contrato.

Outras redes aplicam táticas semelhantes para conter inflação. Consumidores migram para marcas próprias ou promoções.

Negociações silenciosas evitam desgaste

Representantes de Lindt e Leclerc evitam comentários públicos. O silêncio preserva diálogo para próximas temporadas.

Analistas observam que o impasse pode durar até o início de 2026. Ambos os lados calculam perdas e ganhos de mercado.

Alternativas ganham espaço nas gôndolas

Marcas concorrentes ocupam o vazio deixado pela Lindt nas lojas Leclerc. Produtos de origem belga e francesa registram aumento de pedidos.

Consumidores relatam busca por opções com preços mais acessíveis. Redes menores também ampliam sortimento natalino.

Carolina Costa é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2019. Formação: Administração

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