Aurora boreal ilumina céus dos EUA até Alabama com ejeções de massa coronal solares

Aurora Boreal

Aurora Boreal - Simon's passion 4 Travel/Shutterstock.com

Partículas carregadas emitidas pelo Sol atingiram a atmosfera terrestre e provocaram aurora boreal visível até Alabama e Novo México na noite de terça-feira (11). O fenômeno começou após ejeções de massa coronal (CME) que perturbaram o campo magnético da Terra e geraram uma tempestade geomagnética classificada como G4. Observadores em diversos estados registraram luzes vermelhas e verdes no céu noturno.

Escritórios do National Weather Service em Nova York, Oklahoma, Washington, Tennessee, Iowa, Idaho e Dakota do Sul publicaram imagens nas redes sociais. Três ejeções ocorreram nos últimos dias, com a terceira sendo a mais energética e prevista para chegar ao meio-dia de quarta-feira (12). O Centro de Previsão de Clima Espacial da NOAA monitora o evento em Boulder, Colorado.

  • Interação com oxigênio produz luzes verdes ou vermelhas.
  • Nitrogênio gera tons azuis e roxas na atmosfera.
  • Fenômeno ocorre com maior frequência próximo ao Polo Norte.

Ejeções solares e intensidade

Duas ejeções já chegaram à Terra e causaram impactos iniciais. Shawn Dahl, coordenador do serviço, informou que a terceira ejeção possui maior energia.

Previsões indicam visibilidade contínua na noite de quarta-feira em regiões norte dos EUA. Áreas com céu claro incluem Minnesota, Wisconsin, partes das Dakotas e sul de Michigan.

Regiões com melhores condições

Nuvens cobrem grande parte do país, especialmente Costa Oeste e Nordeste. Condições favoráveis podem estender a visibilidade ao Meio-Atlântico e Vale do Tennessee.

Kansas, Missouri, Nebraska e Colorado registram chances se as luzes se expandirem. Partes do sul dos EUA também apresentam potencial para observação.

Marc Chenard, meteorologista do Weather Prediction Center, destacou áreas com céu despejado.

Efeitos além do espetáculo visual

Tempestades geomagnéticas afetam redes elétricas com problemas de voltagem. Operações de satélites sofrem interferências.

Navegação por GPS apresenta degradação durante o evento. Canadá e Reino Unido emitiram alertas semelhantes.

Previsões para a noite seguinte

Aurora permanece visível no norte da Grã-Bretanha, com nuvens limitando a observação. Norte da Escócia oferece melhores condições.

Inglaterra e País de Gales registram possibilidade em áreas orientais com intervalos claros. Atividade solar recente eleva a classificação para G4 na escala da NOAA.

Observações registradas em locais específicos

Fotógrafos capturaram imagens em Hulah Lake, Oklahoma, na terça-feira. Luzes apareceram a leste de Denver e perto de Valley Falls, Kansas.

Santa Fe, Novo México, teve registros no centro da cidade. Fenômeno resulta da colisão de partículas com gases atmosféricos.

O Centro de Previsão de Clima Espacial acompanha chegadas sucessivas das ejeções. G5 representa o nível mais severo na escala utilizada.

Subtítulo com parágrafo longo

Aurora boreal surge quando partículas solares de alta velocidade interagem com o campo magnético terrestre e excitam gases na atmosfera superior, produzindo cores variadas dependendo do elemento envolvido, como oxigênio para verde e vermelho ou nitrogênio para azul e roxo, e esse processo ocorre tipicamente em latitudes altas, mas tempestades intensas como a atual expandem a visibilidade para regiões meridionais, permitindo que moradores de estados como Alabama e Novo México testemunhem o evento sem precedentes recentes, enquanto especialistas monitoram impactos em infraestrutura crítica, incluindo flutuações em redes de energia e sinal de satélites, e o evento atual decorre de múltiplas ejeções de massa coronal liberadas pelo Sol nos dias anteriores, com a mais potente ainda em trânsito para reforçar a atividade geomagnética nas próximas horas.

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