Coreia do Sul e Estados Unidos concluíram um acordo para a construção de submarinos de propulsão nuclear, anunciado pelo presidente sul-coreano Lee Jae-myung nesta sexta-feira, 14 de novembro de 2025, em Seul. O pacto representa um avanço na cooperação militar bilateral, impulsionado pela necessidade de fortalecer a defesa contra ameaças regionais, como as da Coreia do Norte. Além da tecnologia nuclear, o acordo envolve investimentos significativos em equipamentos e apoio logístico.
O presidente destacou que o documento finaliza negociações sobre comércio, tarifas e segurança, resolvendo variáveis chave para a economia e a estabilidade sul-coreana.
- Apoio americano ao enriquecimento de urânio para fins pacíficos.
- Reprocessamento de combustível nuclear usado com cooperação em suprimentos.
- Criação de grupo de trabalho para construção naval conjunta.
Detalhes do pacto bilateral
A declaração conjunta enfatiza o compromisso em expandir embarcações comerciais e militares americanas prontas para combate.
Lee Jae-myung mencionou que os Estados Unidos apoiam os esforços de Seul para prosseguir com o enriquecimento de urânio e o reprocessamento de combustível, incluindo planos de fornecimento conjunto. O local de fabricação dos submarinos ainda não foi definido, mas a parceria visa acelerar a produção.
Investimentos militares previstos
Seul planeja alocar US$ 25 bilhões em aquisições de equipamentos militares dos Estados Unidos até 2030, elevando as despesas com defesa para 3,5% do PIB.
O apoio abrangente às tropas americanas estacionadas na Coreia do Sul totalizará US$ 33 bilhões, cobrindo logística e infraestrutura. Essa medida reforça a presença militar conjunta na península coreana.
Além disso, o acordo inclui negociações para reduzir barreiras não tarifárias, como regulamentações sobre automóveis e produtos agrícolas americanos.
Avanços na construção naval
Os dois países estabeleceram um grupo de trabalho dedicado à construção naval, com foco em aumentar a capacidade de produção de navios.
Essa iniciativa pode envolver a fabricação de embarcações americanas em estaleiros sul-coreanos, beneficiando a indústria naval dos EUA. A tecnologia de propulsão nuclear, um dos segredos militares mais protegidos de Washington, será compartilhada de forma controlada.
A cooperação se estende a parcerias em inteligência artificial e indústria nuclear civil.
Contexto de segurança regional
A decisão ocorre em meio a tensões crescentes na Ásia-Pacífico, com testes de mísseis pela Coreia do Norte e manobras chinesas no Mar do Sul da China.
O pacto fortalece a dissuasão convencional contra Pyongyang, permitindo que submarinos nucleares rastreiem navios adversários por períodos mais longos.
Especialistas destacam que o acordo alinha com a estratégia americana de conter proliferação, sob supervisão da Agência Internacional de Energia Atômica.
A Coreia do Sul, que já possui uma frota de submarinos a diesel, busca modernizar sua marinha para liderar defesas combinadas. Esse avanço coloca Seul entre nações com capacidades nucleares navais avançadas, como EUA, Reino Unido e França, embora sem armas nucleares a bordo. A parceria também acelera a adesão de Seul ao Tratado de Cooperação em Matéria de Patentes até dezembro de 2025, facilitando inovações tecnológicas bilaterais.
Cooperação além da defesa
O anúncio integra uma cúpula recente entre Lee Jae-myung e o presidente americano, que reduziu tarifas sobre produtos sul-coreanos de 25% para 15%.

