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As esferas laranjas instaladas em cabos de alta tensão são marcadores de linha aéreos. Elas aumentam a visibilidade dos fios para pilotos de aeronaves que voam em baixa altitude. A medida reduz o risco de colisões em áreas abertas, travessias de rios, rodovias e vales em todo o território brasileiro.

A instalação segue norma técnica da ABNT e ocorre principalmente em regiões onde helicópteros, aviões agrícolas e de pequeno porte operam próximos ao solo. Os dispositivos não conduzem energia elétrica e têm função exclusivamente visual.

A cor laranja predomina por oferecer alto contraste contra o céu em diferentes condições meteorológicas. Em alguns pontos, empresas adotam marcadores vermelhos ou brancos conforme exigência local.

Função preventiva nas redes elétricas

Os cabos de transmissão tornam-se quase invisíveis do ar, especialmente em dias nublados ou com neblina. Os marcadores resolvem esse problema ao destacar a presença da linha elétrica.

Pilotos de aeronaves agrícolas e de resgate aéreo relatam que as esferas facilitam a identificação rápida dos obstáculos. A ausência desses dispositivos já causou acidentes graves no passado em diversas regiões do país.

Materiais e resistência das esferas

As bolas são fabricadas em polietileno de alta densidade ou fiberglass reforçado. O diâmetro varia entre 30 cm e 60 cm, definido pelo nível de risco da travessia.

Esses materiais suportam ventos de até 150 km/h e temperaturas extremas. A estrutura interna inclui anéis de alumínio que permitem fixação segura sem danificar o cabo condutor.

Alguns modelos incorporam elementos que ajudam a dissipar descargas atmosféricas. Essa característica protege torres e equipamentos próximos durante tempestades.

A vida útil dos marcadores chega a 20 anos com manutenção mínima.

marcador de linha
marcador de linha – Gerardo C.Lerner/Shutterstock.com

Normas técnicas e instalação obrigatória

A ABNT NBR 6535 estabelece padrões de cor, tamanho e espaçamento entre as esferas. A distância típica entre uma bola e outra é de 30 a 50 metros em travessias críticas.

Concessionárias de energia devem instalar os dispositivos em novos projetos e retrofit em linhas antigas localizadas em corredores aéreos. O Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo) fiscaliza o cumprimento em áreas próximas a aeródromos.

Locais mais comuns de instalação

Travessias de grandes rios como Amazonas e São Francisco concentram grande quantidade de marcadores. Rodovias federais em trechos rurais também recebem as esferas com frequência.

Regiões de plantio extensivo no Centro-Oeste apresentam alta densidade desses dispositivos. O mesmo ocorre em vales montanhosos onde helicópteros realizam voos de inspeção regularmente.

Áreas urbanas raramente contam com marcadores, pois as linhas ficam em altitudes mais baixas e menos críticas para a aviação geral.

Manutenção e evolução tecnológica

Equipes especializadas realizam inspeção visual periódica por helicóptero ou drone. Substituições ocorrem quando há rachaduras ou desbotamento excessivo da cor.

Novos modelos incorporam faixas refletivas que aumentam a visibilidade noturna. Testes com materiais luminescentes estão em fase experimental em algumas concessionárias.

A tecnologia atual mantém o padrão laranja como referência internacional reconhecida por pilotos em todo o mundo.

Maria Clara é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2016: Formação: Atriz.

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