Argentina oficializa Rafael Grossi como candidato a secretário-geral da ONU para 2027-2031Por Carolina Costa
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O governo da Argentina formalizou nesta quinta-feira (27) a candidatura do diplomata Rafael Mariano Grossi ao cargo de secretário-geral das Nações Unidas para o mandato que inicia em 2027 e termina em 2031. Atual diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Grossi foi reeleito para o segundo mandato no órgão em 2023. A apresentação oficial ocorreu por meio de comunicado do Ministério das Relações Exteriores argentino.
Buenos Aires destaca que Grossi possui mais de 40 anos de experiência em diplomacia e liderança em organismos internacionais. O texto oficial ressalta sua atuação em crises globais e conhecimento profundo do sistema multilateral.
Trajetória na AIEA reforça candidatura
Rafael Grossi assumiu a direção-geral da AIEA em dezembro de 2019. Sua gestão recebeu reconhecimento por ações durante conflitos que envolveram instalações nucleares.
O diplomata argentino conduziu negociações técnicas em contextos sensíveis, incluindo o monitoramento do programa nuclear iraniano e a segurança da usina de Zaporizhzhia, na Ucrânia. Essas experiências são apresentadas como diferencial para o cargo na ONU.
Argumentos apresentados por Buenos Aires
O comunicado argentino descreve Grossi como interlocutor imparcial em situações de alta complexidade. A gestão na AIEA é classificada como aberta, eficiente e orientada a resultados concretos.
- Participação ativa em resoluções do Conselho de Segurança da ONU
- Coordenação de assistência técnica a dezenas de países membros
- Fortalecimento da governança nuclear global durante crises recentes
- Diálogo permanente com potências nucleares e países em desenvolvimento
Esses pontos aparecem no documento como evidências de capacidade para liderar a organização mundial.
Experiência multilateral do candidato
Grossi ocupou cargos de representação argentina em Genebra e Viena ao longo de quatro décadas. Ele participou de conferências sobre desarmamento e não proliferação nuclear.
O diplomata presidiu reuniões do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP) e coordenou grupos de trabalho internacionais. Sua atuação incluiu ainda missões diplomáticas em organismos regionais e globais.
Processo de escolha na ONU
A seleção do secretário-geral envolve recomendação do Conselho de Segurança e aprovação da Assembleia Geral. Tradicionalmente, o Conselho considera rotação regional entre continentes.
Países da América Latina e Caribe já ocuparam o cargo em períodos anteriores. A candidatura argentina entra em um cenário que deve ganhar mais nomes ao longo de 2026.
Posicionamento argentino na disputa
A formalização ocorre um ano antes do início oficial das negociações. Buenos Aires busca posicionar Grossi como opção competitiva desde o início do processo.
O governo destaca que o diplomata reúne condições técnicas e políticas para suceder António Guterres. A campanha argentina deve intensificar contatos com membros permanentes e não permanentes do Conselho de Segurança nos próximos meses.
O anúncio reforça a tradição diplomática argentina em organismos internacionais. Grossi conta com apoio interno amplo para a empreitada global.







